Kronan acelera expansão e planeja abrir até três fábricas para enfrentar apagão de mão de obra na construção
Com pipeline de mais de R$ 500 milhões e ticket médio de R$ 5 milhões, empresa de Inteligência Industrial Aplicada à Construção projeta ampliar presença nacional a partir de 2026

A Kronan, empresa de Inteligência Industrial Aplicada à Construção, prepara um novo ciclo de expansão que prevê a abertura de até três fábricas em diferentes estados brasileiros a partir de 2026. Implantada originalmente em Itapecerica da Serra, a atual fábrica foi transferida para a região de Jundiaí por sua localização estratégica. Atualmente a fábrica tem capacidade para produzir 350 mil metros quadrados de construção por ano e um plano de expansão para aumentar em 35% a capacidade já está em curso. O modelo busca dar escala a um setor que enfrenta gargalos de produtividade e já vive um “apagão” de mão de obra qualificada no Brasil.
Esse avanço ocorre em um contexto de desafios macroeconômicos que impactam a construção civil tradicional. A escassez de trabalhadores especializados pressiona prazos e custos, enquanto os juros elevados tornam investidores e incorporadoras mais seletivos na alocação de recursos. Nesse ambiente, soluções industrializadas ganham espaço po50r oferecer previsibilidade de cronogramas e maior controle financeiro dos projetos.
Com expressivo aumento de demanda por seu sistema proprietário, onde o foco principal está em disruptar o modo como é executada a fase de estrutura nos canteiros de obras, em 2025 a Kronan optou por focar exclusivamente nesse tipo de solução, abandonando a etapa de acabamentos, que acabam sendo executadas por outras construtoras.
Um dos principais diferenciais do sistema está no tempo de execução: a fase estrutural pode ser concluída em até cinco vezes menos tempo em comparação ao método convencional, o que pode gerar uma economia total de até 20% no projeto. “A construção artesanal, como a conhecemos, tornou-se inviável. O que oferecemos não é apenas uma estrutura, mas a certeza de que a parte mais crítica da obra será entregue sem atrasos, sem improvisos e com qualidade de fábrica. Nossa expansão visa escalar a única solução sistêmica para a crise de mão de obra: transformar o canteiro em uma linha de montagem limpa e previsível, garantindo o retorno sobre o investimento de nossos parceiros”, afirma Martin Paul Schwark, CTO da Kronan.
Com um pipeline de mais de R$ 500 milhões e um ticket médio de R$ 5 milhões — sendo que varia bastante de projeto a projeto —, a empresa reforça que outra grande vantagem do sistema é a flexibilidade da tecnologia que hoje já atende empreendimentos residenciais, comerciais, infraestrutura, silos e até resorts.
Outro elemento da estratégia é a flexibilidade de operação. Além da fábrica fixa em São Paulo, a Kronan se diz preparada para implantar unidades de produção móveis diretamente em canteiros de obras de grande porte e, após a conclusão, transferi-las para novos projetos. “Somos hoje a única empresa do setor no Brasil com capacidade de levar uma fábrica para dentro de uma obra relevante e depois reposicioná-la em outro empreendimento”, diz Martin.
A trajetória de crescimento da companhia foi construída de forma gradual, com os primeiros anos dedicados a testar o sistema de industrialização, inspirado em práticas desenvolvidas na Finlândia, e validar a qualidade do processo. A partir de 2023, a operação ganhou escala acelerada, impulsionada pela combinação de tecnologia, padronização e aumento da demanda por soluções industrializadas que transferem de 50 a 80% da mão de obra para o ambiente fabril.
Desde então, a Kronan vem dobrando de tamanho anualmente, com perspectiva de manter o ritmo em 2025 e ampliar sua presença nacional com a nova fase de expansão.






