Acelen Renováveis e Unimontes desenvolvem protocolo inovador de germinação da macaúba
Conquista é mais um avanço significativo na produção de biocombustíveis sustentáveis a partir dessa planta brasileira, de alto poder energético e que é até 10x mais produtiva por hectare plantado do que a soja
A Acelen Renováveis, empresa de energia, anuncia em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a criação de um novo protocolo de germinação da macaúba. A companhia aposta em um ambicioso e inédito projeto focado na produção de combustíveis renováveis – combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO) – a partir dessa planta brasileira ainda não domesticada.
Com investimento inicial de US$ 3 bilhões na primeira planta integrada, a Acelen Renováveis criou um ecossistema robusto e integrado de parceiros dedicados a fomentar conhecimento e inovação, com o foco em desenvolver a cultura da macaúba, desde a germinação até a produção em larga escala. Com isso, a empresa oferece uma solução para a descarbonização do setor aéreo, e atuará como protagonista da transição energética global.
Na Unimontes, o time Agro da Acelen Renováveis se reuniu com pesquisadores da instituição para dar início a mais uma importante etapa do projeto. Tradicionalmente, a germinação da macaúba enfrentava desafios devido à dormência das sementes, exigindo processos como a escarificação para estimular o crescimento. O novo protocolo elimina a necessidade dessa etapa, simplificando o processo e aumentando significativamente a taxa de germinação.
Essa inovação, considerada pelos estudiosos uma verdadeira quebra de paradigma, promete transformar a produção de biocombustíveis sustentáveis no Brasil e é resultado da colaboração entre a equipe de Agro da empresa, o consultor técnico Francisco Peralta e a equipe de pesquisa da Unimontes, liderada pelo professor Leonardo Ribeiro.
“Essa abordagem não reduz apenas o tempo e os custos envolvidos, mas também diminui os riscos de contaminação, resultando em mudas mais saudáveis e produtivas. Um avanço significativo na cadeia produtiva”, explica Victor Barra, diretor de Agronegócio da Acelen Renováveis.
Os testes conduzidos pela equipe da Unimontes demonstraram taxas de germinação superiores a 50%, um salto impressionante em comparação aos métodos anteriores. Esse resultado é atribuído à aplicação de técnicas avançadas de manejo e ao profundo conhecimento da fisiologia da planta, áreas em que a Acelen Renováveis e a Unimontes possuem vasta experiência.
“Este novo protocolo é um divisor de águas para a produção de macaúba. Ele não apenas otimiza o processo de germinação, mas também estabelece um novo padrão de eficiência e sustentabilidade na produção de biocombustíveis”, afirma Victor.
Com os resultados promissores obtidos em laboratório, o próximo passo será a realização de testes em escala industrial de produção de sementes por meio de ensaios pilotos. Essa fase é essencial para validar a aplicabilidade do protocolo em ambientes de produção real, garantindo sua eficácia e viabilidade em larga escala.
O professor Leonardo Ribeiro, da Unimontes, destaca a importância dessa parceria com a Acelen Renováveis. “Tem sido fundamental para o avanço das pesquisas realizadas há 20 anos na universidade, abrindo perspectivas para a aplicação dos conhecimentos gerados na construção de tecnologias que viabilizem a transição energética a partir de espécies nativas”, destaca.
A inovação reforça o compromisso da Acelen Renováveis com a pesquisa aplicada e a sustentabilidade, pilares fundamentais para o desenvolvimento do setor de biocombustíveis. Com investimentos significativos em pesquisa e desenvolvimento, a empresa continua a liderar iniciativas que promovem a transição energética e o crescimento econômico sustentável no Brasil.
O projeto da Macaúba da Acelen Renováveis
A macaúba é uma planta brasileira de alto poder energético, que é de 7 a 10x mais produtiva por hectare plantado em comparação à soja. Da semente ao combustível, a Acelen vai transformar pastagens degradadas em plantações de macaúba para a produção de 1 bilhão de litros de combustíveis por ano em sua primeira planta na Bahia. Vale destacar que os biocombustíveis da Acelen serão totalmente drop in e com potencial de reduzir 80% das emissões de CO2, em comparação aos combustíveis fósseis, isso sem considerar o sequestro de carbono.
Outro ponto importante é o cultivo de macaúba em 180 mil hectares de pastagens degradadas em Minas Gerais e na Bahia, considerando que 20% dessas plantações serão destinadas à parceria com agricultura familiar e pequenos produtores. Além da geração de 85 mil empregos para a implementação de uma nova cadeia produtiva, conforme prevê estudo da FGV, com a injeção de US$ 40 bilhões na economia brasileira.
O projeto de macaúba da Acelen vai criar oportunidades econômicas e sociais desde a germinação da semente até a distribuição dos combustíveis, tornando a companhia um vetor de desenvolvimento sustentável.