Primeiro caso de ferrugem asiática na Bahia acende alerta para o manejo preventivo

A safra de soja 2025/2026 na Bahia, que já se encontra em fase de colheita em algumas regiões, registrou neste mês de janeiro, o primeiro caso de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). A confirmação da ocorrência reforça a necessidade de intensificar o monitoramento e o manejo fitossanitário, especialmente em um cenário de clima favorável à doença e alta pressão de inóculo em diferentes áreas produtoras do país.

Segundo Paulo Moraes Gonçalves, engenheiro agrônomo e especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência, a identificação precoce é decisiva para evitar perdas expressivas: “A ferrugem asiática é uma doença extremamente agressiva, com potencial de causar prejuízos severos à produtividade se não for manejada de forma correta e no momento adequado. A confirmação do primeiro foco na Bahia reforça a importância do monitoramento constante e da adoção de estratégias preventivas ao longo de todo o ciclo da cultura.”
De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, a safra 2025/2026 já contabiliza 144 registros da doença no Brasil, sendo 88 no Paraná, 44 no Mato Grosso do Sul, cinco no Rio Grande do Sul, quatro em São Paulo, dois em Santa Catarina e um em Minas Gerais. No mesmo período da safra anterior, o Paraná havia registrado 41 ocorrências, o que evidencia um crescimento significativo no número de notificações e reforça o cenário de alerta fitossanitário para a safra.
Para Gonçalves, o aumento dos registros não significa, necessariamente, falha no controle, mas sim maior presença de esporos no ambiente. “É um indicativo claro de que a ferrugem está circulando e precisa ser manejada adequadamente”, explica.
Monitoramento rigoroso na Bahia
Na Bahia, a confirmação do foco exigiu a realização de testes em câmara úmida e contou com estratégias avançadas de monitoramento, incluindo o sistema de Caça-Esporos, que acompanha continuamente áreas estratégicas, como o Anel da Soja (Estrada do Café), Placas, Bela Vista, Paraíso e a Rodovia da Soja. A Adab, por meio da Diretoria de Defesa Sanitária Vegetal, emitiu alerta fitossanitário aos produtores, conforme determina a Portaria nº 43/2025, que prevê a notificação obrigatória da ocorrência da doença.
O trabalho preventivo, segundo o especialista, é essencial. O manejo eficiente envolve o uso de cultivares adequadas, o respeito ao vazio sanitário, a semeadura dentro da janela recomendada, o monitoramento constante e a aplicação preventiva de fungicidas. Diante do avanço da resistência do fungo, Nabas reforça a importância da associação de fungicidas sítio-específicos com produtos multissítios, estratégia que reduz o risco de seleção de resistência e aumenta a eficiência do controle.
Prejuízos e estratégias de manejo
A ferrugem asiática da soja é considerada a doença mais severa da cultura no Brasil, podendo provocar perdas de até 90% da produtividade se não for manejada adequadamente. A doença causa desfolha precoce, amarelamento das folhas e compromete a fotossíntese, impactando diretamente o enchimento de grãos.
Nesse contexto, a Ourofino Agrociência destaca soluções desenvolvidas para atender às exigências da agricultura tropical brasileira. O Dotte é um fungicida sistêmico premium, com triazol de alta performance, formulação estável e homogênea, elevada fixação foliar, fotoproteção, absorção gradual e excelente tolerância à chuva, proporcionando controle eficaz da ferrugem-da-soja e de doenças foliares.
Já o Pontual® é um fungicida completo para o manejo da resistência, que combina o efeito protetor do multissítio com a ação preventiva das estrobilurinas e o efeito curativo dos triazóis. Sua formulação inovadora, com fotoprotetores e tensoativos exclusivos, garante melhor recobrimento e alto desempenho no controle das principais doenças da soja.
“O momento reforça a importância do monitoramento semanal, com coleta de lâminas, análise em microscópio e uso de coletores de esporos, permitindo decisões mais assertivas e aplicações no momento correto. A ferrugem exige atenção constante. Informação, diagnóstico preciso e soluções eficientes são fundamentais para proteger a produtividade e a rentabilidade da lavoura”, pontua Gonçalves.






