Cetesb emite licença e autoriza início das obras do Trem Intercidades entre Campinas e São Paulo
Trecho de 43,9 km marca o início da implantação do TIC Eixo Norte, que vai ligar Campinas à região São Paulo com trens de média velocidade

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), emitiu, nesta quinta-feira (26), a licença ambiental que autoriza o início das obras do Trecho 3 do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte. Com 43,9 quilômetros de extensão, o trecho atravessa cinco municípios — Jundiaí, Louveira, Vinhedo, Valinhos e Campinas — e marca o início da implantação de um dos principais projetos de mobilidade em andamento no estado.
A autorização permite o início das intervenções em campo, incluindo instalação de canteiros de obras, preparação do terreno, serviços de terraplenagem, contenções e obras de infraestrutura ao longo do traçado ferroviário.
Projeto vai conectar capital e interior com mais rapidez
O TIC Eixo Norte prevê a ligação entre São Paulo e Campinas em um trajeto de aproximadamente 101 quilômetros, com tempo estimado de 64 minutos e velocidade de até 140 km/h, configurando o primeiro sistema de trens de média velocidade do país.
O projeto está estruturado em três serviços integrados:
- Trem Intercidades (TIC) – serviço expresso entre São Paulo e Campinas
- Trem Intermetropolitano (TIM) – ligação paradora entre Jundiaí e Campinas
- Linha 7-Rubi modernizada – base do sistema ferroviário
A expectativa é atender cerca de 672 mil passageiros por dia e beneficiar diretamente 11 municípios ao longo do eixo.
Licenciamento garante planejamento e mitigação de impactos
A emissão da licença ocorre após análise técnica detalhada dos estudos ambientais e do cumprimento das exigências previstas na legislação. “O licenciamento ambiental garante que obras dessa complexidade avancem com planejamento, mitigação de impactos e acompanhamento contínuo”, afirmou o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo.
O empreendimento prevê a execução de programas ambientais e sociais, monitoramento de impactos, comunicação com as comunidades do entorno e adoção de soluções de engenharia voltadas à redução de interferências ao longo das obras.
Além de ampliar a oferta de transporte sobre trilhos, o projeto deve contribuir para a redução da dependência do transporte rodoviário no eixo entre São Paulo e Campinas, com potencial de aliviar o tráfego em rodovias como Anhanguera e Bandeirantes.
“A implantação também tende a impulsionar o desenvolvimento urbano nas cidades atendidas, com potencial de atrair novos investimentos e reorganizar o crescimento ao longo do eixo ferroviário”, acrescentou Toledo.
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