Impulsionada pelo clima favorável e aumento de área, safra de soja deve ser a maior da história

Impulsionada pelo clima favorável e aumento de área, safra de soja deve ser a maior da história

Estimativa da Agroconsult pré-Rally da Safra aponta para recorde de 172,4 milhões de toneladas e produtividade de 60,5 sacas por hectare

Impulsionada pelo clima favorável e aumento de área, safra de soja deve ser a maior da história

A maior safra de soja da história do Brasil está a caminho, beneficiada por um cenário ideal que inclui aumento de área, clima favorável no início do ciclo e boas condições de plantio na maioria dos estados produtores. Embora haja muito por vir até o final da colheita, se mantido o panorama atual, a perspectiva é de uma safra 10,9% maior que a 2023/24 e 6,2% superior ao recorde de 2022/23. A perspectiva pré-Rally da Safra da Agroconsult, organizadora da expedição técnica que entrou em campo esta semana, é de uma produção de 172,4 milhões de toneladas em 47,5 milhões de hectares. A produtividade média é projetada em 60,5 sacas por hectare, contra 55,4 na safra anterior.

Apesar das margens ainda apertadas, a área plantada de soja deve crescer cerca de 700 mil hectares ou 1,5% em relação à safra passada. A maior parte desse crescimento deve ocorrer em função da migração de área de milho verão para a soja, que possui custos de produção mais baixos. “O crescimento está abaixo da média dos últimos 10 anos e reflete o momento de dificuldade do setor. Ainda assim é uma expansão e isso contribui para aumentar a oferta dessa safra de soja”, diz André Debastiani, coordenador do Rally da Safra.

Impulsionada pelo clima favorável e aumento de área, safra de soja deve ser a maior da história

Apesar da demora na regularização das chuvas em algumas regiões, as condições de plantio dessa safra foram muito boas. Diferente do ano passado, quando o replantio atingiu suas máximas, esse ano ele é baixo e muito pontual. Aliado a isso, o clima no início do ciclo permitiu o bom estabelecimento das lavouras. Debastiani afirma que, apesar de algumas regiões já estarem perdendo produtividade – como ocorre no Sul do Mato Grosso do Sul, Oeste do Paraná e Sul do Rio Grande do Sul, todos os estados, por enquanto, apresentam produtividades estimadas acima das médias dos últimos 5 anos e muitos devem igualar ou superar o recorde anterior.

No Rio Grande do Sul, o estabelecimento das lavouras ocorreu em um período de boa umidade, porém o estado vem passando por estiagem e altas temperaturas, que afetam especialmente a região das Missões e a metade Sul do estado.  A produtividade pré-Rally estimada para o estado é de 49,5 sacas por hectare (50,8 na safra passada), mas caso não haja uma regularização das chuvas, poderão ocorrer mais perdas.

No Mato Grosso do Sul, o plantio também começou bem, porém a região Sul do estado é afetada pela estiagem que já retirou produtividade das lavouras. A estimativa pré-Rally é de 56,5 sacas por hectare (51,2 em 2023/24).

Já Paraná, Piauí e Rondônia encontram-se com bom potencial produtivo. As lavouras paranaenses apresentam bom desenvolvimento, com exceção das regiões Norte e Oeste do estado, que atravessam um período de 15 a 20 dias de clima quente e seco.  A produtividade pré-Rally é projetada em 63 sacas por hectare (56,1 em 2023/24). No Piauí, houve demora na regularização das chuvas para o plantio, mas durante o progresso da safra as condições melhoraram e o clima quente beneficia as lavouras. A projeção é de 60 sacas por hectare (56 na safra passada). Em Rondônia, o clima favorece a cultura, com estimativa de 59 sacas por hectare (55 na temporada anterior).

Os destaques positivos dessa safra ficam por conta dos estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Tocantins, que devem apresentar a segunda ou mesmo a maior produtividade histórica. É o caso do Mato Grosso, onde a colheita já começou e vem ganhando ritmo. Apesar das constantes chuvas, que dificultam a operação de colheita e trazem preocupação quanto à qualidade dos grãos, o potencial é alto. Com estimativa pré-Rally de 63 sacas por hectare (53,1 em 2023/24), Mato Grosso está muito próximo de atingir os recordes de 2022/23 e isso dependerá basicamente do desempenho das lavouras médias e tardias. Com a recuperação das produtividades, o estado pode produzir 7,9 milhões de toneladas a mais de soja nesta safra.

Em Goiás, com 65,5 sacas por hectare (62 em 2023/24), o bom volume e distribuição das chuvas tem garantido até agora um bom potencial de produção. Na Bahia as lavouras estão uniformes com potencial produtivo elevado de 67 sacas por hectare (63,8 em 2023/24).

Em Minas Gerais, as boas condições de plantio e desenvolvimento reforçam a estimativa de 66 sacas por hectare (63,5 em 2023/24), acima do recorde histórico. O mesmo ocorre no estado de São Paulo que apresenta ótimo avanço das lavouras, com produtividade estimada em 64,5 sacas por hectare (48,1 na safra passada). No Tocantins, o início de safra pode ser considerado o melhor da história e a produtividade é projetada em 58 sacas por hectare (55 em 2023/24), igualando o recorde histórico.

Impulsionada pelo clima favorável e aumento de área, safra de soja deve ser a maior da história

A previsão de chuvas para os próximos meses deve garantir um bom potencial produtivo para as lavouras de ciclo médio e tardio e, também, às culturas de 2ª safra. No entanto, há preocupações a serem consideradas. “Estamos diante de uma safra grande e que será colhida com bastante umidade, o que irá pressionar a infraestrutura de armazenagem e secagem, podendo gerar descontos na entrega do produto. A alta umidade traz também preocupação em relação à podridão de vagens, maior pressão de doenças e alongamento do ciclo da soja – o que já está acontecendo e deve empurrar o plantio do milho para mais tarde”, esclarece Debastiani.

A 22ª edição do Rally da Safra é patrocinada pelo Banco Santander, OCP Brasil, BASF, Credenz® e SoyTech™ (marcas de sementes da BASF), xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), BIOTROP, JDT Seguros e TIM Brasil. Os trabalhos em campo começaram no dia 12 de janeiro.

Equipes em campo

No Oeste do Paraná, a equipe 1 deixou Maringá e percorreu lavouras nas regiões de Campo Mourão, Goioerê, Palotina, Toledo e Cascavel, devendo chegar em Foz do Iguaçu no sábado, 18.

Já na região da BR 163, os técnicos da equipe 2 deixaram Cuiabá sentido Nova Mutum, visitando áreas em Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop e finalizando os trabalhos no domingo, 19, em Matupá.

No Oeste do Mato Grosso, a equipe 3 avaliou a soja nas regiões de Nova Mutum, Diamantino, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Campos de Júlio, chegando em Cuiabá no dia 20.

As duas próximas equipes irão ao Sudeste do Mato Grosso, a partir de 19 de janeiro, e Sudoeste de Goiás, a partir de 28 de janeiro.

Os técnicos irão percorrer mais de 80 mil km por 12 estados (MT, GO, MG, MS, PR, SC, SP, RS, MA, PI, TO e BA), que respondem por 95% da área de produção de soja e 72% da área de milho, para avaliar as condições das áreas de soja durante as fases de desenvolvimento das lavouras e de colheita até 22 de março. Outras seis equipes avaliarão as lavouras de milho segunda safra em maio e junho.  Técnicos da Agroconsult e das empresas patrocinadoras visitarão produtores rurais nas regiões Sudeste do MT, Sudoeste de GO, Planalto do RS e Oeste do PR, entre abril e maio. No mesmo período serão realizados eventos técnicos em Luís Eduardo Magalhães (BA), Não-Me-Toque (RS), Rio Verde (GO), e Maringá (PR).

Nesta edição, o Rally estará presente ainda nos principais eventos do agronegócio: Show Rural, em Cascavel (PR); ExpoDireto, em Não-Me-Toque (RS); Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), e Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO).

O trabalho das equipes e o roteiro completo da expedição poderão ser acompanhados pelo http://bit.ly/RallyRedesSociais

 

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