Mais de 90% das integradoras abertas no início do boom solar não permanecem ativas hoje

Mais de 90% das integradoras abertas no início do boom solar não permanecem ativas hoje

“Antes de buscar vender mais, é preciso priorizar a estrutura interna”, adverte especialista

 Mais de 90% das integradoras abertas no início do boom solar não permanecem ativas hoje

O mercado de energia solar cresce a olhos vistos: basta percorrer cidades e áreas rurais para notar a onipresença de painéis fotovoltaicos em casas, edifícios, galpões, indústrias e parques de geração. Os números comprovam essa percepção: no Brasil, a potência instalada dessa fonte é de 57 gigawhats, o dobro de quatro anos atrás, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Mas há um gargalo, invisível, e que tem afetado a sobrevivência de empresas do setor: dificuldades de gestão. Gestão não apenas operacional, como também de ordem contábil, fiscal e financeira. Para se ter uma ideia, só em 2025 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revogou a outorga de 509 usinas, entre solares e eólicas, a pedido, em regra, dos próprios empreendedores, ao constatarem inviabilidade técnica ou econômica de seus projetos.

Segundo levantamento da Greener, apenas 10% das integradoras de energia solar fundadas antes de 2016 permanecem ativas no mercado atualmente.

Um dos casos que chamou atenção ocorreu no Paraná. Após registrar uma rápida expansão, amplamente divulgada pela mídia, com crescimento de até 1000%, a empresa encerrou as atividades e demitiu mais de 100 funcionários.

Mas o que leva companhias de um mercado em crescimento a chegarem a esse ponto? Segundo Augusto Lyra, o principal problema está no modelo de negócio e na falta de gestão financeira estruturada. Muitas empresas do segmento operam com recebimentos via financiamento, recebendo por etapas, enquanto também possuem custos distribuídos ao longo das fases da obra, o que pode mascarar indicadores de ganho, faturamento e lucro. Sem uma visão clara da operação e da saúde financeira do negócio, é fácil crescer rapidamente e, ao mesmo tempo, caminhar para uma quebra.

“A Demografia das Empresas e Estatísticas do Empreendedorismo, feita pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístca], também mostra que 60% das empresas brasileiras ‘morrem’ antes de completar cinco anos. Constatamos que, mesmo em setores aquecidos da economia, como o de energia solar, os empreendimentos não estão livres dos riscos de não completarem meia década de vida”, avalia o CEO da desenvolvedora de softwares de gestão para negócios com operações e equipes externas, caso do mercado de geração e distribuição de energia.

O mercado de energia solar cresce a olhos vistos: basta percorrer cidades e áreas rurais para notar a onipresença de painéis fotovoltaicos em casas, edifícios, galpões, indústrias e parques de geração. Os números comprovam essa percepção: no Brasil, a potência instalada dessa fonte é de 57 gigawhats, o dobro de quatro anos atrás, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).Mas há um gargalo, invisível, e que tem afetado a sobrevivência de empresas do setor: dificuldades de gestão. Gestão não apenas operacional, como também de ordem contábil, fiscal e financeira. Para se ter uma ideia, só em 2025 a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revogou a outorga de 509 usinas, entre solares e eólicas, a pedido, em regra, dos próprios empreendedores, ao constatarem inviabilidade técnica ou econômica de seus projetos. Segundo levantamento da Greener, apenas 10% das integradoras de energia solar fundadas antes de 2016 permanecem ativas no mercado atualmente. Um dos casos que chamou atenção ocorreu no Paraná. Após registrar uma rápida expansão, amplamente divulgada pela mídia, com crescimento de até 1000%, a empresa encerrou as atividades e demitiu mais de 100 funcionários. Mas o que leva companhias de um mercado em crescimento a chegarem a esse ponto? Segundo Augusto Lyra, o principal problema está no modelo de negócio e na falta de gestão financeira estruturada. Muitas empresas do segmento operam com recebimentos via financiamento, recebendo por etapas, enquanto também possuem custos distribuídos ao longo das fases da obra, o que pode mascarar indicadores de ganho, faturamento e lucro. Sem uma visão clara da operação e da saúde financeira do negócio, é fácil crescer rapidamente e, ao mesmo tempo, caminhar para uma quebra. “A Demografia das Empresas e Estatísticas do Empreendedorismo, feita pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístca], também mostra que 60% das empresas brasileiras ‘morrem’ antes de completar cinco anos. Constatamos que, mesmo em setores aquecidos da economia, como o de energia solar, os empreendimentos não estão livres dos riscos de não completarem meia década de vida”, avalia o CEO da desenvolvedora de softwares de gestão para negócios com operações e equipes externas, caso do mercado de geração e distribuição de energia.
Augusto Lyra, co-fundador e CEO da Everflow
Na rotina, decisões de estrutura, controle de custos e organização da operação impactam diretamente o resultado e a capacidade de expansão, ressalta o especialista. Essa gestão deve ser feita na ‘ponta do lápis’ – ou melhor, em tempos de inovações tecnológicas, precisa ser feita de forma automatizada e integrada. Do contrário, é ineficiência na certa, adverte.

“Antes de buscar vender mais, a preocupação prioritária deve ser a de se estruturar melhor. Ou seja, estruturar sua operação e seu sistema de gestão. É muito comum empresas, inclusive do mercado de energia solar, aumentarem seu volume de vendas, sem que consigam acompanhar esse crescimento com organização interna, fluxo de caixa saudável e controle operacional. Cria-se um efeito dominó que compromete a sustentabilidade do negócio”, afirma o CEO da Everflow.

O especialista argumenta que, em empresas com equipes externas, como as instaladoras de energia solar, a operação costuma seguir uma dinâmica fragmentada: os materiais são comprados em um mês, o faturamento é registrado apenas no mês seguinte e, muitas vezes, a entrega do serviço ocorre só depois. “Isso sem falar nos custos variáveis, como deslocamentos para a execução do trabalho”, ilustra.

Para distinguir, de fato, o que é receita e o que é resultado, se a operação está sendo deficitária ou lucrativa, é preciso ter diagnóstico e análise financeira profunda, com fluxos automatizados e integrados. “Nesse sentido, é indispensável dispor de sistema de gestão completo, que integre financeiro, operações, vendas, estoque, monitoramento externo e indicadores”, reitera o CEO da Everflow. “Mais do que registrar dados, um sistema assim revela o que está oculto”, compara.

A tecnologia aplicada à gestão contábil e financeira possibilita cruzar contas a receber, custos de materiais, hora-homem de cada técnico, deslocamentos e despesas variáveis que geralmente passam despercebidas. “Quando esses dados se encontram em um único dashboard [painel de controle de um sistema computadorizado], a realidade vêm à tona: projetos que aparentavam ser altamente rentáveis, às vezes, estão no zero a zero ou até no prejuízo”, pontua Lyra.

O CEO da Everflow acrescenta uma outra particularidade ao setor de energia solar: boa parte dos projetos conta com linhas de crédito. “O valor [obtido em financiamento] entra à vista no caixa, dando a sensação de lucro imediato. Só que os custos continuam surgindo nos meses seguintes. Se não houver um sistema de gestão que consolide tudo, a empresa corre o risco de descobrir o problema quando for tarde demais”, alerta o especialista.

 

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