Trabalho em altura: uma nova perspectiva
A próxima geração de equipamentos da JLG chega ao Brasil

O mercado brasileiro de plataformas de trabalho aéreo amadureceu e tornou-se um dos mais dinâmicos da América Latina. Na última década, a demanda cresceu acompanhando o ritmo das atividades de infraestrutura, logística e construção — atingindo níveis recordes nos últimos anos antes de se estabilizar, para o período de 2025 e 2026, em volumes compatíveis com os ciclos de maior atividade da região. O setor de locação é o grande motor desse movimento: os proprietários de frotas buscam máquinas versáteis, capazes de transitar entre diferentes obras, operar tanto em ambientes internos quanto externos e fornecer dados sobre o próprio desempenho. É nesse cenário que atua uma marca que ajudou a inaugurar essa categoria no Brasil há 25 anos — e que continua a definir o segmento de plataformas de lança (booms), pilar fundamental do mercado.
Um quarto de século de atuação em trabalho em altura
A trajetória da JLG no Brasil começou em 1999, quando a empresa apresentou suas plataformas de trabalho aéreo a um mercado que ainda dava os primeiros passos no segmento de trabalho em altura. As raízes da empresa são ainda mais profundas: seu fundador, John L. Grove, criou a primeira plataforma de lança do mundo — a JLG 1 — em 1969, após presenciar uma queda fatal na Represa Hoover e decidir mudar a forma como as pessoas trabalhavam em altura. Aquela máquina pioneira deu origem a toda uma indústria. Com mais de 25 anos de história no Brasil, a JLG opera a partir de unidades em Indaiatuba (SP) e Cariacica (ES), contando com equipes dedicadas a treinamento, peças e suporte técnico em todo o país.
A reputação da marca foi construída com base nas plataformas de lança — a categoria mais utilizada no Brasil —, que continuam sendo a marca registrada da JLG, lideradas pela linha de ponta *Ultra Boom*. Paralelamente, a plataforma de conectividade bidirecional *ClearSky Smart Fleet* traz conectividade em tempo real para a frota, enquanto a linha de plataformas tesoura de porte micro permite a operação em ambientes internos sensíveis, como data centers. “Nossos clientes enfrentam as mesmas pressões de qualquer outro setor: precisam fazer mais com menos”, afirma Luca Riga, gerente sênior de marketing de campo da JLG para as Américas. “Tudo o que estamos trazendo para o Brasil este ano foi desenvolvido tendo essa realidade como base.”
O Brasil é um mercado forte para plataformas articuladas e telescópicas (booms)

Há muito tempo, o Brasil é um dos mercados mais ávidos por plataformas do tipo *boom* (articuladas e telescópicas) no mundo, e a razão é a diversidade de suas indústrias: petróleo e gás, construção, mineração, obras de infraestrutura, indústria pesada e logística — todas exigem equipes trabalhando em altura, muitas vezes no mesmo canteiro de obras. Essa variedade explica por que as plataformas *boom*, mais do que qualquer outra categoria, definem a frota brasileira. No centro desse cenário estão as plataformas de médio porte da JLG — a classe que vai da 450AJ à 800AJ —, que são as máquinas mais vendidas da marca e a base da frota da maioria das empresas de locação. A demanda por plataformas tesoura de maior altura também está crescendo: o modelo elétrico ES4046 da JLG agora atua na classe de 12 metros em pisos nivelados (*slab jobs*), e o mercado continua solicitando maior alcance à medida que os projetos se expandem.
Destaque: a linha Ultra Boom

O grande diferencial da JLG está no topo de sua linha de produtos. A série Ultra Boom — liderada pela articulada 1500AJP e pela telescópica 1850SJ — redefiniu as expectativas do setor quando foi lançada e continua estabelecendo o padrão para trabalhos em maiores alturas e com maior alcance.
A 1500AJP atinge uma altura de plataforma de 45,72 m, com alcance horizontal de 22,86 m, altura de transposição de obstáculos (*up-and-over*) de 18,3 m e um envelope de trabalho superior a 74.000 m³ — um alcance horizontal que lidera a categoria de articuladas autopropelidas. O sistema exclusivo de arco controlado da JLG mantém uma velocidade constante da plataforma nas extremidades desse envelope, enquanto o design de lança QuikStik eleva a plataforma do solo à altura máxima em 180 segundos. A tração nas quatro rodas em tempo integral e a capacidade de superar rampas de 40% garantem a mobilidade em terrenos acidentados e inclinados.
“O Brasil sempre demandou plataformas do tipo *boom*; com indústrias que vão do setor de petróleo e gás à mineração, alcance e versatilidade são fundamentais aqui”, afirma Riga. “A linha Ultra Boom é onde demonstramos o que a JLG consegue fazer e que o restante do mercado não consegue.” Quando o trabalho exige maior alcance, o modelo telescópico 1850SJ estende a altura de elevação para 56,56 m, com alcance horizontal de 24,38 m e uma área de trabalho ainda maior, oferecendo capacidade dupla de 454/227 kg para equipes, ferramentas e materiais. Seus eixos se estendem ou retraem em cerca de um minuto, a movimentação é permitida com a plataforma na altura máxima e os proprietários podem equipá-la para diversas aplicações com geradores e máquinas de solda na plataforma, suportes para vidros e painéis aprovados de fábrica e sistemas de proteção contra quedas aparafusáveis. Ambos os modelos Ultra Boom contam com tração nas quatro rodas em tempo integral, três modos de direção e conectividade ClearSky Smart Fleet.
ClearSky Smart Fleet

Se as plataformas de lança (booms) têm a ver com alcance, o ClearSky Smart Fleet trata de um tipo diferente de alcance: o acesso aos dados que cada máquina gera. A JLG o define como a primeira plataforma de gestão de frota bidirecional do setor: ela não apenas informa o status, mas também executa comandos. Em uma frota conectada que abrange o globo e continua a crescer, o ClearSky transforma a telemática em controle prático e direto da frota. Seus recursos incluem o Controle de Acesso Digital, que configura qualquer máquina para os modos Restrito, *Creep* (velocidade reduzida) ou Irrestrito via celular; atualizações *Over-the-Air* (remotas) que reprogramam máquinas por meio de uma rede *Bluetooth mesh* em uma fração do tempo de uma visita técnica manual; um Leitor Analisador Digital para ler e limpar códigos de falha a partir de um tablet; redes automatizadas de canteiro de obras que se formam sozinhas à medida que as máquinas são entregues ou movimentadas; e localização baseada em elevação, que identifica o equipamento por andar em obras de múltiplos níveis.
“O diferencial do ClearSky Smart Fleet é que ele não apenas coleta dados; é uma ferramenta prática que gera ações”, diz Riga. “Novos recursos são disponibilizados automaticamente para todas as máquinas conectadas: sem necessidade de *retrofits* (adaptações), sem tempo de inatividade e sem custos adicionais.”
Onde as máquinas entram em ação
No Brasil, o setor de locação lidera — e é onde a marca percebe o impulso mais claro. Equipamentos compactos, elétricos e conectados adequam-se perfeitamente ao modelo de locação: são versáteis para diversas tarefas, limpos o suficiente para uso interno e capazes de transmitir informações sobre suas condições de volta à base.

Duas aplicações se destacam para o próximo ano. A primeira é a de centros de dados (*data centers*) — uma categoria em rápida expansão no Brasil e na América Latina. As plataformas tesoura de porte micro da JLG (modelos ES1330M, ES1530M e ES1930M) foram projetadas para esse ambiente: são compactas o bastante para corredores estreitos, leves o suficiente para pisos com restrição de carga e contam com bandejas de contenção de vazamentos de série, raio de giro zero e tração elétrica com emissão zero para trabalhos limpos em ambientes internos. A segunda aplicação abrange os setores de infraestrutura, logística e manutenção industrial — o território das plataformas de lança, onde o alcance e o tipo de terreno determinam a escolha da máquina.
A análise dos volumes de vendas revela a realidade de dois mercados distintos. Na América do Norte, as plataformas tesoura estreitas lideram com ampla vantagem, seguidas pelas plataformas de lança telescópica reta e pelos manipuladores telescópicos. Na América Latina, o cenário é diferente: as plataformas pantográficas (tipo tesoura) estreitas continuam liderando a lista, mas as plataformas articuladas — tanto elétricas quanto a combustão — têm uma presença muito mais forte do que no hemisfério norte, seguidas pelos manipuladores telescópicos e pelas plataformas pantográficas compactas. É um mercado que valoriza o alcance, um território onde a JLG sempre se destacou.

O que vem a seguir
A visão da JLG sobre a próxima fase é clara: máquinas mais limpas, conectadas e, cada vez mais, automatizadas. A eletrificação está transformando a linha de plataformas pantográficas, o sistema ClearSky traz conectividade à frota e a empresa já começou a apresentar prévias dos próximos passos da automação. A nova fronteira é a robótica.
Na CES 2026, o conceito de plataforma articulada com efetuador final robótico da JLG conquistou o prêmio “Best of Innovation” (o melhor da inovação) na categoria Robótica do CES Innovation Awards, além de receber uma menção honrosa nas categorias de Construção e Tecnologia Industrial. O conceito transforma uma plataforma convencional em um equipamento autônomo capaz de realizar soldagem, inspeção ou instalação em altura — guiado por IA, percepção multissensorial e manipuladores robóticos, e apto a operar de forma independente ou em frotas coordenadas. Em aplicações mais próximas ao solo, a aquisição da Canvas — desenvolvedora do primeiro robô do mundo para acabamento de drywall — pela JLG traz a tecnologia de efetuadores finais robóticos para a construção de interiores, automatizando tarefas repetitivas de ajuste e acabamento, ao mesmo tempo em que mantém o controle nas mãos de profissionais qualificados.
CONTATO
Empresa: JLG
Fone: 0800 848 2554
Site: www.jlg.com/pt-br






