Biofilia e madeira estruturam nova abordagem na construção civil, inspirando a arquitetura
Evidências científicas indicam que a incorporação de elementos naturais em projetos arquitetônicos está associada à redução de estresse e à ampliação do bem-estar em ambientes internos

A agenda da construção civil se expandiu nos últimos anos. A pauta já não se limita à eficiência energética e à redução de emissões e inclui também a qualidade ambiental interna e os efeitos dos espaços construídos sobre saúde e desempenho.
Estudos publicados na área de psicologia ambiental e saúde indicam que a incorporação de elementos naturais no ambiente construído, como luz natural, ventilação, vegetação e materiais orgânicos, está associada à redução de estresse e à melhora de indicadores de bem-estar e desempenho cognitivo. Um exemplo disso é o artigo “The healing power of nature: biophilic design applied to healthcare facilities” publicado na revista científica Current Opinion in Psychology, que aponta como princípios de design biofílico estão relacionados a respostas fisiológicas e emocionais mais positivas em ambientes internos, com impactos mensuráveis sobre saúde e qualidade ambiental.
Para Ana Belizário, diretora da Urbem, indústria brasileira de madeira engenheirada, esse debate precisa integrar de forma estruturada a prática projetual. “A discussão sobre sustentabilidade não pode se restringir ao desempenho energético ou à pegada de carbono. O edifício também precisa responder a critérios de conforto, saúde e qualidade ambiental interna. Esses fatores são parte da equação técnica do projeto”, afirma.
O conceito de biofilia, difundido pelo biólogo Edward O. Wilson, parte da premissa de que existe uma inclinação humana a buscar conexões com a natureza. Na arquitetura, essa abordagem se traduz na integração de elementos naturais como estratégia de qualificação espacial, e não apenas como recurso estético.
Nesse contexto, a madeira ocupa posição singular. Além de seu desempenho estrutural, o material estabelece relação sensorial direta com o ambiente natural por meio de textura, variação cromática e leitura construtiva. “Quando a madeira está presente de forma estrutural e aparente possibilita a alteração da percepção do espaço. A materialidade deixa de ser neutra e passa a comunicar escala, textura e proximidade com o ambiente natural”, explica Ana Belizário.
Projetos contemporâneos exemplificam essa abordagem. O edifício “Welcome, feel at work”, em Milão, assinado pelo escritório Kengo Kuma & Associates, utiliza a madeira como elemento estrutural e compositivo, aproximando o ambiente corporativo de uma linguagem mais orgânica e integrada ao entorno.
A evolução da madeira engenheirada, como CLT e glulam, amplia o repertório construtivo ao permitir edificações em maior escala, com precisão industrial e desempenho estrutural compatível com múltiplos pavimentos. Ao mesmo tempo, preserva a materialidade exposta, reforçando a dimensão sensorial associada aos princípios biofílicos.
Além dos benefícios ambientais amplamente reconhecidos, como armazenamento de carbono e potencial de redução de emissões incorporadas, os sistemas industrializados em madeira contribuem para maior previsibilidade de obra e racionalização construtiva.
“A biofilia, quando incorporada à estrutura do edifício, deixa de ser um elemento superficial e passa a integrar a lógica construtiva do projeto. É nesse ponto que desempenho técnico e qualidade espacial convergem”, afirma Ana Belizário.
Ao integrar madeira estrutural e princípios biofílicos, a arquitetura contemporânea amplia o debate sobre sustentabilidade, incorporando não apenas métricas ambientais, mas também critérios de qualidade ambiental interna e experiência do usuário.
Sobre a Urbem
A Urbem é uma indústria de madeira engenheirada 100% brasileira, fundada em outubro de 2021, com o propósito de usar a força da floresta para construir as cidades do futuro, transformando o mercado imobiliário a partir de um sistema construtivo robusto, versátil, inovador e sustentável. Unindo tecnologia e industrialização a uma matéria-prima renovável, a madeira engenheirada contribui para solucionar as dores da construção civil, permitindo que o canteiro de obras seja mais produtivo, previsível, com menos geração de resíduos, além de se tornar mais rápido e seguro. Inovadora, a Urbem une qualidade para a construção civil aliada ao compromisso com o futuro.
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