Mineração vê na IoT uma saída para reduzir acidentes em áreas de alto risco

Mineração vê na IoT uma saída para reduzir acidentes em áreas de alto risco

Tecnologia que aumentou a produtividade e elevou a segurança em outros segmentos industriais agora encara os desafios de grandes projetos na mineração

O rastreamento de pessoas em tempo real começa a ganhar escala em operações industriais no Brasil, à medida que segurança e controle operacional passam a exigir dados contínuos de campo.

Em setores como mineração, onde há dispersão geográfica de trabalhadores, o monitoramento ganha cada vez mais força, principalmente por seus ambientes de alto risco. O argumento é defendido pelo CEO Latam e VP Global de Operações Industriais da TRACKFY | WAKECAP, Tulio Cerviño, empresa que monitora milhares de trabalhadores em diferentes operações em todo o mundo e que já observou redução de cerca de 30% no número de acidentes com o uso contínuo da tecnologia.

Recentemente, a empresa anunciou sua entrada em projetos de mineração, área na qual o monitoramento de equipes em grandes áreas operacionais está diretamente ligado à gestão de projetos de CAPEX, sigla utilizada pelo mercado para investimentos voltados à expansão, construção e modernização de ativos produtivos. O avanço ganhou escala com o fechamento de um contrato com um dos maiores players do setor para uma carteira de projetos que começa monitorando 1.000 colaboradores em tempo real, com previsão de multiplicar esse contingente nos meses seguintes em novas frentes operacionais na mesma região.

Desenvolvedora de soluções em IoT (Internet das Coisas) e análise de dados aplicada à operação de plantas industriais, a empresa passa a atuar em um cenário de grande complexidade operacional. De acordo com Cerviño, o projeto está estruturado para consolidar dados operacionais em uma única base. “O projeto cobre uma área de 227.400 m² e tem como objetivo estruturar uma base de dados capaz de integrar, em uma única visão, indicadores de produtividade, segurança e avanço físico da obra, alinhados ao modelo de gestão de projetos do cliente”, explica.

Mineração vê na IoT uma saída para reduzir acidentes em áreas de alto riscoTecnologia que aumentou a produtividade e elevou a segurança em outros segmentos industriais agora encara os desafios de grandes projetos na mineração O rastreamento de pessoas em tempo real começa a ganhar escala em operações industriais no Brasil, à medida que segurança e controle operacional passam a exigir dados contínuos de campo. Em setores como mineração, onde há dispersão geográfica de trabalhadores, o monitoramento ganha cada vez mais força, principalmente por seus ambientes de alto risco. O argumento é defendido pelo CEO Latam e VP Global de Operações Industriais da TRACKFY | WAKECAP, Tulio Cerviño, empresa que monitora milhares de trabalhadores em diferentes operações em todo o mundo e que já observou redução de cerca de 30% no número de acidentes com o uso contínuo da tecnologia. Recentemente, a empresa anunciou sua entrada em projetos de mineração, área na qual o monitoramento de equipes em grandes áreas operacionais está diretamente ligado à gestão de projetos de CAPEX, sigla utilizada pelo mercado para investimentos voltados à expansão, construção e modernização de ativos produtivos. O avanço ganhou escala com o fechamento de um contrato com um dos maiores players do setor para uma carteira de projetos que começa monitorando 1.000 colaboradores em tempo real, com previsão de multiplicar esse contingente nos meses seguintes em novas frentes operacionais na mesma região. Desenvolvedora de soluções em IoT (Internet das Coisas) e análise de dados aplicada à operação de plantas industriais, a empresa passa a atuar em um cenário de grande complexidade operacional. De acordo com Cerviño, o projeto está estruturado para consolidar dados operacionais em uma única base. "O projeto cobre uma área de 227.400 m² e tem como objetivo estruturar uma base de dados capaz de integrar, em uma única visão, indicadores de produtividade, segurança e avanço físico da obra, alinhados ao modelo de gestão de projetos do cliente", explica.
Túlio Cerviño, CEO da Trackfy

Tulio Cerviño, CEO Latam e VP Global de Operações Industriais da TRACKFY | WAKECAP

A mineração sempre operou no limite geográfico, tecnológico e humano. Em 2026, o setor brasileiro combina expansão com pressão por controle operacional. O setor fechou 2025 com R$ 298,8 bilhões em faturamento, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração, e projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos até 2030. A escala se mantém, enquanto aumenta a demanda por previsibilidade e redução de perdas.

Parte desse cenário passa pela digitalização das operações, especialmente em áreas onde ainda há baixa visibilidade sobre o que ocorre em tempo real. “Mesmo em cenários com grandes distâncias e desafios operacionais superiores aos normalmente encontrados no Brasil, a solução tem se destacado pela capacidade de garantir monitoramento contínuo, confiável e resiliente, um fator crítico em ambientes de mineração”, destaca Cerviño.

Esse desafio, além de operacional, é também humano. Dados do International Council on Mining and Metals indicam que acidentes seguem pressionando o setor globalmente. Em 2025, apenas nos Estados Unidos, foram registradas 33 mortes, alta de 27% em relação ao ano anterior. Casos recentes reforçam esse padrão: o colapso subterrâneo na mina El Teniente, no Chile, deixou seis mortos, enquanto um deslizamento em áreas de mineração no Congo, em 2026, resultou em centenas de vítimas. Os episódios expõem limitações no monitoramento de pessoas e resposta a incidentes em tempo real.

Em operações de mineração, interrupções não planejadas seguem entre os principais fatores de impacto financeiro. Além das paradas, há perdas menos visíveis, associadas a deslocamentos improdutivos, baixa rastreabilidade e decisões baseadas em dados incompletos. Segundo a empresa, os primeiros resultados do projeto indicam ganho de visibilidade e controle operacional já nas semanas iniciais de implantação.

Na prática, a digitalização da força de trabalho altera a lógica da operação. O rastreamento em tempo real permite a confirmação imediata de headcount em situações de emergência, além de gerar alertas automáticos quando trabalhadores acessam áreas restritas ou de alto risco, reduzindo a dependência de supervisão manual. Ao mesmo tempo, os registros digitais substituem processos em papel, eliminando falhas e criando uma base confiável para análise e tomada de decisão.

“Observamos que muitos desses eventos estão associados à falta de monitoramento contínuo e à dificuldade de rastrear, em tempo real, a movimentação de pessoas dentro da operação. Sem esse nível de controle, a resposta a incidentes tende a ser mais lenta, e a prevenção, limitada”, destaca.

A origem da tecnologia está no setor de construção no segmento Petroquímico, onde o controle de equipes em campo já demandava acompanhamento contínuo. A TRACKFY | WAKECAP leva essa experiência para a mineração, onde geografia, escala e risco ampliam o nível de exigência. Além da camada de segurança, o projeto também amplia a visibilidade sobre produtividade, com monitoramento contínuo do tempo em campo versus tempo efetivo em atividade, permitindo identificar padrões de deslocamento, períodos improdutivos e gargalos no fluxo de pessoas.

Esse tipo de diagnóstico não é novo e ganhou dimensão pública após grandes tragédias no setor. Relatórios e investigações costumam apontar falhas na gestão de risco, na integração de dados e na capacidade de resposta como fatores recorrentes.

É justamente essa lacuna que tecnologias baseadas em IoT começam a preencher. Sensores, dispositivos vestíveis e plataformas digitais permitem acompanhar a movimentação de trabalhadores e o seu efetivo uso nas áreas operacionais. No caso da TRACKFY | WAKECAP, a infraestrutura foi desenvolvida para ambientes extremos, com hardware preparado para poeira, umidade e grandes extensões, aliado a uma plataforma em nuvem que centraliza dados de operação, segurança e construção em uma única interface.

“A proposta é ampliar a visibilidade da operação, reduzindo a dependência de registros manuais e comunicação indireta”, explica o executivo.

A adoção desse tipo de tecnologia também está diretamente ligada à eficiência. Segundo a McKinsey & Company, iniciativas de digitalização podem gerar ganhos de produtividade entre 10% e 20% em operações industriais. Isso ocorre pela redução de tempo ocioso, melhor alocação de equipes e maior previsibilidade da operação.

Mas o impacto vai além da produtividade. Incidentes, mesmo quando não fatais, geram interrupções, custos adicionais, danos reputacionais e aumento de prêmios de seguro.

No caso da TRACKFY | WAKECAP, a proposta é justamente atuar nessa interseção. “Quando você transforma a movimentação em dado estruturado, a operação deixa de ser reativa e passa a ser orientada por informação em tempo real”, afirma o CEO.

“A expectativa é que, com o uso contínuo da solução, a base de dados e os analytics gerados permitam ao cliente aprimorar a tomada de decisão e, principalmente, construir escala operacional com mais controle e previsibilidade em diferentes projetos no Brasil”, resume.

Além da produtividade e da segurança, a digitalização também responde a demandas ambientais. A necessidade de maior controle sobre atividades em áreas sensíveis e de rastreabilidade das operações tem ampliado o uso de tecnologia no setor.

“O monitoramento contínuo permite registrar circulação, permanência e intervenções, contribuindo para processos de conformidade e auditoria”, explica.

A incorporação de tecnologias como IoT e inteligência artificial ainda ocorre de forma gradual no Brasil, mas a tendência é de consolidação, acompanhando o avanço da chamada mineração 4.0. “A mineração sempre foi intensiva em capital. Agora, passa a ser também intensiva em informação, e isso muda a forma de operar e de tomar decisão”, afirma o CEO da TRACKFY | WAKECAP.

Sobre a TRACKFY | WAKECAP: https://www.trackfyapp.com.br/

referência: https://www.prt3.mpt.mp.br/procuradorias/prt-belohorizonte/1246-relatorio-aponta-falhas-que-contribuiram-para-rompimento-da-barragem-da-vale-em-brumadinho

https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias/2019/agencia-nacional-de-mineracao-conclui-o-relatorio-tecnico-sobre-barragem-de-brumadinho

https://sites.almg.gov.br/cpi-barragem

https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias/relatorio-destaca-melhora-no-cenario-de-seguranca-das-barragens-de-mineracao-em-2025

https://www.mckinsey.com/industries/energy-and-materials/our-insights/blog/productivity-is-not-enough-how-the-mining-industry-can-create-superior-value

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