Sentinel, da Gohobby, se antecipa à regra do governo Lula e surge como solução para controle de drones em aeroportos

Sentinel, da Gohobby, se antecipa à regra do governo Lula e surge como solução para controle de drones em aeroportos

Com tecnologia nacional já aprovada pela Anatel, sistema de detecção passiva ganha protagonismo enquanto o governo discute a obrigatoriedade de mecanismos antidrones

 Sentinel, da Gohobby, se antecipa à regra do governo Lula e surge como solução para controle de drones em aeroportos

Enquanto o governo federal avança na elaboração de uma norma que deve obrigar aeroportos brasileiros a adotar sistemas antidrones, a tecnologia Sentinel, desenvolvida pela Gohobby, surge como uma das soluções já disponíveis no mercado para atender às futuras exigências regulatórias. O equipamento, aprovado pela Anatel, permite o monitoramento em tempo real de drones em áreas sensíveis.

A proposta em discussão no governo, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, é conduzida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, em articulação com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

O objetivo é estabelecer critérios técnicos e operacionais para reduzir riscos associados ao uso irregular de drones nas proximidades de aeroportos e evitar interrupções nas operações aéreas. Embora já exista proibição legal para a operação desses equipamentos em áreas próximas a pistas e rotas de aproximação, a legislação não tem sido suficiente para impedir novos episódios.

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que, apenas em 2025, foram registrados 35 casos de interrupção das operações no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior da América Latina, em razão da presença de drones. Somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, outros dez episódios foram contabilizados.

Para Adriano Buzaid, fundador e CEO da empresa, o uso indevido de drones representa um risco direto à segurança da aviação civil. “Esses equipamentos podem provocar colisões com aeronaves, atrasos em voos e até a paralisação preventiva das operações. Mesmo quando não há um incidente, a simples presença de um drone em área restrita já gera impactos operacionais e econômicos relevantes”, afirma.

É nesse contexto que soluções como o Sentinel ganham relevância. O sistema da Gohobby opera por detecção passiva, captando sinais de radiofrequência emitidos pelos drones e seus controles remotos. A tecnologia permite identificar até dez equipamentos simultaneamente e localizar, em tempo real, tanto a aeronave quanto o operador, mesmo que este esteja a quilômetros de distância do local do sobrevoo. “Quando o drone é identificado ainda fora da área crítica, o aeroporto ganha tempo para acionar protocolos e evitar paralisações, cancelamentos e riscos maiores”, afirma o executivo.

Além do setor aéreo, a tecnologia pode ser aplicada na proteção de outras infraestruturas sensíveis, como portos, fronteiras, plantas industriais, grandes eventos, órgãos públicos e condomínios privados.

Em março, o Ministério de Portos e Aeroportos lançou uma consulta pública para reunir contribuições de especialistas, empresas e órgãos públicos voltadas à formulação de um arcabouço normativo e institucional para drones e aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL). Paralelamente, a Anac informou ter criado um grupo de trabalho para avaliar a recorrência de incidentes em Guarulhos ao longo de 2025 e mapear soluções aplicáveis a outros aeroportos com perfil semelhante.

Enquanto as definições regulatórias avançam, soluções como o Sentinel passam a ocupar espaço no debate sobre a adoção de uma postura mais preventiva e estruturada para a segurança do espaço aéreo de baixa altitude no Brasil.

Sobre a Gohobby

Atuando no mercado brasileiro desde 2010, a Gohobby é a maior importadora e distribuidora de drones no Brasil e na América Latina, e foi a primeira empresa a trazer e operar um “carro-voador” no Brasil. A empresa é uma figura proeminente no mercado brasileiro de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT), especializada na importação e distribuição de aeronaves, oferecendo soluções inovadoras para uma ampla variedade de setores e necessidades, como negócios, agronegócio, indústria, transporte de passageiros, entre outros. A empresa tem crescido, em média, 100% ao ano desde sua fundação e pretende chegar ao marco de meio bilhão de reais em faturamento anual até 2028, com o melhor time do Brasil. Em 2011, a empresa tornou-se a primeira importadora de drones no Brasil.

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