Dia do Agricultor: cinco práticas para aumentar a produtividade e reduzir riscos nas safras
Sérgio Ailton Saurin, CEO da Massari Fértil e da Morro Verde, destaca ações que ajudam produtores a enfrentar desafios climáticos, otimizar recursos e melhorar resultados nas próximas safras

O Dia do Agricultor, celebrado em 28 de julho, homenageia os profissionais responsáveis por garantir a produção de alimentos, fibras e matérias-primas essenciais para a economia brasileira. Segundo o IBGE, em 2025 a agropecuária cresceu 11,7% e respondeu por quase um terço (32,8%) da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reforçando o papel do setor para o desenvolvimento nacional.
Neste ano, a data ganha um significado ainda maior diante do aumento da variabilidade climática observado nas últimas safras. Embora as projeções relacionadas ao El Niño ainda estejam sendo acompanhadas pelos institutos meteorológicos, esse cenário já justifica um planejamento mais estratégico por parte dos produtores para preservar a produtividade. Além das condições do tempo, o aumento dos custos de produção e a necessidade de utilizar os recursos com mais eficiência fazem com que cada decisão tomada antes mesmo do plantio tenha impacto direto no desempenho da safra.
Para Sérgio Ailton Saurin, CEO da Massari Fértil e da Morro Verde, o próximo ciclo agrícola exigirá um olhar ainda mais apurado para o manejo das lavouras. “O produtor convive hoje com um cenário de maior imprevisibilidade. O clima mudou, os custos aumentaram e cada passo do manejo precisa ser mais preciso. O desafio não é aplicar mais insumos, mas construir solos mais resilientes. A evolução da agricultura tropical passa pela construção da fertilidade do solo, utilizando minerais para agricultura tropical, como calcários, gesso agrícola, fosfatos naturais e fertilizantes minerais mistos, sempre buscando maior eficiência do sistema solo-planta”, afirma.
Na Massari Fértil e na Morro Verde, desenvolvemos soluções minerais voltadas à construção da fertilidade dos solos tropicais, integrando calcários micronizados, gesso agrícola, fosfatos naturais reativos e fertilizantes minerais mistos para aumentar a eficiência nutricional e a resiliência das lavouras.
Esse cuidado redobrado acompanha o crescimento da produção nacional. Segundo estimativas oficiais, o Brasil colheu uma safra recorde de cerca de 346 milhões de toneladas de grãos em 2025, resultado que reforça a importância de práticas capazes de elevar a produtividade sem ampliar a área cultivada. Confira, a seguir, cinco frentes que podem fazer diferença na preparação das próximas safras:

- Construção do perfil do solo fortalece as plantas diante dos extremos climáticos
Mais do que corrigir apenas a superfície, investir na construção de um perfil de solo equilibrado favorece o crescimento das raízes em profundidade. Raízes profundas representam maior capacidade de explorar água e nutrientes, reduzindo a vulnerabilidade das plantas aos extremos climáticos. A disponibilidade adequada de cálcio, magnésio, enxofre e fósforo de liberação gradual favorece esse desenvolvimento e amplia a resiliência das lavouras.
- Conhecer o solo evita desperdícios e aumenta a eficiência agronômica
A análise química e física do solo vai muito além da recomendação de NPK. Informações sobre matéria orgânica, capacidade de troca de cátions (CTC), alumínio e compactação ajudam o produtor a definir doses e fontes de nutrientes de acordo com a necessidade real da área. Conhecer o solo significa analisar mais para aplicar melhor. A agricultura do futuro será construída no solo. Quem compreender melhor a interação entre solo, clima, planta e nutrição produzirá mais, com maior eficiência, sustentabilidade e menor exposição aos riscos climáticos.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), até 50% do aumento da produtividade agrícola observado nas últimas décadas está relacionado ao uso adequado da fertilização, reforçando a importância de um manejo nutricional orientado por critérios técnicos.
- Adubação planejada aumenta o aproveitamento dos nutrientes
Distribuir a aplicação de nutrientes ao longo do ciclo da cultura, em vez de concentrá-la em um único momento, favorece a absorção pelas plantas e reduz perdas provocadas por chuvas intensas ou pela lixiviação. O posicionamento adequado dos fertilizantes também contribui para que os nutrientes estejam disponíveis exatamente quando a cultura mais precisa deles, aumentando a eficiência do sistema solo-planta.
- Monitoramento constante permite decisões mais rápidas e assertivas
Ferramentas de agricultura de precisão, imagens, sensores e acompanhamento do desenvolvimento das plantas oferecem informações em tempo real sobre vigor vegetativo, crescimento das raízes e resposta nutricional. Com esses dados, o agricultor consegue ajustar o manejo durante a safra e agir rapidamente diante de mudanças nas condições da lavoura.
- Planejamento integrado aumenta a resiliência da safra
Definir a janela de plantio considerando a previsão climática, as características do solo e a nutrição da cultura contribui para reduzir riscos ao longo do ciclo produtivo. Embora as projeções climáticas para o ciclo 2026/2027 ainda estejam sendo acompanhadas pelos institutos especializados, o aumento da variabilidade climática já exige decisões mais bem fundamentadas. Alinhar o calendário de plantio às condições esperadas e ao manejo nutricional ajuda a preservar o potencial produtivo das lavouras.
Para Sérgio Ailton Saurin, a agricultura moderna exige que informação e tecnologia caminhem ao lado da experiência do produtor. “A agricultura evoluiu muito nos últimos anos, mas o protagonismo continua sendo do agricultor. O diferencial está na capacidade de interpretar solo, clima e planta como um sistema integrado. Quanto melhor for essa leitura, maiores serão as oportunidades de produzir com eficiência, sustentabilidade e menor exposição aos riscos de cada safra”, conclui.






