Governo de SP impulsiona inovação em sistemas hidroviários com parceria com a POLI-USP
Semil e POLI-USP formalizam acordo para criação do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sistemas Hidroviários Interiores (HIDROSIS), com foco na Hidrovia Tietê-Paraná.

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP) formalizaram parceria para a implantação do Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sistemas Hidroviários Interiores (HIDROSIS). A iniciativa é voltada à produção de conhecimento, à inovação tecnológica e à formulação de soluções para ampliar a utilização das hidrovias como vetor de desenvolvimento regional e logístico no Estado. O convênio foi assinado pelo subsecretário de Logística e Transportes, Denis Gerage Amorim; pelo subsecretário de Gestão Corporativa da Semil, Fábio Aurélio Aguilera Mendes; pela diretora da POLI-USP, Profa. Dra. Ana Helena Reali Costa; e pelo pesquisador responsável da instituição de ensino e coordenador do HIDROSIS, André Bergsten Mendes.
Sediado na Escola Politécnica da USP, o HIDROSIS terá como foco o aproveitamento do potencial hidroviário paulista, especialmente da Hidrovia Tietê-Paraná, por meio do desenvolvimento de estudos, tecnologias e ferramentas que contribuam para a modernização do setor, a redução de custos logísticos e a promoção da sustentabilidade no transporte de cargas.
A atuação do Centro será estruturada em cinco eixos de pesquisa: avaliação da competitividade do transporte hidroviário; desenvolvimento de redes de transporte integradas; estudos para implantação de Centros Produtivos e Comerciais (CPCs) ao longo da hidrovia; criação de modelos computacionais para otimização da operação de eclusas; e desenvolvimento de embarcações fluviais sustentáveis, incluindo pesquisas sobre eficiência energética, combustíveis alternativos e tecnologias de navegação autônoma.
A governança do projeto será compartilhada entre as instituições. Caberá à USP a coordenação científica e a condução das pesquisas, enquanto a Semil atuará na interlocução institucional e no apoio à operacionalização das atividades, promovendo a integração entre a produção acadêmica e as necessidades da gestão pública.
“O HIDROSIS nasce com o propósito de aproximar a pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo das necessidades concretas do planejamento e do desenvolvimento do sistema hidroviário paulista. A parceria com a Semil permitirá transformar conhecimento científico em estudos, métodos e ferramentas que apoiem a tomada de decisão e contribuam para ampliar, de forma sustentável, o aproveitamento da Hidrovia Tietê-Paraná”, afirma André Bergsten Mendes, coordenador do projeto.
A parceria não envolve transferência de recursos entre a Semil e a USP. O financiamento das atividades de pesquisa ocorrerá por meio de Termo de Outorga firmado entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a USP, no valor de R$ 3,9 milhões.
“Estamos unindo a expertise da universidade e as necessidades do poder público para transformar conhecimento em resultados concretos, tornando o transporte hidroviário um instrumento cada vez mais relevante para a competitividade, a sustentabilidade e a integração do Estado de São Paulo”, destacou Denis.
Entre os resultados esperados estão a elaboração de diagnósticos técnicos e estratégicos sobre a Hidrovia Tietê-Paraná; a criação de bases de dados georreferenciadas para o planejamento logístico; estudos de viabilidade para expansão e integração hidroferroviária; o desenvolvimento de simuladores de tráfego hidroviário; e a produção de subsídios para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à logística sustentável e ao desenvolvimento regional.
Segundo Denis, a iniciativa permitirá ampliar o acesso a informações qualificadas e evidências científicas capazes de apoiar o planejamento e a tomada de decisões no setor hidroviário paulista.
Com execução prevista entre 2026 a 2030, o Centro deverá consolidar-se como referência nacional na produção de conhecimento aplicado aos sistemas hidroviários interiores, contribuindo para o fortalecimento da Hidrovia Tietê-Paraná como eixo estratégico de desenvolvimento econômico e integração regional.






