Pesquisa Empregos do Futuro na mineração e siderurgia

Pesquisa Empregos do Futuro na mineração e siderurgia  

Mineração concentra renda e empregos, mas expõe municípios do Pará, do Maranhão a riscos na transição para uma economia de baixo carbono 

Pesquisa Empregos do Futuro na mineração e siderurgia Estudo Empregos do Futuro e Transição Justa, da Agenda Pública, revela que municípios fortemente ligados à mineração no Pará e no Maranhão enfrentam riscos elevados de vulnerabilidade econômica e social caso não avancem em estratégias de diversificação produtiva, qualificação profissional e inovação.

A mineração é, ao mesmo tempo, um pilar econômico e um fator de preocupação para os territórios. Sem diversificação, inovação e políticas ativas de inclusão produtiva, a transição para uma economia de baixo carbono tende a ampliar vulnerabilidades sociais e econômicas em municípios mineradores.

O que os dados mostram nos territórios do Pará e do Maranhão

  • Canaã dos Carajás (PA) apresenta o maior grau de dependência da mineração, com parcela expressiva da massa salarial concentrada no setor, mas baixa formalização do trabalho e fragilidade social;
  • Parauapebas (PA) concentra mais de 50 mil jovens e depende fortemente da mineração, mas registra crescimento modesto do emprego formal, o que acende um alerta sobre inclusão produtiva no futuro;
  • Marabá (PA) tem uma estrutura econômica mais diversificada, mas ainda depende de políticas públicas para consolidar uma transição sustentável;
  • Açailândia (MA) é classificada como território crítico, com baixa capacidade adaptativa e alto risco diante das mudanças econômicas e ambientais;
  • Imperatriz (MA) aparece como exceção positiva, com maior diversificação econômica e melhores condições para liderar processos de reconversão produtiva na região;

Recomendações do estudo para territórios mineradores

O levantamento aponta caminhos concretos para evitar colapsos econômicos locais e proteger empregos:

  • Diversificação produtiva para reduzir a dependência exclusiva da mineração;
  • Qualificação profissional e educação técnica, especialmente voltadas para jovens;
  • Inovação tecnológica na mineração, incluindo reprocessamento de rejeitos e eficiência produtiva;
  • Fortalecimento da capacidade institucional dos municípios, com planejamento de longo prazo;
  • Diálogo social entre governos, empresas e trabalhadores para pactuar estratégias de transição.

Para comentar os dados e as recomendações, o diretor-executivo da Agenda Pública, Sergio Andrade, está disponível para entrevista.

Sobre a Agenda Pública 

Agenda Pública é uma organização da sociedade civil brasileira, criada em 2009, que atua para fortalecer a gestão pública e promover o desenvolvimento sustentável no Brasil. Seu trabalho é voltado à qualificação de governos, empresas e organizações, combinando conhecimento técnico, metodologias inovadoras e articulação entre diferentes setores da sociedade para enfrentar desafios públicos complexos. A organização busca contribuir para políticas públicas mais eficientes, transparentes e centradas nas pessoas, com foco no desenvolvimento local e regional sustentável e resiliente. Suas ações se estruturam principalmente em três frentes: a inovação e o aprimoramento dos serviços públicos, o fortalecimento de territórios por meio de parcerias e projetos de desenvolvimento socioeconômico, e o engajamento em iniciativas de inovação aberta e articulação intersetorial. Informações:  https://agendapublica.org.br/

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