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Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB: Descubra os segredos…

Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB: Descubra os segredos de sustentabilidade do campeão na safra 22/23

Desafio de Máxima Produtividade de Soja do CESB: Descubra os segredos de sustentabilidade do campeão na safra 22/23

  • Pontuação máxima depende de bom desempenho em critérios de Sustentabilidade, como redução da pegada de carbono, uso eficiente de recursos naturais e do solo
  • Especialistas apontam os melhores meios para um produtor rural se tornar o próximo campeão da competição

A produção de soja, um dos pilares da economia brasileira, encontra seu ápice na conquista do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), que todos os anos realiza uma competição para fortalecer o setor e eleger seus campeões, que conciliam produtividade e sustentabilidade no cultivo do grão.

“O vencedor do prêmio, dentro de sua categoria, é aquele que consegue uma produção sustentável e rentável de soja, ou seja, é capaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a quantidade de produtos químicos no solo e o consumo de água, garantindo uma alta produtividade”, explica Vitória Lanes, especialista de Sustentabilidade Aplicada na Fundação Eco+.

As análises dos competidores do prêmio são realizadas pela Fundação Eco+, uma consultoria em sustentabilidade mantida pela BASF há quase 20 anos, e consideram todos os aspectos ambientais e recursos naturais na produção agrícola. Esses dados são retirados do “berço ao portão”, isto é, de todo o ciclo de vida da produção da soja, desde o uso de insumos agrícolas, combustíveis, água e qualquer outra matéria-prima necessária para a produção, até o momento que ela está pronta para deixar a fazenda. Além disso, são incluídas as emissões de aplicações dos fertilizantes, como as emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis no uso dos implementos.

Para se ter ideia, Vitória conta que para cada quilo de soja produzida pelo campeão nacional de 2023, houve uma redução notável em diversos aspectos ambientais e econômicos. “Quando falamos sobre pegada de carbono, por exemplo, o resultado foi um impacto 61% menor que a média do restante dos competidores”.

Esse resultado pode ser atribuído à produtividade, que é 55% maior que a produtividade da média da região sudeste, de modo que a área de cultivo necessária para produção de 1 kg de soja é menor, resultando em menores emissões de CO2 a partir de eventuais mudanças no manejo da terra. Isso implica no consumo de fertilizantes, que foi 78% menor do que a média da categoria.

“O campeão nacional do Desafio do CESB atingiu a grande marca de 134,46 sc/ha de produtividade. Na última safra (2022/2023), a produtividade média de soja das 950 áreas auditadas pelo CESB foi de 87 sc/ha, enquanto a média Brasil divulgada pela CONAB é de aproximadamente 59 sc/ha. Estes resultados acabam estimulando os profissionais da sojicultura a implantarem e aprimorarem algumas práticas de cultivo inovadoras, que possibilitem extrair o potencial máximo da cultura em suas fazendas. A cada safra, temos observado o aumento do uso do sistema de plantio direto, de microrganismos para incrementar a fixação biológica de N, de produtos biológicos e de tecnologias para auxiliar no uso racional dos insumos, por exemplo, que fomentam o aumento destas produtividades de forma sustentável“, comenta Lorena Moura, coordenadora técnica do CESB.

Por isso que o apoio da Fundação Eco+ torna o processo fundamental para o setor, principalmente ao realizar uma mensuração que abraça um dos pontos mais difíceis do agronegócio determinar: as emissões de gases de efeito estufa. A instituição, ajuda impulsionar jornadas sustentáveis em diversos níveis de maturidade, por meio de projetos customizados e ferramentas digitais, orienta negócios e empresas que querem desenvolver seus valores econômico, social e ambiental de forma integrada.

Com tudo isso em mente, os especialistas da Fundação listaram alguns pontos que podem ajudar os agricultores para as próximas safras:

Emissões de gases de efeito estufa

Um dos pilares da ecoeficiência é a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), para isso, pode ser realizada uma avaliação completa das fontes de emissões na produção agrícola, desde o uso de máquinas agrícolas, transporte e gerenciamento de resíduos. Ou ações mais práticas, como a adoção de algumas técnicas de plantio direto e o cultivo de cobertura. Além disso, explorar alternativas de energia renovável, como a energia solar ou biocombustíveis para alimentar os equipamentos agrícolas.

Preservação de recursos hídricos

A gestão eficaz da água é essencial para a sustentabilidade agrícola e a tecnologia pode ser uma grande aliada no monitoramento para uma irrigação ainda mais precisa. Implementar sistemas de alta eficiência, como gotejamento, que distribui a água diretamente às raízes das plantas, ajuda a reduzir o desperdício de água. Também, pode aplicar técnicas de conversação do solo, que reduzem a erosão e mantêm a água no local.

Uso eficiente da terra

O manejo responsável da terra é fundamental para preservar a biodiversidade e a qualidade do solo. Por isso, buscar explorar técnicas de agricultura de precisão, como o mapeamento de fertilidade do solo, é possível otimizar o uso de insumos e assegurar que eles sejam aplicados onde realmente precisa.

Consumo de recursos fósseis

Iniciar um diálogo sobre o desafio do consumo de combustíveis fósseis na agricultura é essencial, afinal, a dependência ainda é grande. Portanto, é importante considerar todos os usos na propriedade, desde máquinas e veículos até a eficiência dos sistemas de aquecimento em estufas. Também pode considerar a substituição por equipamentos que utilizem biocombustíveis ou implementar práticas de gestão deles.

Alcançar o sucesso na agricultura vai além da produtividade a qualquer custo. “O reconhecimento destaca como um campeão aquele produtor que mudou sua visão de negócio ao abordar os conceitos da sustentabilidade em sua produção. Assim, contribuímos para fortalecer a resiliência do setor diante das mudanças climáticas e a assegurar que as futuras gerações tenham acesso a alimentos saudáveis e nutritivos”, finaliza Luiz Antonio da Silva, Diretor Executivo do CESB.

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