Entidades do setor de fertilizantes defendem políticas públicas urgentes de suporte financeiro ao produtor rural

Entidades do setor de fertilizantes defendem políticas públicas urgentes de suporte financeiro ao produtor rural

Entidades temem que juros altos, crédito restrito e caro, aumento da carga tributária, custos logísticos crescentes e instabilidades geopolíticas reduzam a capacidade de investimento 

 Setor de fertilizantes defende medidas urgentes para aliviar custos do produtor rural

Preocupadas com o agravamento das condições econômicas enfrentadas pelos produtores rurais, entidades representativas dos setores de distribuição, industrialização e mistura de fertilizantes no Brasil defendem medidas urgentes para aliviar o custo de produção. A Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), o Sindicato da Indústria de Adubos no Estado do Rio Grande do Sul (Siargs), o Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado de São Paulo (Siacesp) e o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Nordeste (Siacan) reivindicam foco na eliminação do ICMS e PIS/Cofins incidentes sobre fertilizantes e insumos, renegociação das dívidas rurais, ampliação do crédito, fortalecimento do seguro rural e revisão das distorções na política de fretes.

“Juros elevados, crédito mais restrito e caro, aumento da carga tributária, custos logísticos crescentes e instabilidades no mercado internacional estão comprimindo margens e reduzindo a capacidade de investimento no campo”, destacam as entidades, em nota conjunta. Segundo elas, essa realidade merece atenção imediata, pois a manutenção dos níveis adequados de fertilização e tecnologia é fundamental para preservar a produtividade e a competitividade da agricultura brasileira. “O cenário é especialmente sensível porque o Brasil depende de importações para mais de 90% dos fertilizantes que consome”, citam.

Ao mesmo tempo, a cadeia de distribuição e mistura de fertilizantes vem absorvendo sucessivos aumentos de custos, como a incidência de 4% de ICMS sobre as importações de fertilizantes, inicialmente introduzida pelo Convênio ICMS 26/2022, além dos efeitos das alterações na sistemática de PIS/Cofins, que aumentaram a carga tributária incidente sobre operações realizadas pelo setor. Somam-se a esses fatores os impactos dos custos do transporte rodoviário, especialmente aqueles relacionados à política de pisos mínimos de frete, além das instabilidades no mercado internacional, dos conflitos geopolíticos e da redução ou fechamento de unidades e ativos industriais de fertilizantes no Brasil.

Maior risco está na capacidade de compra

De acordo com o presidente do Sindiadubos, Aluisio Schwartz Teixeira, o setor de fertilizantes mantém capacidade logística e operacional para abastecer a agricultura, e os volumes destinados à atual safra foram internalizados em níveis compatíveis com a demanda prevista. Na avaliação dele, o maior risco, neste momento, não está na falta física de produtos, mas na capacidade do agricultor de comprar os insumos que precisa. “As empresas do setor já trabalham com a possibilidade de redução de 10% a 20% nas entregas de fertilizantes, dependendo da cultura, da região e das condições financeiras, o que pode significar menor adubação, menor investimento em tecnologia e impactos sobre a produtividade das próximas safras”, considera.

Diante desse cenário, as entidades entendem que as medidas mais urgentes devem estar direcionadas ao fortalecimento da capacidade financeira do produtor rural e à redução dos custos que atualmente incidem sobre a produção agrícola. Nesse sentido, a AMA Brasil, o Sindiadubos, o Siargs, o Siacesp e o Siacan defendem uma atuação coordenada entre Governo Federal, Estados, Congresso Nacional, instituições financeiras, produtores rurais e demais agentes da cadeia produtiva para enfrentar os atuais desafios. “A mensagem é clara: reduzir o custo do fertilizante é reduzir o custo da agricultura. Garantir condições para o produtor investir hoje é proteger a produtividade, a competitividade e a segurança alimentar do Brasil amanhã”, conclui a nota conjunta.

Sobre o Sindiadubos-PR

Criado em 1987, o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR) representa e promove os direitos da indústria de adubos e corretivos agrícolas no estado, oferecendo assessoria jurídica, técnica e trabalhista, além de divulgar informações e dados de mercado sobre fertilizantes e adubos minerais. O Sindiadubos-PR é filiado à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), em cujo centro de eventos promove anualmente o Simpósio NPK, maior evento nacional presencial do setor de fertilizantes. Para mais informações, acesse: www.sindiadubos.org.br

Confira os produtos da loja!
LOJAEAEMAQ.COM.BR
Clique para ver peças, kits e novidades na Loja EaeMaq.

Deixe seu comentario

Ultimas Noticias

Categorias

Fique por dentro das novidades

Inscreva-se para receber novidades em seu Email, fique tranquilo que não enviamos spam!

Deixe seu Email para acompanhar as novidades