Outono traz desafios no Cerrado, mas também abre espaço para boas estratégias no campo
Com menos chuva e mudanças no calendário, o período pode ser positivo para organizar as práticas no campo e tomar boas decisões

O outono é uma época de transição no campo, marcada pelo fim do período chuvoso e pela aproximação da seca. No Cerrado, esse momento costuma mudar o ritmo das lavouras, exigindo ajustes e mais atenção às condições causadas pelo clima. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estação deve trazer desafios, como menos precipitações, solo mais seco e dias mais quentes, o que pode aumentar o desafio para as lavouras, principalmente as de segunda safra.
Ainda assim, o período também abre espaço para oportunidades no campo. Com o clima mais estável, fica mais fácil avançar nas práticas de manejo e, com bom planejamento e decisões bem pensadas, é possível reduzir riscos e cuidar da produtividade.
“A redução da umidade do solo pode ajudar o trabalho no campo a avançar. Com menos chuva em abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste, como aponta a Conab, o produtor pode finalizar a colheita e tocar as operações com menos interrupções. Para quem está com a segunda safra, o foco agora é aproveitar melhor a umidade que ainda resta no solo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada de ponta a ponta para grandes agricultores do Cerrado.
O atraso no plantio, causado pelas chuvas mais intensas no verão, encurtou a janela ideal para algumas culturas e exigiu mudanças no planejamento. Muitos produtores investiram em cultivares mais adaptadas e ajustaram a condução das lavouras. Conforme a Conab, mesmo com redução de área plantada milho, feijão e algodão seguem com potencial produtivo, desde que bem manejadas.
As temperaturas mais altas no Cerrado no outono também influenciam o desenvolvimento das lavouras. “Aumenta a atenção à água e, ao mesmo tempo, as plantas crescem bem”, destaca o especialista.
“No campo fitossanitário, o período pede acompanhamento contra lagarta-do-cartucho, mosca-branca e percevejos, que costumam aparecer nesta época do ano”, explica Álvares.
Para o especialista da ORÍGEO, o outono também é momento para transformar desafio em resultado. “Mesmo em uma época mais seca e com uma janela mais curta, o produtor do Cerrado dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas. É um período que valoriza o bom manejo e traz bons resultados para quem se antecipa.”
Sobre a ORÍGEO
Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com
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