Métodos não destrutivos podem ser aliados para expansão do Saneamento do Brasil

Métodos não destrutivos podem ser aliados para expansão do Saneamento do Brasil

Temática foi abordada em evento organizado pela ABRATT, na sede do CREA-DF, em Brasília

Métodos não destrutivos podem ser aliados para expansão do Saneamento do Brasil

Durante a abertura do seminário ‘As Tecnologias Inovativas Sustentáveis no Combate as Perdas’, realizado em 08 de maio de 2024 pela Associação Brasileira de Tecnologias Não Destrutivas (ABRATT), em parceria com o Ministério da Cidades, o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Leonardo Picciani considerou a utilização de tecnologias eficientes como fundamentais para a universalização do saneamento no País.

Atualmente, mais de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água encanada e mais de 92 milhões vivem sem coleta de esgoto em suas residências, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SINISA), do Ministério.

“A meta é justamente que até 2033 a gente tenha 99% da população atendida. Isso significa incluir – em números reais – mais de 35 milhões de brasileiros que hoje não possuem o adequado abastecimento de água tratada. Não atingiremos esse resultado sem o avanço tecnológico, inovações, técnicas modernas, sem que a gente possa com isso fechar alguns problemas e ganhar velocidade na solução de outros. Espaços de discussão qualificados como esse seminário só engrandecem a pauta”, destacou Picciani.

A fala do secretário está na direção do trabalho realizado pela ABRATT, na propagação de Métodos Não Destrutivos (MND), como uma alternativa para minimizar o impacto ambiental e social no entorno de obras, bem como uma ferramenta valiosa para que a meta de saneamento seja alcançada o mais rápido e de forma mais eficiente possível.

Expansão

Para o presidente da ABRATT, Hélio Rosas, o MND é a principal opção para realizar obras e serviços mais limpos, rápidos, com menor transtorno, menor poluição, melhor custo-benefício e, principalmente, com mais segurança. “Os dados do SINISA deixam evidente a necessidade de maior celeridade na ampliação das redes de água e esgoto. Afinal, isso traz significativa melhoria na qualidade de vida da população, melhoria nas questões ambientais e aumento de receita”, completou.

Rosas destacou que o mercado vem crescendo e amadurecendo para o uso dessas tecnologias, com boas perspectivas no Brasil, principalmente em projetos de instalação de redes de gás natural, telecomunicações e, em maior escala, saneamento. “Temos como associados importantes prestadores desses serviços básicos do País, nas quatro componentes (água, esgoto, drenagem e reservatórios urbanos)”, concluiu.

Métodos não destrutivos podem ser aliados para expansão do Saneamento do Brasil

Entre as companhias que já desenvolvem projetos com MND estão a Sabesp (Companhia de água de São Paulo), a CESAN (Companhia Espírito Santense de Saneamento), a EMBASA (Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A), a Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará), entre outras que participaram.

Também estiveram na abertura do seminário a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (CREA-DF), Adriana Rezende, que cedeu o espaço para o encontro; o vice-presidente Regional Nordeste II, na Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Luciano Góes; e os deputados federais Da Vitória (PP-ES) e Arthur Maia (União-BA).

Vantagens do MND

Uma obra realizada com Métodos Não Destrutivos (MND) proporciona serviços mais rápidos e limpos, com menor poluição e transtorno, melhor custo-benefício e, principalmente, com mais segurança. Segundo Rosas, debater MND com o mercado oportuniza que mais empresas conheçam e tenham acesso. “É uma família de métodos, materiais e equipamentos adequados para serem utilizados na instalação de redes novas, substituição ou reabilitação de infraestrutura subterrânea, que garantem mínimo transtorno ao trânsito, comércio e outras atividades, sempre visando a qualidade e segurança de todos os profissionais envolvidos”, reforçou.

O presidente da ABRATT abordou a disseminação da tecnologia, a partir da década de 70, e como ela permite implantar, monitorar, recuperar e ampliar redes subterrâneas. “É fundamental discutirmos algumas dessas tecnologias e como elas podem ser utilizadas de forma eficaz para combater as perdas no Brasil, tema do nosso seminário hoje”, completou.

A execução de obras através dos Métodos Não Destrutivos é o futuro de qualquer engenharia horizontal, pois evitam inundações, desabastecimento, explosão, acidentes de trânsito e corte de serviços essenciais como energia e comunicações. “Por esses vídeos, apresentados aqui, podemos ver como os MND são o futuro para obras de excelência. Vala aberta só traz riscos urbanos”, concluiu o presidente.

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