Estados-Membros da Organização Marítima Internacional…

Estados-Membros da Organização Marítima Internacional definem estratégias para descarbonização do setor até 2050

Estados-Membros da Organização Marítima Internacional definem estratégias para descarbonização do setor até 2050

  • Meta da IMO é atingir o Net Zero Carbon gradualmente
  • Discussão faz parte da 17a edição da Navalshore, evento que reúne a indústria naval internacional no Rio de Janeiro

No início do mês, 165 Estados- Membros da Organização Marítima Internacional (IMO, International Maritime Organization) se reuniram para discutir soluções com o objetivo de atingir, até 2050, a meta Net Zero Carbon (emissões zero) na indústria marítima.

A principal ação para atingir a meta Net Zero Carbon seria acelerar a transição energética da indústria marítima. De acordo ao subchefe de assuntos marítimos do Estado-Maior da Armada e coordenador-adjunto da Comissão Coordenadora dos Assuntos da IMO, o Contra-Almirante da Marinha, Carlos Henrique de Lima Zampieri, houve dois posicionamentos distintos entre os Estados-Membros para que pudessem adotar, de maneira economicamente viável, elementos associados às medidas técnicas e operacionais.

“Uma vertente de posicionamento considerava a modalidade de precificação de fácil implementação, o que proporcionaria a redução imediata da diferença de preços entre os combustíveis fósseis, atualmente utilizados, e os combustíveis alternativos de baixa ou zero emissão. Noutra vertente das negociações, figuraram Estados que, devido às características geográficas e mercados consumidores, observaram a taxação, da forma proposta, como causadora de impactos às economias sem a desejável contribuição direta para descarbonizar o setor comercial marítimo”, comentou Zampieri.

O Contra-Almirante disse também que o Brasil apresentou um contra-argumento sobre a taxa proposta, baseando-se em um estudo realizado pela USP (Universidade de São Paulo), que demonstrava ser um valor desproporcional, frente aos impactos aos quais os países sul-americanos e africanos seriam expostos. “Teve destaque a aprovação de uma taxa que deveria ser cobrada sobre as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE), registradas pelo GHG (Programa Brasileiro da Fundação Getúlio Vargas) para registrar e publicar inventários dessas emissões”, comentou.

Estratégias IMO

Em relação às estratégias de 2023 da IMO, a maioria dos Estados-Membros, presentes na reunião, reconheceu que é importante fazer uma avaliação para definir ações efetivas que representem o menor impacto possível sobre os mesmos. “Todas as medidas submetidas permanecem sobre a mesa de discussões, passando os esforços a serem voltados ao seu detalhamento e à realização de avaliação de impactos, de forma bem conduzida e revista por grupos de peritos, com o objetivo que o transporte marítimo alcance o Net Zero Carbon por volta de 2050”, afirmou o Contra-Almirante.

Ainda segundo Zampieri, os próximos passos rumo à transição energética e à descarbonização da indústria naval referem-se à finalização e aprovação do relatório da avaliação de impactos, previsto para o mês de outubro de 2024 (MEPC82), com a aprovação das medidas em abril de 2025 e, finalmente, a prática de tais ações adotadas até outubro do mesmo ano.

Desde janeiro deste ano, de acordo com matéria publicada na Revista Portos e Navios, é obrigatório, por todos os navios, que seja calculado o Índice de Eficiência Energética de Navios Existentes (Energy Efficiency Existing Ships Index – EEXI) para medir a eficiência energética e, também, fazer a coleta de dados para medir a Intensidade de Carbono Operacional (Carbon Intensity Indicator – CII).

Conferência Navalshore

O tema será analisado durante a Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima, que acontece de 22 a 24 de agosto, no Expomag, no Rio de Janeiro. O evento reúne a indústria naval brasileira e internacional e, além da área de exposição da qual participam mais de 90 marcas expositoras, traz à mesa de discussões a transição energética na indústria marítima com participação da Comissão Coordenadora dos Assuntos da IMO e a presença confirmada do Contra-Almirante da Marinha do Brasil, Carlos Henrique de Lima Zampieri.

No mesmo painel, também estarão presentes a consultora técnica da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Patrícia Feitosa Bonfim Stelling; a chefe do departamento de gás, petróleo e navegação do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Elisa Salomão Lage; e a doutoranda da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora associada ao ICCT (International Council on Clean Transportation), Francielle Carvalho.

Zampieri comentou também que o painel que será apresentado deve gerar um debate sobre as decisões ocorridas durante o encontro do Cômite Ambiental da IMO (MEPC80), realizado no início de julho em Londres, abordando as estratégias da IMO para a redução dos gases do efeito estufa provenientes dos navios; os impactos ao transporte marítimo decorrentes de medidas de mitigação, as exportações brasileiras e a discussão de alguns cenários esperados durante a transição energética.

A conferência também abordará quais serão os caminhos para o fortalecimento da indústria naval e offshore. Dentro deste painel, serão, ainda, explanados tópicos sobre o poder público e seus principais demandantes; e as perspectivas e demandas da indústria marítima.

Encontro da indústria naval

A 17a Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima vai reunir armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores do mercado para fomentar o debate no encontro que é considerado líder neste segmento em toda a América Latina. “É de extrema importância que tenhamos, neste momento de retomada, um evento como a Navalshore para proporcionar o encontro dos principais stakeholders da construção civil”, disse o diretor da Navalshore Organização de Eventos, Marcos Godoy Perez.

Segundo os organizadores, a expectativa de visitação nos três dias de evento é de 10 mil pessoas. Todo o conteúdo e a programação pode ser conferida pelo site. Acesse https://www.navalshore.com.br/pt/

Serviço

17ª edição da Navalshore – Feira e Conferência da Indústria Marítima

Quando: 22 a 24 de agosto de 2023.

Onde: Expomag – Rua Beatriz Larragoiti Lucas, s/n – Cidade Nova, Rio de Janeiro/RJ.

Horário: das 13h às 20h.

O credenciamento de imprensa: clique aqui

Sobre o evento e a Organizadora

A Navalshore é realizada desde 2004 no Rio de Janeiro. Um público total superior a 137 mil pessoas já passou pela feira, reunindo profissionais, empresários e representantes do poder público. Paralelamente à feira, a cada edição são promovidos cursos, workshops e conferências, tendo sido realizados mais de 450 destes eventos. A mais importante feira do setor na América do Sul é ponto de encontro obrigatório para empresas e profissionais que atuam no setor.

A Navalshore Organização de Eventos – A Navalshore Organização de Eventos, em 16 edições, é responsável pela exibição de mais de 3.400 marcas de fornecedores de produtos e serviços para a indústria naval do mundo inteiro, promovendo negócios e desenvolvendo parcerias. Tem como principal parceira a revista Portos e Navios, provedora do conteúdo e referência editorial da indústria marítima no Brasil, fundada em 1958.

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