Síntese Agro Science investe R$ 90 milhões para nacionalizar biotecnologia e enfrentar estresse hídrico no campo
Companhia brasileira avança com Parque Tecnológico e recursos da FINEP para reduzir dependência nacional de insumos importados, comprovando ganhos de produtividade superiores a 10% em cenários de seca

A dependência de matérias-primas importadas e as perdas produtivas causadas por eventos climáticos extremos são os maiores entraves da agricultura brasileira hoje. Para combater esses gargalos, a Síntese Agro Science, empresa brasileira de biotecnologia aplicada ao agronegócio, anuncia a consolidação de investimentos estratégicos que somam R$ 90 milhões. O montante visa acelerar a nacionalização de tecnologias vitais para o campo e escalar a produção de biotecnologia de alta performance.

O pacote inclui a construção de um novo Parque Tecnológico em Maringá (PR), com aporte de R$ 60 milhões, e a aprovação de R$ 30 milhões em recursos de fomento pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). A conclusão do projeto está prevista para o primeiro semestre de 2027.
A nova infraestrutura multiplica a capacidade geral de pesquisa e produção da companhia, criando a base para escalar um portfólio robusto e diversificado de biotecnologia. Dentro desse pipeline científico, um dos maiores destaques é o domínio tecnológico alcançado pela Síntese para a futura produção nacional de betaína. A partir de pesquisas avançadas focadas na fermentação de microrganismos em biorreatores, a empresa comprovou a viabilidade de sintetizar o composto no Brasil. Quando ganhar escala industrial, esse avanço será decisivo para reduzir a dependência externa e a exposição do produtor à flutuação cambial e aos altos custos de frete.
“A transição do químico para o biológico é uma realidade, mas ela precisa vir acompanhada de autonomia tecnológica. O valor real não está apenas em usar um organismo, mas em sua Inteligência Vegetal para compreender, ativar e potencializar os mecanismos naturais que sustentam a resiliência e a produtividade da planta”, explica Willian Marcusso, Engenheiro Agrônomo e Diretor de Projetos e Inovação da Síntese Agro Science.
Ciência traduzida em caixa para o produtor
A Síntese mantém uma ampla frente de pesquisa e validação científica, com estudos aplicados a diferentes culturas e desafios do campo. Entre os trabalhos mais recentes, as pesquisas com soja ganham destaque por responderem a duas dores relevantes para o produtor: os efeitos da crise climática e o controle de nematoides. Em estudo com aplicação de tecnologia foliar, a soja apresentou ganho de 10,2% de produtividade em condições de ausência de irrigação. Em outra frente de pesquisa, uma tecnologia de dupla função, bioestimulante e nematicida, reduziu em quase 70% a presença de nematoides no solo.
Sobre a Síntese Agro Science
Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.
A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.
Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo.
A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.






