Retrofit: a aposta da engenharia para modernizar infraestruturas com foco ambiental

Retrofit: a aposta da engenharia para modernizar infraestruturas com foco ambiental

Modernização de sistemas de tratamento de água e esgoto antigos é caminho para evitar colapsos, possibilitar a melhoria da qualidade das águas e da segurança hídrica no país

Retrofit: a aposta da engenharia para modernizar infraestruturas com foco ambiental

Garantir água potável de qualidade e o tratamento adequado de esgoto é um desafio urgente no Brasil, onde mais de 88 milhões de pessoas ainda não têm acesso à coleta de esgoto e cerca de 33 milhões não possuem abastecimento de água tratada, segundo dados do Censo 2022 do IBGE.

A situação evidencia a necessidade de avançar em infraestrutura e modernizar sistemas existentes, especialmente em um cenário de mudanças climáticas e aumento populacional. Nesse contexto, o retrofit em estações de tratamento de água e esgoto surge como uma solução técnica e inteligente para modernizar sistemas antigos sem a necessidade de reconstrução completa, garantindo eficiência operacional, sustentabilidade e maior segurança no abastecimento de água e na qualidade dos recursos hídricos.

Mas, afinal, o que é retrofit?

Em termos simples, trata-se da modernização de equipamentos e sistemas obsoletos, atualizando tecnologias e processos em estações que, por conta do tempo, já não atendem mais às demandas de operação ou consomem energia e recursos de forma excessiva.

“O retrofit não é apenas um conserto ou uma reforma simples. Ele representa uma atualização tecnológica capaz de estender a vida útil da estação e prepará-la para os desafios de abastecimento de água e tratamento de esgoto em um cenário de mudanças climáticas e aumento populacional”, explica Sibylle Muller, CEO da NeoAcqua, empresa referência no segmento de soluções para saneamento.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o Brasil perde, em média, 40% da água potável captada em vazamentos, ligações clandestinas ou falhas operacionais, o que representa um desperdício alarmante de recursos financeiros e hídricos. Estações antigas, que operam com sistemas de automação defasados ou equipamentos obsoletos, acabam consumindo mais energia elétrica, demandam manutenções frequentes e mais mão de obra operacional e correm risco de paralisação, o que impacta diretamente a população atendida. O retrofit atua justamente nesse ponto, ao identificar gargalos e promover atualizações específicas, como a troca de sistemas de bombeamento, automação de processos, melhoria na eficiência energética e adequações para atender normas ambientais vigentes.

Outro ponto essencial é que, além da possibilidade de economizar recursos públicos e privados, o retrofit bem planejado contribui diretamente para a sustentabilidade. Com processos mais eficientes, as estações podem operar com menor consumo de energia, maior controle do consumo de produtos químicos e de qualidade da água tratada, menor impacto ambiental e maior responsabilidade no uso de um recurso cada vez mais escasso no mundo: a água.

Para cidades pequenas e médias, que possuem limitações orçamentárias, o retrofit também poder ser uma alternativa viável, desde que permita atender as necessidades da população com eficiência, rapidez e custos menores que a construção de estações novas. “As cidades não podem mais esperar o sistema de tratamento entrar em colapso para investir. O retrofit permite ações planejadas, visando qualidade na prestação dos serviços e eventual ampliação da capacidade de atendimento às populações”, reforça Sibylle Muller CEO da NeoAcqua.

Retrofits bem planejados podem preparar melhor as estações existentes para os desafios climáticos, como períodos de estiagem intensa ou chuvas extremas, ampliando a resiliência dos sistemas e permitindo que as estações operem de forma adequada mesmo em cenários adversos. Com isso, a população ganha em segurança hídrica e os municípios conseguem colaborar no cumprimento das metas de universalização dos serviços de saneamento básico.

“As mudanças climáticas já estão impactando o setor de saneamento e a disponibilidade de água. Precisamos de sistemas preparados para os extremos climáticos, garantindo que a água chegue até a população mesmo em momentos críticos e o retrofit é uma ferramenta técnica importante nesse processo de adaptação”, destaca Sibylle Muller.

Mais do que uma tendência, o retrofit em estações de tratamento de água e esgoto pode colaborar para o país avançar na garantia de saneamento básico de qualidade, fundamental para a saúde pública, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Modernizar o que já existe é, em muitos casos, o caminho mais rápido e inteligente para garantir o acesso à água e ao esgotamento sanitário, pilares essenciais para a qualidade de vida da população brasileira.

 

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