Binatural debate os dois anos do Combustível do Futuro na Câmara

Binatural debate os dois anos do Combustível do Futuro na Câmara

Evento em Brasília discutiu avanços na implementação da legislação e o papel dos biocombustíveis na descarbonização, na segurança energética e no desenvolvimento socioeconômico do país

Dois anos da Lei Combustível do Futuro: Binatural reforça protagonismo do biodiesel em debate na Câmara dos Deputados
André Lavor, CEO da Binatural

Binatural participou na Câmara dos Deputados, em Brasília, do evento que marcou os dois anos da Lei Combustível do Futuro. A empresa foi representada pelo CEO e cofundador, André Lavor, e pela gerente de Sustentabilidade e Comunicação Integrada, Elaine Carvalho. O encontro reuniu representantes do poder público e do setor produtivo para discutir a implementação da legislação, os desafios para os próximos anos e a contribuição dos biocombustíveis para a matriz energética brasileira.

Entre os participantes estiveram o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o ex-ministro da pasta, Bento Albuquerque, e o deputado federal Arnaldo Jardim, que conduziu a mesa de debates. A programação abordou diferentes frentes previstas na Lei Combustível do Futuro, incluindo uma discussão específica sobre a contribuição do biodiesel para o desenvolvimento ambiental, social e econômico do país.

Sancionada no segundo semestre de 2024, a Lei Combustível do Futuro estabeleceu instrumentos para ampliar a participação de combustíveis de menor intensidade de carbono na matriz brasileira, incluindo uma trajetória de aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil. Naquele momento, o país utilizava o B14, com 14% de biodiesel no diesel comercializado, e encerrou 2024 com aproximadamente 9 bilhões de litros do biocombustível produzidos.

Desde então, a mistura avançou para o B15 e a produção brasileira chegou a quase 10 bilhões de litros em 2025. Nesse período, mais de 25 mil agricultores familiares foram incorporados ao Selo Biocombustível Social. O crescimento também esteve associado à redução de 1,2 milhão de toneladas de CO₂ em emissões e ao aumento de R$ 17 milhões na massa salarial, considerando os impactos diretos e indiretos da atividade.

Para André Lavor, os próximos passos precisam considerar a estrutura que o Brasil já possui para ampliar a participação do biodiesel. “Temos uma indústria estruturada e capacidade produtiva para avançar agora. A ampliação do biodiesel permite reunir diferentes benefícios em uma mesma agenda: reduz emissões, gera atividade econômica e renda no Brasil e fortalece nossa segurança energética, diminuindo a exposição do país às importações de diesel fóssil. Os resultados alcançados nos últimos anos mostram que é possível avançar nessa trajetória com uma solução que já está disponível”, afirma.

Outro movimento importante no período foi a simplificação das regras para o uso voluntário de biodiesel em percentuais superiores à mistura obrigatória. Com as alterações trazidas pela Lei Combustível do Futuro e implementadas pela ANP, aplicações que anteriormente dependiam de anuência prévia da Agência passaram, nas hipóteses previstas pela legislação, a exigir apenas comunicação. A medida contempla o transporte público, o transporte ferroviário, a navegação interior e marítima, as frotas cativas, equipamentos e veículos destinados à extração mineral e à geração de energia elétrica, além de tratores e outros equipamentos utilizados em atividades agrícolas.

A mudança amplia as possibilidades de adoção de misturas superiores ao B15 e até do B100 por setores nos quais a substituição do combustível fóssil pode contribuir de maneira imediata para a redução de emissões. Ao mesmo tempo, abre novas frentes para a utilização da capacidade instalada da indústria brasileira de biodiesel.

A Lei Combustível do Futuro estabelece ainda uma trajetória que permite alcançar o B25 até 2035, condicionada às avaliações e decisões previstas na legislação. Caso esse caminho seja cumprido, as projeções apontam mais de 540 milhões de toneladas de emissões evitadas, 540 mil agricultores familiares fomentados e uma economia acumulada de aproximadamente US$ 92 bilhões com importações de diesel fóssil até 2035.

Os números também evidenciam a dimensão estratégica do biodiesel para um país que ainda depende de volumes expressivos de combustível importado para atender à demanda interna. Ao ampliar a participação de uma fonte produzida nacionalmente, o Brasil reduz sua exposição ao mercado externo, aproveita uma indústria já instalada e mantém no país recursos que movimentam diferentes elos da economia.

“O biodiesel reúne condições para contribuir ainda mais com a segurança energética brasileira. Temos matéria-prima, tecnologia, indústria e uma cadeia produtiva nacional preparada para responder ao aumento da demanda. Para transformar essa capacidade em resultados, é importante termos previsibilidade e um ambiente que permita investimentos de longo prazo”, acrescenta Lavor.

O executivo também destacou a importância do diálogo entre Legislativo, governo e setor produtivo. “Foi uma ótima oportunidade de contribuir para uma discussão que envolve não apenas o futuro do biodiesel, mas escolhas importantes para a matriz energética brasileira. Quanto mais conseguirmos aproximar os diferentes atores dessa agenda, mais condições teremos de construir caminhos que combinem descarbonização, segurança energética e desenvolvimento socioeconômico”, conclui.

Sobre a Binatural

A Binatural é uma das maiores especialistas em biodiesel do Brasil e figura entre as 10 principais produtoras do setor. Com atuação desde 2006, a empresa se destaca pelo uso de um diversificado mix de matérias-primas, contribuindo para a segurança energética, a descarbonização de diversos segmentos e o fortalecimento do agronegócio nacional, com forte atuação junto à Agricultura Familiar.

Além do biodiesel, produz ácido graxo, glicerina e borra, sendo os dois primeiros exportados para diversos mercados internacionais.

Reconhecida pelo investimento em inovação, pesquisa e desenvolvimento, a Binatural foi eleita como uma das 500 companhias que mais crescem nas Américas, por seis anos consecutivos, no ranking da Financial Times.

Também possui selo ISCC, o que reforça seu compromisso com a sustentabilidade, além da certificação GPTW e de estar entre as 10 melhores empresas para se trabalhar do agronegócio brasileiro.

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