Especialistas falam sobre o futuro das “Alternativas biológicas em apoio ao manejo integrado de pragas e doenças do cafeeiro”
durante live realizada pelo Clube illy do Café

O evento apresentou experiências com cultivos que beneficiam o solo, mitigam os efeitos químicos de pesticidas e reduzem pragas através das práticas da agricultura regenerativa
No dia 31 de outubro, o Clube illy do Café reuniu especialistas para discutir os benefícios econômicos e sustentáveis que resultam da agricultura regenerativa aplicada ao cultivo do café.
A live “Alternativas biológicas em apoio ao manejo integrado de pragas e doenças do cafeeiro”, mediada por César Candiano, engenheiro agrônomo do grupo técnico da Experimental Agrícola/illycaffè, contou com as participações de especialistas como: Madelaine Venzon, engenheira agrônoma e pesquisadora da EPAMIG, na área de Entomologia e Agroecologia, Antonio Lodo, engenheiro agrônomo e sócio da INOVAR, consultoria especializada em agricultura sustentável regenerativa e Lucimar Silva, diretora Agrícola da Auma Agronegócios, especialista em sustentabilidade e gestão agrícola.
Um dos principais objetivos do evento consistiu em promover a troca de experiências e ideias relacionadas às práticas de cultivo benéficas para o solo, à redução de pragas, à atenuação dos impactos químicos dos pesticidas e à economia de custos por meio da agricultura regenerativa.
Na busca por uma produção de café sustentável e pela promoção da Cafeicultura Virtuosa e Regenerativa, a discussão central durante a transmissão ao vivo enfocou a redução do uso de defensivos químicos agrícolas, enfatizando a importância das boas práticas agrícolas e do Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD).
Conforme destacado pela engenheira agrônoma e pesquisadora da EPAMIG, Madelaine Venzon, é viável alcançar uma biodiversidade em harmonia com a produtividade. Ela salientou que a agricultura está intrinsecamente ligada à biodiversidade, com destaque para a relevância dos insetos. Esses organismos desempenham serviços ecossistêmicos fundamentais, como a decomposição da matéria orgânica, a melhoria da qualidade do solo, a polinização e o controle biológico de pragas.
A pesquisadora também alertou sobre o impacto crítico da polinização, apontando que a falta desse processo resultaria em uma redução de mais de 90% na produção de 107 alimentos, incluindo o café, que sofreria uma queda estimada de 30%. A ameaça a esses insetos que prestam esses serviços decorre de diversos fatores, como mudanças climáticas, o uso de agrotóxicos e o aumento da temperatura. Adicionalmente, o cultivo convencional de café com o solo descoberto, torna o ambiente suscetível ao aumento de pragas específicas do café, como o bicho mineiro e a broca.
Desde o ano 2000, a EPAMIG tem se dedicado a pesquisas em Controle Biológico Conservativo de pragas do cafeeiro, empregando o sistema de resistência associativa com a utilização de adubos verdes, criteriosamente selecionados para beneficiar os inimigos naturais das pragas. Além disso, são aplicadas técnicas de manejo das plantas de cobertura e do mato, que fornecem pólen, néctar e presas alternativas para os inimigos naturais, juntamente com o uso de árvores e arbustos para atrair e manter inimigos naturais e polinizadores nos plantios.
Já Antonio Lodo, engenheiro agrônomo e sócio da INOVAR, falou sobre o uso de bioinsumos para uma cafeicultura sustentável. Segundo o engenheiro, a utilização desse manejo na agricultura envolve a aplicação de processos que constroem um novo modelo de agricultura sustentável e regenerativa. Ele enfatizou a importância do “biopoder”, que consiste em aproveitar ao máximo os recursos já presentes na propriedade, muitas vezes negligenciados, como a compostagem. Isso pode resultar na criação de composições ricas em nutrientes, que, por sua vez, contribuem para a regeneração da lavoura de café.
De acordo com Lodo esse projeto de bioinsumos envolve vários itens como mix de plantas alternativas, biofertilizantes, microorganismos e macroorganismos do solo, comunidades de remineralizadores e plantas amigas, que podem ser utilizadas para melhorar o desempenho da lavoura.
Lodo ressaltou ainda diversos benefícios tangíveis inerentes a esse novo modelo agrícola, como a redução dos custos de produção, tanto a curto como a longo prazo, uma menor probabilidade de perda de investimentos, um progressivo equilíbrio no sistema produtivo a cada safra, maior autonomia para o produtor em termos de manejo e, por fim, uma melhoria na qualidade do produto final.
A diretora Agrícola da Auma Agronegócios, Lucimar Silva compartilhou insights sobre os desafios e oportunidades que o manejo biológico oferece à cafeicultura, ressaltando que as alternativas biológicas constituem um componente crucial da agricultura regenerativa. Ela enfatizou a necessidade crescente de reavaliar nossas práticas agrícolas.
Segundo Lucimar, é fundamental dedicar atenção especial ao solo, cuidando e protegendo seu microbioma, para assegurar uma produção contínua e eficiente. Além disso, destacou a importância dos corredores ecológicos para abordar o manejo biológico em uma perspectiva abrangente e mencionou a compostagem e a gestão dos recursos hídricos como elementos essenciais para criar um ambiente propício ao manejo biológico.
A palestrante também não deixou de alertar sobre os desafios associados à utilização de soluções biológicas, como a temperatura de transporte e armazenamento, as compatibilidades entre diferentes elementos, a necessidade de controle adequado na multiplicação e as condições ambientais desafiadoras.
É possível assistir a live “Alternativas biológicas em apoio ao manejo integrado de pragas e doenças do cafeeiro” no canal no YouTube do Clube illy do Café!
O Clube illy do Café, programa que reúne atualmente mais de 600 fornecedores brasileiros da illycaffè, tem como objetivo propagar a troca de conhecimentos e incentivar a produção de cafés de qualidade. A illycaffè é uma empresa familiar italiana, fundada em Trieste em 1933, comprometida em oferecer o melhor café ao mundo. É a marca de café mais global, produzindo um único blend de café espresso 100% arábica, com grãos provenientes de 9 países fornecedores, sendo o Brasil o principal.



![Programação e autoridades Rodadas de negócios, palestras, apresentações de tratores novos e antigos, demonstrações técnicas de campo, espaço kids, brinquedos rurais e praça de alimentação com música ao vivo também constam na programação. No dia 27 de março, às 19h30, o Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Paraná, Marcio Nunes, realizará uma palestra no evento e vai falar sobre as políticas públicas e incentivo à produção vegetal e animal no Paraná. Órgãos públicos como a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público do Paraná também estarão presentes. O evento tem o apoio da Mútua, caixa de assistência dos profissionais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), e da Prefeitura Municipal de Campo Mourão. Feira de Ciências e premiação Outra novidade deste ano é a I Feira de Ciências, Tecnologia e Inovação, voltada a estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e particulares de Campo Mourão. Uma comissão julgadora está avaliando os projetos enviados sobre sustentabilidade no campo e vai premiar com R$ 1.000,00 o primeiro lugar, R$ 700,00 o segundo e R$ 500,00 o terceiro colocado. “O evento é uma oportunidade para fazer networking, negócios, conhecer as novidades do setor agropecuário e também um momento de lazer para a família”, destaca Marcelo Picoli, coordenador da área de Agrárias e do curso de Agronomia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR). A edição deste ano celebra ainda os 40 anos de fundação do Grupo Integrado. Perspectivas e desafios O agronegócio brasileiro vive em 2026 um ponto de inflexão. Após um ciclo de expansão acelerado por preços altos e demanda externa, o setor agora encara margens mais estreitas, custos elevados e instabilidades geopolíticas. Segundo Marcelo Picoli, neste cenário de transição, os pilares que definem o sucesso do produtor incluem o foco na eficiência para recuperar a rentabilidade, investimentos em resiliência climática, robustez nos seguros agrícolas e o fortalecimento das cooperativas e estratégias de compras coletivas. Ao mesmo tempo, tendências como os biocombustíveis, créditos de carbono, inteligência artificial e rastreabilidade consolidam-se como as novas fronteiras de valor agregado e transparência exigidas pelo mercado. “Em 2026, o Brasil reafirma sua posição como celeiro do mundo, mas com uma transição: sai a força bruta da produção e entra a excelência da gestão”, ressalta Picoli. Soluções para o agronegócio Para auxiliar estudantes e produtores neste contexto, a BeAgro Integrado — primeira vertical do agronegócio no Brasil — terá um espaço exclusivo no evento. A BeAgro Integrado oferece soluções para a carreira do acadêmico de Agronomia, desde a graduação até a vida profissional, desenvolve ciência, tecnologia e auxilia quem atua no campo. Outro grande diferencial oferecido pelo Centro Universitário Integrado é o programa de dupla titulação, em parceria com o Instituto Politécnico de Santarém (Portugal). A iniciativa permite que os estudantes obtenham o diploma de Agronomia pelo Integrado e o diploma de mestre em Agronomia em Portugal, ampliando oportunidades nos mercados brasileiro e europeu. “Com todos esses atrativos, ajudamos a desenvolver ainda mais o segmento no Brasil. A XXIII Feira Agropecuária Integrado é a oportunidade ideal para conectar visitantes às principais tendências do agronegócio”, complementa Marcelo Picoli. Serviço O que: XXIII Feira Agropecuária Integrado Quando: Dias 27 e 28 de março, das 9h às 17h Onde: No Eco Campus do Centro Universitário Integrado [Rua Lauro de Oliveira Souza, 440, Área Urbanizada II, Campo Mourão-PR] Quanto custa: A entrada é gratuita Sobre o Centro Universitário Integrado O Centro Universitário Integrado oferta ensino superior de excelência. A instituição tem nota máxima (5) no Ministério da Educação (MEC), é reconhecida como o melhor Centro Universitário do Paraná (CPC/MEC) e figura entre as mais sustentáveis do Brasil (ranking UI GreenMetric). Sediado em Campo Mourão (PR), com presença no Paraná, Mato Grosso do Sul e Amapá, o Centro Universitário Integrado proporciona educação de vanguarda em mais de 60 cursos de graduação — incluindo Medicina, Agronomia, Odontologia e Direito — e em mais de 70 cursos de pós-graduação. A formação multidisciplinar oferecida ajuda a transformar vidas e está conectada às demandas do mercado global. A instituição de ensino superior possui estrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, ecossistema próprio de inovação, pesquisa e fomento ao empreendedorismo, frente de investimento em startups, professores mestres e doutores com vivência prática e experiência profissional. O Centro Universitário Integrado faz parte do Grupo Integrado, que em 2026 completa 40 anos e engloba o Colégio Integrado, o Instituto Integrado de Ciência e Tecnologia (IN2), a Integrado Genética, as plataformas Super Professor e Coonect.se e a Faculdade Integrado de Macapá. Sugestão de legenda XXIII Feira Agropecuária em Campo Mourão (PR) vai reunir, nos dias 27 e 28 de março, cerca de 120 empresas e apresentar as novidades do setor; público esperado é de 6 mil visitantes Crédito das fotos Centro Universitário Integrado Relacionamento com a imprensa | www.grupointegrado.br Mem Comunicação - www.memcomunicacao.com.br João Alécio Mem – (41) 9 9124-9748 joaoalecioassessoria@gmail.com Marlise Groth Mem - (41) 9 9908-0511 marliseassessoria@gmail.com Jornalismo / Assessoria de Imprensa / Consultoria em Comunicação e Eventos / Produção e Revisão de Conteúdo @mem_e_mem_agencia_de_noticias](https://eaemaq.com.br/wp-content/uploads/2026/03/BeAgro-4-300x200.png)


