Publicação destaca papel da tecnologia de aplicação de pesticidas para uso seguro no campo

Publicação destaca papel da tecnologia de aplicação de pesticidas para uso seguro no campo

Publicação destaca papel da tecnologia de aplicação de pesticidas para uso seguro no campo

A aplicação terrestre ou aérea de pesticidas continua sendo o método mais rápido e eficaz de controle fitossanitário. Foto: Rafael Soares

  • A Embrapa e a Universidade Estadual do Centro-Oeste disponibilizam ao setor produtivo a publicação Tecnologia de Aplicação de Pesticidas.
  • O material reúne orientações para mitigar problemas e dificuldades em condições de campo..
  • A tecnologia de aplicação reúne conhecimentos técnicos e científicos para garantir a deposição correta do produto, com menor custo e mínimo impacto ambiental.
  • Para isso, são considerados fatores como o tipo de produto utilizado, a praga ou doença a ser controlada, o equipamento e as condições meteorológicas no momento da aplicação.
  • A publicação será lançada durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, de 9 a 13 de fevereiro, no Paraná.

A tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários interfere diretamente na eficiência e na segurança da produção de alimentos. Por isso, a Embrapa Soja (PR) e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) organizaram orientações para mitigar problemas e dificuldades enfrentados em condições de campo. As informações integram a publicação Tecnologia de Aplicação de Pesticidas, que será lançada durante o Show Rural Coopavel.

O controle de pragas, doenças e plantas daninhas começa com a realização do diagnóstico do problema, a definição do produto mais indicado e sua subsequente aplicação. “O uso de pesticidas exige equipamento em perfeitas condições de uso, boa regulagem, informações sobre condições climáticas e conhecimentos técnicos e científicos para que o alvo seja atingido, sem colocar em risco a segurança humana e ambiental”, explica Dionísio Gazziero pesquisador da Embrapa Soja.

Lançamento

A publicação será lançada na Vitrine de Tecnologias da Embrapa no Show Rural Coopavel, que ocorrerá de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR).

São autores da publicação: Cleber Maciel, Dionísio Gazziero, Rafael Theisen, Luiz Gustavo Bridi e  Fernando Adegas

Gazziero diz que para que os produtos fitossanitários cumpram sua função com eficiência e segurança, é necessário escolher o produto correto e respeitar processos técnicos e ambientais. “Desde o momento em que a calda sai do pulverizador até atingir o alvo, é necessário seguir orientações técnicas para evitar perdas, contaminações e impactos indesejados”, complementa.

De acordo com os autores, a aplicação terrestre ou aérea de pesticidas continua sendo o método mais rápido e eficaz de controle fitossanitário. Ainda assim, especialistas alertam que o sucesso dessas operações depende diretamente da qualidade dos equipamentos, da correta regulagem, da capacitação dos operadores, da escolha das pontas de pulverização e, principalmente, do respeito às condições ambientais. “Quando o processo não é bem conduzido, o ingrediente ativo pode não atingir o alvo. Isso favorece a deriva, a evaporação e a contaminação de culturas vizinhas, dos recursos hídricos e até do próprio aplicador”, ressalta o professor da Unicentro, Cleber Maciel.

Segundo pesquisadores da área, a tecnologia de aplicação reúne conhecimentos científicos e técnicos voltados à correta deposição do produto no alvo biológico, na quantidade necessária, com o menor custo possível, e mínimo impacto ambiental. Essa tecnologia considera fatores como o tipo de produto utilizado, o alvo a ser controlado, o equipamento aplicador e as condições meteorológicas no momento da aplicação.

Atenção redobrada

As condições climáticas estão entre os fatores que mais influenciam a eficiência da aplicação, ressaltam os autores. Ventos acima do recomendado, baixa umidade do ar e altas temperaturas aumentam significativamente o risco de perdas por deriva e evaporação. “Estudos indicam que as melhores condições para aplicação ocorrem com ventos entre 3,2 e 6,5 km/h, umidade relativa mínima de 55% e temperatura inferior a 30 °C”, observa Maciel.

Para Gazziero, o tamanho das gotas também desempenha papel central nesse processo. Gotas muito finas favorecem a cobertura do alvo, mas são mais suscetíveis à deriva. Já gotas maiores reduzem o risco de contaminação ambiental, e são indicadas para herbicidas mimetizadores da auxina (compostos sintéticos que imitam o hormônio vegetal auxina, causando um crescimento desordenado e caótico nas plantas). “Casos de fitointoxicação em culturas sensíveis ao produto levaram órgãos reguladores e fabricantes a recomendar, e em alguns casos exigir, o uso de gotas grossas ou extremamente grossas, além da adoção rigorosa de boas práticas agrícolas. A escolha correta das pontas de pulverização e da pressão de trabalho também é considerada estratégica”, acrescenta o pesquisador.

Regulagem e calibração de máquinas

Para os autores da publicação, outro ponto crítico é a regulagem e a calibração dos pulverizadores. Gazziero afirma que as inspeções de campo mostram que boa parte dos equipamentos opera com algum tipo de problema, comprometendo tanto a eficácia do controle quanto a segurança ambiental. “A calibração correta garante que o volume de calda aplicado corresponda ao planejado, considerando velocidade, pressão, espaçamento entre bicos e altura da barra”, avalia.

Falhas como vazamentos, filtros obstruídos, bicos desgastados e variações excessivas de vazão são mais comuns do que se imagina e podem reduzir drasticamente a qualidade da aplicação. “A manutenção dos equipamentos, o respeito às condições ambientais no momento da aplicação e o treinamento de operadores e técnicos são apontados como importantes gargalos do setor”, pontua Maciel.

Misturas em tanque

Vale destacar que a mistura de diferentes produtos fitossanitários – herbicidas, fungicidas, inseticidas e fertilizantes foliares – no mesmo tanque é amplamente adotada no Brasil, principalmente para otimizar tempo e custos operacionais. Apesar da funcionalidade, as misturas em tanque exigem cuidados rigorosos. “As incompatibilidades físicas e químicas podem comprometer a eficácia dos produtos, causar entupimento de bicos, formar espuma e até aumentar fitotoxicidade nas culturas. Por isso, seguir as informações técnicas sobre como proceder nos casos de mistura é fundamental”, afirma Maciel.

Os autores dizem ainda que o sucesso do manejo fitossanitário não depende apenas do produto, mas também da forma como ele é aplicado. “Por isso, seguir critérios técnicos, respeitar as condições ambientais e investir em capacitação são medidas fundamentais para garantir produtividade no campo, com segurança para o aplicador, o consumidor e o meio ambiente”, conclui Gazziero.

 

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