Atiaia Renováveis alcança pico das obras nas usinas em construção em Goiás com 900 colaboradores mobilizados
Obras da PCH Taboca e da UHE Estrela avançam para a fase mais intensa de construção, totalizando 100 mil m³ de concreto

A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energias renováveis do Grupo Cornélio Brennand, atingiu o pico das obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Taboca e da Usina Hidrelétrica (UHE) Estrela, ambas em construção nos municípios de Jataí, Serranópolis e Itarumã, no Estado de Goiás. Nesta fase, os canteiros reúnem cerca de 900 colaboradores, o maior contingente mobilizado desde o início dos trabalhos.
Com capacidade instalada de 29,8 MW na PCH Taboca e 48,4 MW na UHE Estrela, os empreendimentos avançam simultaneamente na etapa das grandes concretagens, considerada uma das fases mais estratégicas para a consolidação das estruturas civis. Ao todo, serão aplicados aproximadamente 100 mil m³ de concreto, volume superior ao usado na construção do Estádio do Maracanã, que consumiu 80 mil m³.
“Alcançar o pico das obras, com todas as frentes atuando simultaneamente e estruturas de grande complexidade sendo concretadas em paralelo, é um marco para o projeto. A execução conjunta da PCH Taboca e da UHE Estrela exige coordenação precisa, disciplina construtiva e soluções eficientes para garantir qualidade e segurança. Estamos orgulhosos da engenharia que estamos executando”, afirma Marcelo Costanzo, gerente de Projetos da Atiaia Renováveis.

As estruturas que estão sendo concretadas – como tomada d’água, conduto forçado, casa de força, vertedouro e barragem de terra – são essenciais para a operação das futuras usinas. O processo de concretagem utiliza formas deslizantes, com operação contínua por vários dias, exigindo rigor técnico, logística complexa e cuidados específicos para controle de temperatura e cura do concreto, especialmente, devido ao clima quente da região.
A conclusão das grandes concretagens é decisiva para o andamento das obras, pois prepara o terreno para o início da montagem eletromecânica, que inclui instalação de turbinas, geradores, comportas e grades. Na PCH Taboca, o pico das obras deve se encerrar até janeiro, enquanto na UHE Estrela o término do pico das obras está previsto para o mês de abril. Além das usinas, a companhia constrói uma linha de transmissão de 238 kV, com 220 torres distribuídas ao longo de 80 quilômetros, responsável por levar a energia gerada até o ponto de conexão em Barra dos Coqueiros (GO). O projeto inclui ainda toda a infraestrutura associada necessária para a integração das usinas ao grid.
Inovações e estrutura dos canteiros
Entre os diferenciais das obras está a implantação de uma central solar em contêiner, utilizada para abastecer parcialmente o canteiro de obras com energia limpa, uma iniciativa inédita nos projetos hidrelétricos da companhia. O sistema, proposto pela GEL Engenharia, contou com a instalação de 384 módulos fotovoltaicos. Com potência instalada de 480 kW, a usina de geração distribuída atende toda a demanda do canteiro administrativo, reforçando o compromisso da Atiaia Renováveis com práticas sustentáveis.
A estrutura dos canteiros também se destaca pelo tamanho, uma vez que as duas usinas estão localizadas a apenas 14 km uma da outra e compartilham a mesma base operacional. Além das áreas técnicas, a empresa estruturou alojamentos, refeitórios, ambulatórios e espaços de convivência, incluindo campo de futebol e quadra de areia, para atender ao elevado número de trabalhadores.
Viabilização e início da operação
Localizadas no rio Verde (também chamado de Verdinho), a PCH Taboca e a UHE Estrela foram viabilizadas por meio do Leilão de Energia Nova A-5, realizado em 2022, no qual a Atiaia Renováveis saiu vencedora. A energia gerada será comercializada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), com início de fornecimento previsto para janeiro de 2027, fortalecendo e dando robustez ao sistema elétrico nacional.






