Acordo UE–Mercosul abre caminho para investimentos europeus em energia limpa e data centers no Ceará

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul volta ao centro do debate e reacende expectativas de expansão comercial e atração de investimentos para o Brasil, com impactos diretos para o Ceará. Um dos principais vetores dessa aproximação é o Porto do Pecém, que mantém forte relação com a Europa e tem como parceiro estratégico o Porto de Rotterdam, o maior da região europeia. O acordo comercial foi assinado em janeiro pelos líderes dos Estados-membros dos dois blocos, além de parceria estratégica entre o Porto de Sines (Portugal) com TLSA (Grupo CSN Infraestrutura).
Segundo o diretor comercial da Tecer Terminais, Carlos Alberto Nunes, o acordo fortalece a ligação logística e econômica entre a América do Sul e a Europa, criando um ambiente favorável para novos negócios no Estado. O Porto do Pecém já opera contratos com empresas europeias ligadas à produção de energia limpa, data centers e projetos estruturantes, como os desenvolvidos pelas multinacionais fabricantes de equipamentos eólicos europeus e asiáticos com projetos fechados nos estados do Ceará e Piauí. “O Porto do Pecém já está inserido em um ecossistema europeu de negócios, com contratos em áreas como energia limpa, data centers, projetos eólicos e projetos solares. Com o acordo UE–Mercosul, essa conexão com a Europa tende a se fortalecer e a atrair novos investimentos para o Ceará” , destaca.
Esse ecossistema tende a se expandir com o lançamento de novos parques eólicos no Ceará e Piauí, ampliando a presença europeia no Estado e consolidando o Porto do Pecém como hub estratégico nessa relação entre os continentes. Embora os Estados Unidos ainda sejam o principal parceiro comercial do Ceará, o acordo UE–Mercosul abre espaço para a diversificação de mercados, especialmente em áreas como hidrogênio verde, energia renovável, tecnologia e infraestrutura logística com o início da Ferrovia Transnordestina abri as possibilidades nas movimentações de granéis sólidos via o seu Terminal Nelog para as cargas soja, milho, farelo e os minérios de ferro, manganês e outros.






