Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas debate desafios do setor e prepara caminho para a próxima safra
- Evento marca momento chave no calendário agrícola: início da safra 26/27, quando produtores rurais e indústria tomam as decisões de investimento para o próximo ciclo
- Programação respondeu perguntas em três frentes: descarbonização, transição energética e máquinas como novo modelo de negócios com geração de dados
- Carlos Cogo apresentou a análise inédita “Novos Vetores de Crescimento da Próxima Década”

Realizado na última quarta-feira (2), em Porto Alegre (RS), o 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas reforçou seu papel como um dos principais fóruns de discussão sobre o futuro da mecanização e da tecnologia no agronegócio brasileiro. Com o tema “Máquinas Agrícolas para um agro inteligente e descarbonizado”, o encontro reuniu especialistas, executivos, produtores e representantes da indústria para discutir tendências que já começam a impactar as decisões de investimento e operação no campo. A realização ocorre em um momento particularmente estratégico: às vésperas do início do plantio da safra 2026/27, quando produtores e empresas avaliam custos, produtividade, renovação e adequação do parque de máquinas e as tecnologias capazes de aumentar a eficiência das operações.
“O evento ocorre em Porto Alegre, mas é um debate brasileiro”, disse Leandro Pires, Diretor Geral da Seção Porto Alegre da SAE Brasil.
A programação começou com a análise inédita Novos Vetores de Crescimento da Próxima Década, conduzida por Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, colocando em perspectiva os fatores econômicos e estruturais que influenciam a próxima safra e os anos adiante. Na sequência, o debate sobre descarbonização do powertrain agrícola trouxe uma questão que ganha importância para fabricantes e produtores: como conciliar competitividade, eficiência operacional e redução de emissões. Especialistas da Be8, AGCO, CNH, Mercedes-Benz, John Deere e Tekter discutiram os impactos técnicos, econômicos e estratégicos da transição energética sobre as máquinas agrícolas — tema que tende a ganhar espaço nas decisões de médio e longo prazo do setor.
A inteligência artificial ocupou posição central no período da tarde, com o painel internacional “IA no Campo: da Telemetria à Decisão Autônoma”. Representantes da Mahindra, PTX, CNH e John Deere discutiram como a combinação entre dados, sensores, conectividade, inteligência embarcada e machine learning está mudando o papel das máquinas no campo. A evolução representa uma mudança importante para o produtor: equipamentos que antes essencialmente executavam operações e registravam informações passam a ter capacidade crescente de interpretar dados, identificar padrões e apoiar — e, em determinadas aplicações, executar — decisões de forma mais autônoma. A discussão também evidencia que o valor da tecnologia depende da qualidade e da integração dos dados gerados pela operação agrícola.
O simpósio foi encerrado com o debate “Máquinas como plataforma de dados: o novo modelo de negócio do agro”, colocando em discussão uma transformação que pode redefinir a relação entre indústria, máquinas e produtor rural. Ao conectar equipamentos, dados e serviços, a máquina agrícola deixa de ser apenas um ativo operacional e passa a integrar um ecossistema digital capaz de gerar informações para planejamento, manutenção, produtividade e tomada de decisão.
“Ao antecipar esses movimentos justamente na preparação para a safra 2026/27, o 18º Simpósio SAE BRASIL de Máquinas Agrícolas reforça sua relevância para o mercado ao aproximar indústria e campo e mostrar que o futuro da mecanização será determinado não apenas por potência e capacidade operacional, mas também pela inteligência, conectividade e eficiência incorporadas às máquinas”, finaliza Pires.
Sobre a SAE BRASIL
A SAE BRASIL é uma associação de pessoas físicas, sem fins lucrativos, que tem como propósito ser “A Casa do Conhecimento da Mobilidade Brasileira”. Participam da entidade profissionais de variadas áreas, unidos pela missão de criar e de disseminar conhecimento, visando desenvolver tecnologia e inovação no ecossistema da mobilidade.
Fundada no Brasil em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento da mobilidade e da integração do País ao processo de globalização da economia, a SAE BRASIL é referência nacional para a integração da indústria, academia, 3º setor e dos órgãos técnicos do governo. Conta com 6 mil associados e 09 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje em uma das mais relevantes instituições do setor da mobilidade brasileira.
A SAE BRASIL é filiada à SAE International, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, entre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison. Ao longo de mais de um século de existência tornou-se em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios em cerca de 100 países.
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