Combustível do futuro, hidrogênio é tema de seminário internacional na Firjan

Combustível do futuro, hidrogênio é tema de seminário internacional na Firjan

Correalização da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, ABNT e ABH2, evento “Conexão Internacional do Hidrogênio” reuniu especialistas, representantes de empresas e do poder público
Regulação e normatização no Brasil e certificação global foram destaques da primeira edição do “Conexão Internacional do Hidrogênio: um futuro de baixa emissão de carbono” ocorrido nesta terça-feira (9/7) na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), em parceria com a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – e ABH2 – Associação Brasileira de Hidrogênio. O encontro reuniu especialistas internacionais, agentes do mercado e representantes do poder público que debateram as oportunidades de mercado, os desafios regulatórios, além de casos internacionais de sucesso, abrangendo desde a produção da energia até o consumo final.
Combustível do futuro, hidrogênio é tema de seminário internacional na Firjan
“Acompanhamos e estudamos essa nova alternativa energética que promete deslanchar em todo o mundo, respondendo em parte os anseios de uma matriz mundial mais sustentável e de baixa emissão de carbono. Plantas de refino de petróleo e indústrias petroquímicas consomem até hoje, em larga escala, o hidrogênio em seus processos de transformação. Isso só reforça que precisamos ir além da transição energética e falar da integração entre diferentes fontes, no melhor arranjo de produção e consumo de energia e produtos industriais derivados”, ressaltou o vice-presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano.
Combustível do futuro, hidrogênio é tema de seminário internacional na Firjan
Presidente da ABNT, Mario William Esper, destacou o potencial que o país possui para a produção do energético como uma energia limpa e condições para a exportação para os demais países. Ele citou a importância da entidade como fórum único para normalização e certificação do hidrogênio no país.
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Já o presidente da ABH2, Paulo Emílio Valadão de Miranda, lembrou que o planeta precisa de novas energias e que o hidrogênio se qualifica como um energético para abastecer o consumo mundial. Segundo ele, hoje se consome em torno de 100 milhões de toneladas de hidrogênio e que, até 2050, esse volume deve atingir a marca de 500 milhões de toneladas em todo o mundo.
No 1º painel, “International Standards, Regulations, and Certifications: Hydrogen needs rules, not colours”, os participantes foram unânimes em destacar a importância da certificação global e necessidade de uma regulação global, com o debate ocorrendo entre os governos. Participaram do painel Laurent Antoni, diretor executivo do IPHE e Convenor do ISO TC197/SC1/WG1; Andrei Tchouvelev, diretor de Segurança e Regulação do Hydrogen Council e Chair do ISO TC197/SC1; e Gabriel Lassery; superintendente executivo da ABH2 e Project Leader do ISSO TC197/SC1/WG1 no Brasil. Sérgio Pinheiro de Oliveira, vice-presidente da ABH2 e pesquisador sênior do Inmetro, moderou o debate.
No 2º painel, o diretor geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Rodolfo Saboia, explicou que a agência aguarda a aprovação do Marco Legal do Hidrogênio, em tramitação final no Congresso Nacional, para assumir o mandato legal de regulação do energético. Já Giovani Machado, assessor da presidência da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) destacou a importância da construção do mercado global para o energético, tornando competitiva a indústria e beneficiando toda a cadeia de valor, incluindo as pequenas e micros empresas.
Com a moderação de Carla Giordano, gerente Regional de Pesquisa e Serviços Tecnológicos do SENAI, o painel foi encerrado por Marcos Ludwig, sócio da Veirano Advogados, destacou que o Projeto de Lei 2308, em tramitação no Congresso, classifica o hidrogênio de baixa emissão de carbono.
O painel 3 debateu os “Desafios do Mercado Internacional de Hidrogênio”, com a participação de Sonja Kuip, cônsul-geral dos Países Baixos no Rio de Janeiro; Andrei Tchouvelev, diretor de Segurança e Regulação no Hydrogen Council; François Jubinville, cônsul-geral do Canadá no Rio de Janeiro; e Anjoum Noorani, cônsul-geral Britânico. O moderador foi Carlos Peixoto, fundador da H2helium.
Já o painel 4, com moderação de Thiago Valejo, gerente de Projetos de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, foram apresentados cases de empresas de hidrogênio no mundo, com a participação de Paula Perfeito, engenheira de Vendas na NEA; Luiz Gonzaga, diretor geral na DeNora; e Sérgio Teixeira, diretor de Negócios na White Martins; Paulo Prunzel, engenheiro de processo com especialização em transição energética na Petrobras; e Maartje Driessens, gerente de relações internacionais no Porto do Açu.
Mapa Estratégico de Hidrogênio
Ao final do encontro ocorreu o lançamento do “Mapa Estratégico do Hidrogênio para o Rio de Janeiro”, produzido pela Firjan SENAI SESI. O documento reforça o estado fluminense com forte potencial produtor do combustível. Isto porque o Rio é o maior produtor de gás natural, possui geração de energia nuclear e projetos para expandir as fronteiras de produção de energias renováveis, com a implantação de eólicas offshore ao longo da costa.
Acesse o Mapa Estratégico do Hidrogênio para o Rio de Janeiro no link
Segundo Karine Fragoso, gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, o estudo aponta que estão sendo investidos, desde 2022, mais de R$ 636 milhões em 46 projetos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia relacionadas ao hidrogênio em todo o país. Deste valor, mais da metade dos recursos são aplicados em 14 projetos no estado do Rio de Janeiro.
“Entre os desafios, o levantamento explica a necessidade de haver uma competitividade do preço do energético frente a outras soluções, a partir de um ambiente com maior oferta, mais desenvolvimento tecnológico e regras propícias para possibilitar negócios. Além das questões como certificação e normatização, armazenamento, segurança e transporte”, lembra Karine.
Já entre as oportunidades, destacam-se a ampliação de fontes de energia no país, a descarbonização, o desenvolvimento tecnológico e a exportação do energético, além de atender o mercado interno de fertilizantes, produção de amônia, de combustíveis sintéticos e SAFs (combustível sustentável de aviação), entre outras aplicações.

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