Especialistas alertam: tempo seco pode gerar falsa sensação de segurança no manejo de doenças da soja
Fungos podem sobreviver em sementes infectadas, restos culturais e plantas hospedeiras durante períodos secos e voltar a se desenvolver com o retorno da umidade

Períodos de estiagem podem reduzir temporariamente o avanço de algumas doenças da soja, mas não eliminam os fungos presentes na lavoura. A falsa sensação de segurança provocada pelo tempo seco pode atrasar o início do manejo e elevar o risco de desfolha, redução do enchimento dos grãos e perdas de produtividade com a retomada das chuvas.
De acordo com a Embrapa Soja, cultivares suscetíveis à mancha-alvo podem sofrer desfolha e perdas de até 40% de produtividade. A incidência da doença também é favorecida pela sucessão da soja com culturas hospedeiras do fungo, como algodão e crotalária.
“O produtor precisa avaliar o histórico da área, a cultivar utilizada, as culturas anteriores e a previsão do tempo para definir o momento adequado do manejo. A antecipação é decisiva para evitar que a doença avance quando as condições voltarem a ser favoráveis”, orienta André Ricci, gerente de Comunicação e Marketing na Ourofino Agrociência.
Diferentes patógenos respondem de maneiras distintas às condições climáticas. O fungo causador da mancha-alvo, por exemplo, pode permanecer em sementes infectadas, restos culturais e plantas hospedeiras. Com o retorno das chuvas, o aumento da umidade e do período de molhamento das folhas volta a favorecer novas infecções.
Manchas foliares, como a mancha-parda, também podem avançar quando encontram temperatura e umidade favoráveis. Os primeiros sintomas visíveis, entretanto, nem sempre representam o início da infecção. Quando as lesões aparecem, o fungo pode já estar instalado e comprometendo parte da área fotossintética da planta.
“O planejamento preventivo deve incluir monitoramento frequente, utilização de sementes sadias, escolha de cultivares adequadas, rotação de culturas e eliminação de plantas voluntárias e hospedeiras, além do correto posicionamento dos fungicidas. A alternância de diferentes mecanismos de ação também é importante para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis”, informa Ricci.
Entre as soluções da Ourofino Agrociência para o manejo preventivo da soja está o Dotte®, fungicida sistêmico à base de protioconazol e picoxistrobina, registrado para o controle da ferrugem-asiática e da mancha-parda. Com ingredientes ativos de diferentes mecanismos de ação, o produto deve ser inserido em um programa de manejo e utilizado de acordo com as recomendações de bula e a orientação de um engenheiro agrônomo.
Sobre a Ourofino Agrociência
A Ourofino Agrociência é uma empresa de origem brasileira, fabricante de defensivos agrícolas, com 15 anos de atuação. Sua fábrica — considerada uma das mais modernas do mundo no segmento — está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 200 milhões de quilos/litros por ano. São mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos de última geração e ambiente automatizado. A empresa desenvolve produtos, serviços e tecnologias com base nas características do clima tropical, seguindo o propósito de reimaginar a agricultura brasileira.
Mais informações: www.ourofinoagro.com.br
Foto: Mancha-parda/Septoriose (Septoria glycines)
Crédito: Getty Images /Olga Seifutdinova
