Embora tenha sido um ano desafiador, JCB ganha participação de mercado em 2025

Embora tenha sido um ano desafiador, JCB ganha participação de mercado em 2025

Apesar das adversidades no período, a líder mundial de retroescavadeiras e manipuladores telescópicos registrou no ano passado aumento de market share. Empresa projeta manter crescimento em 2026 e revela entrada em novos mercados

 O ano de 2025 foi positivo para a JCB, empresa líder mundial de retroescavadeiras e manipuladores telescópicos, equipamentos que ela inventou. Em outubro, celebrou 80 anos de fundação e, alguns meses antes, obteve a primeira homologação completa da União Europeia para motores de hidrogênio, destinados a equipamentos não rodoviários.

No Brasil, onde atua há 25 anos, a JCB também somou conquistas. Lançou uma pá carregadeira destinada especialmente para o segmento agro, com boa receptividade pelo mercado, e superou obstáculos. “Foi um ano complexo, mas fechamos no ‘verde’. Tivemos instabilidades na infraestrutura, tanto no âmbito nacional, com a elevada taxa de juros, quanto internacional, como o tarifaço imposto pelo presidente norte-americano. Ainda assim, encerramos 2025 com um crescimento de 7,1% em comparação a 2024, considerando o período de janeiro a outubro”, revela Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina.

Embora tenha sido um ano desafiador, JCB ganha participação de mercado em 2025

Adriano Merigli: JCB segue no propósito de dobrar de tamanho até 2030

Segundo o executivo, o número ratifica o propósito da companhia, anunciado em meados de 2024, de dobrar de tamanho até 2030. À época, a companhia informou o investimento de meio bilhão de reais, dos quais cerca de R$ 360 milhões na expansão das operações e modernização da fábrica de Sorocaba (SP), que abastece as Américas do Sul e Central. Foi o maior investimento feito pela JCB e um dos maiores do setor nos últimos anos, e vai ao encontro dos planos de expansão global da companhia, em linha com outros grandes investimentos divulgados pela empresa em nível mundial.

Um ano para ser celebrado

De acordo com Adriano Merigli, o resultado positivo da JCB em 2025 está em consonância com o planejamento estratégico da empresa e tal marca deve-se a diversos fatores, como a soma dos esforços da bem capilarizada rede de distribuição (são 64 pontos, estrategicamente dispostos em todo o território nacional), além das alternativas oferecidas pelo JCB Finance (braço financeiro da empresa) aos clientes, com taxas subsidiadas para financiamento, além de oferta de planos de consórcio.

Analisa Carlos França, diretor de vendas e marketing da JCB: “O ano começou com indefinições, com alta na restrição de crédito. Ainda assim, 2025 foi um ano para ser celebrado. Conseguimos superar, com muito trabalho e foco, nossas estimativas iniciais, crescendo tanto em números absolutos de vendas quanto em unidades comercializadas, mas também em participação de mercado – o que está no caminho do nosso principal objetivo, contemplado no nosso planejamento estratégico, que é dobrar de tamanho em cinco anos”.

O diretor de Pós-Venda da companhia, Felipe Battistella, destaca que o parque de máquinas da JCB cresceu e o pós-venda conseguiu acompanhar tal evolução. “Tivemos incremento de cerca de 70% na quantidade de planos de manutenção, algo que denota a busca de nossos clientes pelo nível de profissionalismo que oferecemos e que também reforça a confiança que eles depositam na JCB em deixar as máquinas deles com os mais altos índices de produtividade”.

Battistella conta que, para atingir tais níveis de satisfação dos clientes, a JCB aumentou em 20% o efetivo de técnicos em todo o Brasil, além de criar uma área de desenvolvimento de competências. “Temos a maior rede do segmento e precisamos de técnicos bem formados e capacitados. Mas também investimos no nosso inventário de peças, que fica no nosso Centro de Distribuição, localizado na cidade paulistana de Jundiaí e que atende parte da América do Sul, além do mercado nacional”, celebra.

Crescimento nos setores agro, construção civil e mineração

Na análise dos executivos da JCB, houve dificuldades no setor agrícola em boa parte de 2025, que foi fortemente impactado pelo tarifaço dos Estados Unidos, mas a empresa também sentiu a restrição de crédito, muito por conta das linhas de repasse do BNDES. Apesar desse cenário, a fabricante registrou alta nos outros setores nos quais atua: construção civil e mineração – em que a empresa vem ganhando espaço ano a ano, com crescimento uniforme em todo o Brasil.

“Continuamos fazendo muita diferença em licitações e em órgãos públicos, como governos municipais, um mercado que cresceu quase 60% em 2025 em comparação a 2024. Isto ajudou a compensar o impacto no segmento agro. Além disso, as locadoras mantiveram nível de forte alta já que, por conta das taxas de juros, o mercado de locação passou a ser uma opção para o cliente final”, analisa Adriano.

Felipe Battistella conta que a JCB tem registrado crescimento em todos esses segmentos e, para tal, oferece respaldo no pós-venda. Ele destaca o setor de mineração, que exige muito em produtividade e disponibilidade das máquinas. “Estamos criando modelos para atender a esse setor, que demanda bem mais em termos de produtividade. E, para tal, temos que estar com atendimento in loco, com técnicos dedicados na operação, além de mecânicos e contêineres de peças, tudo com vistas a oferecer um atendimento de excelência”, observa.

Em 2026, JCB mantém foco no agro e anuncia a entrada em novo segmento

Durante a Agrishow, no final de abril de 2025, a JCB lançou a pá carregadeira 437ZX AGRI. A máquina é indicada para operações de grande volume movimentado e é equipada com motor Cummins de 173hp e caçamba de 6m³. Tais características a torna ideal, por exemplo, nas aplicações em usinas de cana de açúcar. Também ampliou o número de distribuidores (foram dois ao longo do ano), chegando aos 64 atuais.

Em 2026, a empresa revela que entrará em um novo segmento: o de plataformas elevatórias, visando atender os clientes dos setores de construção, agro e movimentações e elevações.

“Continuaremos com foco no mercado agrícola, pois há a expectativa de retomada e aceleração dos negócios, tanto que temos visto sucessivas safras recordes. Por conta disto, estamos formatando uma rede de distribuição específica com foco nesse segmento, além de desenvolver portfólios e equipes dedicadas para atuar fortemente nesse mercado já a partir de 2026”, informa Carlos França.

“Acreditamos que 2026 será de muito desafio, como sempre, e também de muito trabalho. Mas nos manteremos focados em um propósito: que a JCB seja a marca mais próxima dos clientes. Faremos lançamentos e expandiremos nossa rede de distribuição – posso adiantar que haverá duas casas, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais – e tudo com um pós-venda que sustentará nosso plano de crescimento, que prevê dobrarmos de tamanho em cinco anos, algo que vai além do número, mas tem a ver com uma atitude que envolve todo o nosso time de 700 pessoas”, finaliza Adriano.

 

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