Bayer apresenta novidades e soluções integradas para a cotonicultura no 15º Congresso Brasileiro do Algodão
A companhia anuncia um novo inseticida contra mosca-branca e pulgão e inovações em sementes para impulsionar a competitividade da fibra brasileira no mercado global

O Brasil segue como líder no mercado exportador global de algodão. O país encerrou o ano comercial 2025/26 com o recorde histórico de 3,37 milhões de toneladas de fibra embarcadas, um avanço de 19% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). É nesse cenário de protagonismo do produtor brasileiro que a Bayer participa do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA). Durante o evento, em Belo Horizonte, a companhia apresenta um portfólio completo para os cotonicultores aumentarem a produção por hectare de forma cada vez mais eficiente e sustentável.
Entre os destaques que a companhia está levando ao evento está o pré-lançamento do Plenexos, inseticida à base de cetoenol voltado ao manejo de pragas sugadoras nas culturas do algodão e da soja, como a mosca-branca e o pulgão. O produto protege a qualidade da fibra e combate o problema do açúcar na pluma, provocado pela excreção de melado açucarado por esses insetos sobre a fibra. “A eliminação da contaminação por substâncias açucaradas é uma pauta prioritária para o setor, que contribui para preservar o valor da pluma brasileira nos mercados compradores internacionais. E por não afetar insetos benéficos, como os polinizadores, é um produto verde altamente seletivo”, explica o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente.
Integrada a essa estratégia de proteção e ganhos de produtividade no campo, a plataforma Bollgard há mais de duas décadas tem colaborado com os resultados da cotonicultura brasileira. Atualmente, a biotecnologia Bollgard 3 XtendFlex (B3XF) oferece ampla proteção contra as principais lagartas e tripla tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e dicamba. Essa tecnologia amplia a flexibilidade no controle de plantas daninhas tanto em áreas de primeira quanto de segunda safra. Recentemente, a Bayer confirmou que a quarta geração da Bollgard será lançada em 2028. A nova ferramenta vai incorporar novas proteínas contra lagartas, maior manejo de plantas daninhas e a ThryvOn, a primeira biotecnologia do Brasil desenvolvida para fornecer proteção integrada em plantas de algodão contra o inseto tripes.
No pilar de sementes, a marca Deltapine, que conta com a biotecnologia B3XF, foca no fortalecimento e na evolução contínua do seu portfólio, respaldada por elevado teto produtivo, sanidade contra doenças e nematoides e, no centro de sua proposta de valor, a qualidade de fibra. Fruto do maior banco de germoplasma de sementes de algodão do mundo, a marca traz ao mercado dois novos produtos em fase pré-comercial para compor o portfólio B3XF. O DP2403B3XF, de ciclo médio-precoce, reúne alto potencial produtivo e resistência à ramulária e ao nematoide Meloidogyne incognita.
Já o DP2404B3XF, de ciclo precoce, combina resistência à ramulária e ao Meloidogyne incognita com qualidade de fibra premium, ampliando as opções dos cotonicultores para diferentes ambientes de produção. Com esses lançamentos, a Deltapine reforça seu compromisso de entregar soluções cada vez mais adaptadas às necessidades do campo, aliando produtividade, sanidade e qualidade de fibra. A marca também trabalha em cooperação com multiplicadores parceiros para entregar genética de alto rendimento customizada para cada região.
Proteção de cultivos
Como a cotonicultura exige um planejamento contínuo e decisões técnicas ao longo de todo o ciclo produtivo, o manejo integrado, aliado à escolha adequada de variedades de sementes e produtos voltados à proteção dos cultivos, auxilia no enfrentamento dos desafios relacionados a pragas, doenças e plantas daninhas, além de contribuir para a produtividade e a qualidade da fibra.
Com foco no manejo integrado, a Bayer leva ao Congresso o Xtendimax 2, nova geração do herbicida à base de dicamba recomendado para aplicações no pré-plantio e na pós-emergência da soja e do algodão. O produto reduz os riscos de volatilidade e deriva e compõe o controle estratégico de plantas invasoras agressivas como a buva e o caruru. O manejo conta ainda com o pré-lançamento do Mateno, herbicida pré-emergente que atua no solo antes das plantas daninhas emergirem na lavoura.
No setor de fitossanidade e defesa, a companhia apresenta o Sphere Neo, fungicida foliar para o controle de doenças e o manejo de resistência nas lavouras, cuja extensão de bula para o algodão está em desenvolvimento. Para o estabelecimento uniforme da cultura, o Bayer Guardião é um pacote integrado para o tratamento de sementes focado na proteção contra pragas e doenças iniciais como o tombamento, que atua em sinergia com o nematicida Verango Prime, oferecendo controle de longa duração contra nematoides e patógenos do solo com alta seletividade para organismos benéficos. Completa o portfólio o inseticida Curbix, que oferece alto poder de choque e residual prolongado contra o bicudo-do-algodoeiro, além de outras ferramentas de ciclo como o fungicida Fox Xpro, o desfolhante Dropp Ultra e o maturador Finish.
Sustentabilidade da fibra
Além do manejo integrado para alcançar um alto teto produtivo, a sustentabilidade da fibra no Brasil é uma pauta central para a Bayer. Segundo dados do setor, mais de 90% da produção é cultivada em regime de sequeiro, ou seja, depende da água da chuva, enquanto a irrigação é adotada em algumas regiões. Esse modelo contribui para a eficiência no uso de recursos hídricos na produção da fibra no país.
No eixo de descarbonização, a calculadora Footprint PRO Carbono, desenvolvida para o sistema agrícola brasileiro em cooperação técnica entre a Bayer e a Embrapa, mensurou de forma inédita a pegada de carbono do algodão brasileiro. Com dados primários dos produtores, a pegada foi de 811 kg CO₂e/t, com potencial de redução superior a 30%. Mais do que criar uma referência nacional para a cultura, a mensuração conduzida a partir da plataforma de soluções regenerativas da Bayer, a PRO Carbono, indica onde estão as emissões e orienta ajustes de manejo para reduzi-las, em respeito às particularidades regionais e apoio a decisões mais eficientes ao longo da cadeia.
“Esse trabalho alinha-se a iniciativas como o movimento Sou de Algodão, da Abrapa, que promove o consumo consciente de fibras naturais no mercado têxtil. Frente à crise mundial do plástico e do excesso do uso de fibras sintéticas, o uso de fibras naturais produzidas de forma responsável posiciona o algodão brasileiro como uma resposta concreta para a indústria e o consumidor global”, pontua o diretor de Negócios de Algodão da Bayer.
Parceria pelo Cerrado
Como parte do compromisso da companhia com a sustentabilidade e a conservação do Cerrado brasileiro, a Bayer dedicará um momento à apresentação da parceria com o Instituto Busato para a implantação de um viveiro de mudas nativas no Complexo Dona Olívia, no Oeste da Bahia. Com o apoio da companhia, o projeto prevê a construção e operação do viveiro, com a meta de alcançar, ao final do quarto ano, a produção anual de 200 mil mudas destinadas à recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e outras áreas degradadas na região.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos, seu segundo maior mercado no mundo, com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.






