A Importância Estratégica das Cadeias Emergentes no Plano Nacional de Fertilizantes

A Importância Estratégica das Cadeias Emergentes no Plano Nacional de Fertilizantes

A Importância Estratégica das Cadeias Emergentes no Plano Nacional de Fertilizantes
Bruno Caligaris Diretor de Projetos Estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e Coordenador do Plano Nacional de Fertilizantes

Ao longo das últimas décadas, a produtividade da agricultura brasileira foi mudando de patamar a partir da adoção de tecnologia no campo. Na década de 1970, por exemplo, o avanço do agronegócio para o centro-oeste do País foi possível graças à adoção da calagem, técnica em que se adiciona calcário ao solo para neutralizar sua acidez.

Mais tarde, outra inovação que propiciou a mudança de produtividade do agronegócio brasileiro foi a fixação biológica de nitrogênio na soja. Em paralelo, foi a vez dos ganhos de produtividade por meio da difusão dos fertilizantes tradicionais (NPK). Obviamente, esses são apenas alguns exemplos de tecnologias que ajudaram a agricultura nacional a alcançar os altos índices de produtividade que tem.

De qualquer forma, a agricultura nacional tem dois grandes desafios: (i) diminuir sua alta dependência externa de insumos básicos, como fertilizantes e defensivos; e (ii) aumentar sua produtividade ainda mais, mitigando efeitos sobre o meio ambiente, para atender a projeção de aumento de demanda de gêneros alimentícios por conta da previsão de aumento da população mundial em um padrão de liderança mundial agroambiental.

A Importância Estratégica das Cadeias Emergentes no Plano Nacional de Fertilizantes
Flávio Rocha Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e Presidente do Conselho Nacional de Fertilizantes

Em ambos os desafios, não há alternativa para o Brasil (e para o mundo) que não passe pela ciência, tecnologia e inovação. É por isso que o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) confere grande ênfase às cadeias emergentes. Os formuladores do PNF entenderam que, para o Brasil dar mais um salto de produtividade, será preciso complementar as tecnologias já consolidadas (calagem, FBN, fertilizantes tradicionais etc) com novas tecnologias relacionadas a bioinsumos, bioprocessos, biofertilizantes, inoculantes e condicionadores de solo, fertilizantes orgânicos e organominerais, subprodutos com potencial de uso agrícola, nanotecnologia e tecnologia digital, remineralizadores e agrominerais.

É por isso que o PNF conta com metas e ações claras para as cadeias emergentes. É preciso criar as condições necessárias para que as pesquisas evoluam dos laboratórios para a indústria e cheguem para os agricultores potencializarem suas produtividades, com custos menores. Investir nas cadeias emergentes é fundamental para diminuir a dependência externa por fertilizantes e também para garantir a segurança alimentar mundial. As cadeias emergentes podem suprir (a médio e longo prazo) mais de 25% da demanda por fertilizantes. Tudo isso com tecnologia nacional, gerando valor e mais riqueza do agronegócio para a sociedade brasileira.

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