Conselho Diretor da ABBI dá posse à nova diretoria para o biênio 26-28
Deia Vilela (IFF) e Miguel Sieh (Suzano) terão a missão de conduzir a entidade em discussões ligadas à bioeconomia, inovação e patentes

Crédito: GN2 Conteúdo
O Conselho Diretor da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) deu posse, nesta quinta-feira (01/02), à nova diretoria da entidade para o biênio 2026–2028. A presidência do colegiado será exercida por Deia Vilela, vice-presidente da IFF para a América Latina. O atual vice-presidente, Miguel Sieh, da Suzano, permanecerá no posto. O principal desafio da nova diretoria será conduzir a ABBI nas discussões sobre o aprimoramento do ambiente regulatório para a bioeconomia, inovação e proteção de patentes no país.
Única associação setorial integrante da Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio), a ABBI tem como missão imediata contribuir para a formulação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). O texto-base do documento foi oficializado pelo governo federal durante a COP30, em 2025. Até o fim do primeiro semestre de 2026, a CNBio deve publicar metas de produção e descarbonização da bioindústria e definir os instrumentos de incentivo e financiamento necessários para sua implementação.
A agenda da ABBI também inclui temas como proteção de patentes e propriedade intelectual, especialmente no âmbito da bioeconomia, bem como a regulamentação de leis recentemente sancionadas com impacto direto no setor, como o Mercado Regulado de Carbono e o Marco Regulatório dos Bioinsumos. A associação seguirá representando a bioinovação no Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual (GIPI), onde cumpre mandato até 2026, e contribuirá para a posição brasileira na Conferência da ONU sobre Diversidade Biológica, que ocorrerá na Armênia.
“A bioeconomia é essencial para impulsionar inovação, cadeias mais resilientes e competitividade no Brasil. Temos a oportunidade única de trazer mais clareza, tanto para o governo quanto para a sociedade, sobre o poder transformador da biociência diante da demanda por produtos mais sustentáveis, acessíveis e seguros. A ABBI seguirá comprometida em apoiar políticas públicas que tragam previsibilidade, reduzam barreiras e criem condições para um novo ciclo de investimentos e desenvolvimento da indústria nacional”, explica Deia. A executiva é a primeira mulher a ocupar a presidência do Conselho Diretor da entidade e sucede Mauricio Adade.
“A ABBI tem desempenhado um papel decisivo no aperfeiçoamento do ambiente regulatório e no fortalecimento da segurança jurídica em temas essenciais para a bioinovação no país. Esse esforço é fundamental para atrair novos investimentos, aumentar a competitividade das empresas e transformar recursos biológicos e conhecimento científico em valor real para a sociedade”, complementa Miguel Sieh.
Além de sua atuação na formulação de políticas públicas, a ABBI exerce a Secretaria-Executiva da Frente Parlamentar Mista pela Inovação na Bioeconomia (FPBioeconomia), que reúne cerca de duas centenas de parlamentares de diferentes partidos.
Sobre a ABBI
A Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) é uma organização civil, sem fins lucrativos, apartidária, e de abrangência nacional. Representativa da bioeconomia avançada, ela reúne empresas associadas de diversos setores da economia que investem em tecnologias inovadoras, baseadas em recursos biológicos e renováveis, para criar produtos, processos ou modelos de negócios focados em desenvolvimento econômico sustentável. Juntas, as associadas à ABBI têm faturamento superior a R$ 400 bilhões e responsabilidade direta na geração de mais de 200 mil empregos diretos no Brasil.
A ABBI tem como missão promover um ambiente econômico, social e institucional favorável à bioinovação e ao desenvolvimento sustentável no Brasil, com atuação pautada pela ética, transparência e o compromisso com a prosperidade do meio ambiente e das pessoas, por meio de uma economia de base biológica, renovável e sustentável.






