Construção civil acelera virada digital e transforma o canteiro em centro de dados

Construção civil acelera virada digital e transforma o canteiro em centro de dados

Digitalização avança no setor e ganha relevância estratégica para produtividade, custo e previsibilidade

 Construção civil acelera virada digital e transforma o canteiro em centro de dados

A incorporação de tecnologias digitais como modelagem digital, escaneamento de precisão, drones e plataformas integradas de monitoramento já não é mais vista apenas como tendência dentro do setor da construção civil, a adoção de ferramentas é hoje um fator estratégico para competitividade e gera cada vez mais ganhos para as empresas que apostam nessa vertente.

Em âmbito global, o relatório Digital Transformation in the Construction Industry (ZipDo Education) aponta que mais de 70% das empresas de construção já adotam algum tipo de tecnologia digital em seus processos em 2025, incluindo ferramentas como BIM (Building Information Modelling), drones e sistemas de coleta e análise de dados no canteiro. O estudo associa essa adesão a ganhos de eficiência operacional e redução de desperdícios.

Já no Brasil, o cenário revela ao mesmo tempo avanço e espaço para evolução. A Pesquisa Nacional de Maturidade Digital para Incorporadoras e Construtoras, conduzida pelo BIM Fórum Brasil em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) mostra que aproximadamente 70% das empresas ainda operam nos estágios “Tradicional” ou “Iniciante” de digitalização. Esse levantamento evidencia que, embora a transformação esteja em curso, há um amplo potencial de modernização e ganho de eficiência no setor. Já que ele é tradicionalmente marcado por processos manuais, fragmentação de informações e altos índices de retrabalho.

Da tecnologia isolada à integração de sistemas

Mais do que a simples adoção de ferramentas, a transformação em curso envolve a integração entre sistemas e a consolidação de fluxos contínuos de informação. Modelos BIM passam a dialogar com dados capturados diretamente no campo; escaneamentos a laser permitem aferição geométrica precisa; drones realizam levantamentos periódicos para análise volumétrica e acompanhamento físico da obra; plataformas digitais cruzam essas informações em tempo real.

Esse movimento altera a lógica tradicional do canteiro. A verificação por amostragem dá lugar ao monitoramento sistemático. O retrabalho, considerado um dos principais gargalos de custo e prazo, passa a ser mitigado a partir da identificação precoce de desvios entre projeto e execução.

“A inovação no canteiro não é mais um discurso futurista, ela está se concretizando em ganhos de produtividade, eficiência e precisão. E essa evolução tecnológica tende a redefinir, além do resultado das obras, também a forma como elas são geridas”, destaca Fábio Nossaes, diretor geral de construção da MPD Engenharia.

Segundo o executivo, a principal mudança está na previsibilidade. “Quando dados de campo alimentam o modelo digital continuamente, a tomada de decisão deixa de ser reativa. Isso reduz incertezas e aumenta a confiabilidade do cronograma.”

Um exemplo prático da Construção 4.0

Embora a digitalização ainda avance de maneira desigual no país, alguns empreendimentos já operam sob essa lógica integrada. Um dos exemplos é a obra do Florà Alphaville, conduzida pela MPD Engenharia, onde diferentes tecnologias vêm sendo aplicadas de forma simultânea e conectada.

No projeto, ferramentas como modelagem BIM atualizada em tempo real, escaneamento a laser para verificação geométrica, uso de drones para acompanhamento físico e registros digitais contínuos alimentam um modelo que funciona como um gêmeo digital da obra. A integração desses recursos permite aferições milimétricas, redução de interferências entre disciplinas e maior controle sobre o avanço físico.

De acordo com Nossaes, o impacto mais relevante não está apenas na execução imediata, mas na consolidação de uma base técnica para todo o ciclo do empreendimento.

A construção passa a gerar inteligência para as etapas seguintes, inclusive manutenção e projetos futuros. Isso eleva o padrão técnico e reduz a reincidência de problemas”, salienta.

Um setor em transição estrutural

Se, por um lado, a maioria das empresas ainda está nos estágios iniciais de digitalização, por outro, a adoção crescente de tecnologias e a pressão por maior eficiência apontam para uma mudança estrutural na forma de planejar, executar e gerir obras.

Para Nossaes, a digitalização do canteiro, nesse contexto, não representa apenas modernização operacional.

Trata-se de uma mudança de paradigma, que aproxima o setor de padrões mais industriais e orientados por dados com impactos diretos sobre custo, prazo, qualidade e competitividade”, conclui.

 

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