Tecnologia nutricional no hortifruti: o caminho para reduzir perdas e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado

Tecnologia nutricional no hortifruti: o caminho para reduzir perdas e elevar o padrão de qualidade exigido pelo mercado

Manejo equilibrado desde o campo é essencial para aumentar a rentabilidade do produtor, prolongar o tempo de prateleira dos alimentos e garantir a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva

 O setor de hortifruti enfrenta o desafio constante de aliar alta produtividade à manutenção de um rigoroso padrão de qualidade, buscando reduzir as perdas que se estendem desde o campo até o momento da comercialização. Por ser uma atividade extremamente sensível a fatores como clima, manejo nutricional, logística e armazenamento, pequenos desequilíbrios no sistema são capazes de comprometer gravemente a aparência, a firmeza, a conservação e o valor comercial final dos produtos.

De acordo com Fernanda Dantas, Engenheira Agrônoma e especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, o entendimento de onde o problema começa é a chave para a mudança. “As perdas acontecem principalmente no pós-colheita, durante o transporte, armazenamento e exposição no varejo. Porém, muitas dessas perdas começam no campo, devido a falhas nutricionais que reduzem a resistência, uniformidade e vida útil dos frutos e hortaliças”, afirma a especialista.

Esse cenário afeta de forma direta a margem de lucro do produtor, eleva os custos operacionais, diminui a eficiência do setor, encarece os produtos para o consumidor final e torna a atividade menos sustentável devido ao aumento do desperdício de alimentos.

Para reverter esse impacto e atender às crescentes exigências do mercado, a tecnologia em nutrição vegetal evoluiu expressivamente nos últimos anos, direcionando-se para o desenvolvimento de soluções específicas, produtos de alta performance e ferramentas de absorção aprimorada que promovem maior precisão no manejo. “Entre os principais erros no campo estão aplicações desbalanceadas de nutrientes, excesso de nitrogênio, deficiência de cálcio e micronutrientes, além da falta de monitoramento ao longo do ciclo. Outro ponto crítico é utilizar programas nutricionais genéricos, sem considerar solo, clima e fase da cultura”, ressalta Fernanda.

Entre as tecnologias que mais têm gerado eficiência nas safras destacam-se os fertilizantes especiais, os bioestimulantes, os aminoácidos e a nutrição foliar de alta eficiência, que atuam diretamente no aumento da tolerância ao estresse e no ganho de eficiência nutricional. Adicionalmente, o monitoramento constante e a adoção de conceitos de agricultura de precisão fornecem o suporte necessário para tomadas de decisão muito mais assertivas no campo.

Os reflexos práticos de um manejo nutricional equilibrado são observados diretamente nos atributos comerciais mais valorizados pelo consumidor e pelo varejo, como a formação adequada dos frutos, o melhor enchimento, a coloração, a firmeza e a uniformidade visual. Nutrientes como o cálcio, o potássio e os micronutrientes desempenham um papel indispensável tanto na qualidade estética quanto na conservação pós-colheita, garantindo que os alimentos resistam melhor às exigentes etapas logísticas e de comercialização. Como resultado, produtos padronizados e saudáveis ganham maior aceitação, alcançam uma valorização comercial superior, abrem portas para mercados altamente exigentes, reduzem significativamente os índices de descarte e fortalecem a competitividade e a imagem do produtor. Sob a ótica da sustentabilidade, essas tecnologias maximizam o aproveitamento pelas plantas, reduzindo perdas de insumos por lixiviação e permitindo produzir mais com um uso otimizado e racional dos recursos naturais.

Para maximizar esses resultados e ajustar a estratégia ao longo de todo o ciclo da cultura, o produtor deve acompanhar de perto a lavoura realizando análises periódicas de solo e foliares, além de manter um monitoramento visual atento. Sinais práticos de alerta no campo, tais como desuniformidade, queda de vigor, deficiências visuais, baixo pegamento, frutos deformados, perda de firmeza ou queda inesperada na produtividade, indicam claramente que a abordagem nutricional precisa ser corrigida. “A base técnica é semelhante, mas a estratégia varia conforme a estrutura, tecnologia disponível e nível de investimento. Hoje existem soluções acessíveis e eficientes para diferentes perfis de produtores, permitindo ganhos de produtividade e qualidade em todas as escalas”, pontua Fernanda

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

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