Pressão crescente de Bipolaris no início da safra reforça a importância do controle assertivo no milho
Doença avança nas principais regiões produtores do país, como Mato Grosso e Oeste do Paraná, sob condições de calor e alta umidade, impactando diretamente a produtividade da cultura

O avanço do calendário de plantio do milho traz à tona um alerta importante para o mês de janeiro: o complexo de fungos bipolaris, doença foliar de alta agressividade, que tem encontrado condições favoráveis para seu desenvolvimento em diferentes regiões produtoras. Em áreas onde o plantio foi realizado a partir de meados de janeiro, produtores já iniciam o manejo, diante do risco elevado de avanço rápido dos sintomas.
A combinação típica deste período, com temperaturas elevadas, alta umidade relativa e molhamento foliar prolongado, cria um ambiente propício para a evolução da doença, que pode comprometer a área foliar em poucos dias. O impacto sobre a lavoura é direto e envolve redução acelerada da área fotossintética, morte precoce das folhas e limitação do crescimento da planta em fases decisivas do ciclo.
Para Marcelo Gimenes, gerente de Fungicidas da ADAMA, a rapidez com que a bipolaris evolui exige atenção imediata do produtor. “É uma doença que não oferece muita margem de reação. Quando os sintomas avançam, a perda de área foliar ocorre muito rápido. Por isso, o manejo precisa ser antecipado, com aplicações bem posicionadas desde o início do desenvolvimento vegetativo”, explica.
Em regiões como Mato Grosso e o Oeste do Paraná, a bipolaris tem se consolidado como um dos principais desafios sanitários do milho. Nessas áreas, conhecidas pelo ambiente quente e úmido no início da safra, há uma evolução acelerada da doença. Nesse contexto, atrasos no controle tendem a comprometer a recuperação da planta, reduzindo sua capacidade de compensação e elevando o risco de perdas ao longo do ciclo, especialmente quando a pressão se estabelece logo nos estádios iniciais.
Aplicações iniciais definem o sucesso do manejo
Segundo Gimenes, o período mais sensível para o controle da bipolaris vai do estádio V3/V4 do milho, com aplicações sequenciais em V6/V8, podendo se estender até o pré-pendoamento, conforme as condições ambientais e o nível de pressão da doença. “Esse intervalo é decisivo. Se o produtor perde o controle nesse momento, a capacidade de recuperação da lavoura fica bastante limitada, e o impacto sobre o potencial produtivo tende a ser irreversível”, destaca.
Nesse cenário, o uso de fungicidas específicos combinado a moléculas com ação multissítio nas aplicações iniciais faz parte de uma estratégia bem estruturada. “A bipolaris exige um manejo preciso, preventivo e eficiente, com ferramentas que ofereçam consistência e segurança”, afirma. Ele acrescenta que o fungicida Across®, é um fungicida de alta performance que tem sido essencial no manejo da bipolaris, onde a combinação tripla de ativos atua de forma preventiva e curativa, resultando em excelentes controles da doença e contribuindo para a proteção da área foliar e, consequentemente, segurança no manejo. “A tecnologia avançada de formulação do Across® potencializa o controle tanto da bipolaris quanto do espectro de outras doenças e garante seletividade da cultura, especialmente quando o foco é evitar perdas severas logo no início do ciclo”, completa.
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