Tecnologia e manutenção preditiva ajudam turbinas eólicas a girar por até 30 anos
Da lubrificação inteligente ao reaproveitamento de peças, setor aposta em inovação para reduzir custos e ampliar vida útil dos equipamentos

Manter uma turbina eólica em operação contínua por 20 a 30 anos, enfrentando ventos fortes, maresia e condições climáticas extremas, é um desafio que vai muito além da construção. A indústria, pressionada a aumentar produtividade e reduzir custos, está investindo em soluções que passam pela manutenção preditiva, inteligência artificial e repotencialização de componentes.
No Brasil, a energia eólica já representa cerca de 14,8% da matriz elétrica. Empresas como a SKF têm desenvolvido tecnologias, principalmente focando em serviços, para garantir que cada turbina entregue o máximo de seu potencial ao longo da vida útil.
Além da repotencialização de rolamentos – que representa 5% de procura -, a companhia dispõe de serviços como reparo do eixo principal, gestão de peças de reposição, soluções de diagnóstico, além de sistemas de lubrificação e fornecimento de lubrificantes, com 14% de demanda, consolidando um portfólio variado para o setor.
“Quando uma turbina para pôr falha em um componente, os custos vão muito além da peça em si. Há perda de produção, mobilização de guindastes e até semanas de inatividade. Por isso, ampliar a vida útil dos ativos é estratégico para todo o setor”, explica Rodrigo Silva, Gerente de Serviços da SKF.
Manutenção preditiva
Segundo especialistas, a manutenção preditiva é uma das maiores apostas para a competitividade da energia eólica. Em vez de reparos programados por calendário, sensores inteligentes e análises avançadas permitem que a intervenção aconteça no momento certo.
“O futuro da energia eólica não está apenas em turbinas maiores, mas em turbinas mais inteligentes, com tecnologia capaz de diagnosticar a saúde das máquinas e de operar de forma eficiente até o último dia de sua vida útil”, diz Silva.
A manutenção é um processo fundamental na energia eólica. Peças mecânicas grandes e rotativas inevitavelmente falharão com o tempo, em parte devido às condições adversas.
Além da repotencialização de rolamentos, a SKF atua com um portfólio amplo de serviços industriais que envolve desde a remanufatura de rolamentos e componentes críticos, como gearboxes e o eixo principal (main shaft), até serviços de diagnóstico, gestão de peças de reposição e sistemas de lubrificação. Essas soluções atendem não apenas o segmento eólico, mas também setores estratégicos da indústria brasileira, como mineração, papel e celulose, siderurgia e o setor ferroviário, onde a companhia mantém forte presença.
Quando ocorrem problemas de manutenção em um parque eólico, os operadores enfrentam a perspectiva de grandes despesas de mobilização de guindastes, perda de produção de energia e custos elevados por kWh.
Desafio estratégico
Se por um lado a falta de peças sobressalentes pode paralisar parques inteiros, por outro, o excesso de estoque representa desperdício de capital. O equilíbrio está em modelos digitais de gestão de peças de reposição e parcerias com especialistas globais.
No Brasil, a expansão da geração eólica, especialmente no Nordeste, torna o tema ainda mais relevante. Essa região concentra mais de 90% da capacidade eólica instalada no país, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A demanda por confiabilidade e eficiência cresce na mesma velocidade em que novos parques são conectados à rede.
Sobre a SKF
Fundada em 1907 pelo inventor do rolamento autocompensador, Sven
No Brasil, a empresa iniciou suas atividades em 1915, oito anos após sua fundação na Suécia, com uma loja instalada no Rio de Janeiro. Já em 1963, a primeira fábrica nacional foi instalada em Guarulhos, e atualmente a moderníssima fábrica da SKF do Brasil está situada na Rodovia Anhanguera, km 30, no município de Cajamar, São Paulo, onde também está localizada uma área de serviços, chamada “Solution Factory”, que desenvolve soluções de reparos e manutenção. E, desde fevereiro de 2013, seus escritórios de vendas e centro de distribuição estão na Rodovia Anhanguera, km 36.






