Após safra de 361,7 milhões de toneladas, manutenção preventiva prepara caminhões para novo ciclo

Após safra de 361,7 milhões de toneladas, manutenção preventiva prepara caminhões para novo ciclo

Especialista da Castrol explica como o período entre safras pode ser aproveitado para revisar a frota e reduzir custos causados por desgaste e paradas inesperadas

Após safra de 361,7 milhões de toneladas, manutenção preventiva ajuda a preparar caminhões para novo ciclo

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas, segundo estimativa divulgada em setembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com o ciclo entrando em sua reta final e a safra 2026/27 já no horizonte, o setor já começa a se preparar para uma nova temporada de alta movimentação. A Conab projeta que a produção brasileira de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas na safra 2026/27, 1,4% acima do volume estimado para o ciclo atual.

Para os caminhões que passaram meses envolvidos no transporte de cargas agrícolas, a transição entre os ciclos também representa um momento de atenção à manutenção. O uso contínuo em condições severas pode acelerar o desgaste de componentes e do próprio lubrificante, tornando a revisão preventiva importante para preservar o desempenho e a disponibilidade da frota antes de um novo período de alta demanda.

Segundo Wellington Santos, técnico em implantação de tecnologia da Castrol, o lubrificante exerce um papel técnico fundamental no funcionamento do motor e de outros sistemas do caminhão. “Em regimes severos, o óleo precisa manter a formação do filme lubrificante mesmo sob altas cargas e temperaturas. Quando isso não acontece, há aumento do atrito e desgaste acelerado dos componentes”, explica o especialista.

Operação severa exige atenção redobrada

Ao longo dos meses de maior movimentação da safra, caminhões podem acumular longos períodos de operação, transporte contínuo de cargas elevadas e exposição a altas temperaturas e poeira. O impacto desse ritmo de trabalho pode causar a degradação do lubrificante, fazendo com que ele perca gradualmente propriedades importantes para a proteção do motor.

Com a aproximação de um novo ciclo agrícola, esse histórico de uso reforça a importância de revisar as condições do óleo e seguir os intervalos de manutenção indicados pelo fabricante para preservar a confiabilidade do veículo.

Formulações mais avançadas, com aditivos detergentes e antioxidantes — presentes em linhas desenvolvidas para motores diesel pesados, como a família Castrol CRB — contribuem para manter o motor mais limpo e estável por mais tempo, especialmente em operações intensas.

“Além de perder a capacidade de proteção, um lubrificante inadequado pode favorecer a formação de borra, prejudicando a dissipação térmica e o funcionamento geral do sistema”, afirma Santos.

Impactos diretos no desempenho e no consumo

O uso de óleo inadequado não afeta apenas a durabilidade do motor, mas também o desempenho do caminhão e o consumo de combustível. Com o aumento do atrito interno, o motor precisa trabalhar mais para entregar a mesma performance.

“Esse esforço adicional impacta diretamente o consumo de combustível e a eficiência da operação. Ao mesmo tempo, a formação de depósitos pode comprometer a combustão e reduzir o rendimento do veículo”, destaca.

Outro ponto crítico é a disponibilidade da frota. O desgaste acelerado aumenta o risco de falhas e paradas não programadas, o que pode gerar prejuízos logísticos, principalmente em períodos de alta demanda.

Componentes mais sensíveis e erros comuns que aumentam custos

Entre os sistemas mais afetados por uma lubrificação inadequada estão o motor (especialmente pistões, anéis, camisas e válvulas), além da turbina, que opera em altas rotações e temperaturas. Além disso, transmissão, eixos e diferenciais também exigem atenção.

“Cada sistema tem necessidades específicas. No caso da transmissão, por exemplo, é fundamental utilizar fluidos com controle adequado de fricção para garantir trocas de marcha suaves e menor desgaste”, explica Santos. Tecnologias mais recentes, como as aplicadas em fluidos de transmissão da linha Castrol Transmax, utilizam moléculas de controle ativo que ajudam a ajustar o comportamento do lubrificante conforme a carga e a pressão.

Entre os equívocos mais frequentes está a escolha do lubrificante baseada apenas no preço, desconsiderando as especificações técnicas exigidas pelo fabricante. Outro problema recorrente é a mistura de produtos incompatíveis ou o uso de intervalos de troca inadequados.

Como escolher o lubrificante correto e intervalo de troca

A principal recomendação é seguir rigorosamente as orientações do fabricante do veículo, que indicam as especificações técnicas adequadas, como viscosidade e classificações internacionais. Também é importante garantir a procedência do produto.

Lubrificantes de maior qualidade são desenvolvidos para resistir melhor à oxidação, manter a viscosidade estável e controlar a formação de depósitos. Isso permite maior durabilidade do produto e, em alguns casos, a ampliação dos intervalos de troca, desde que haja validação técnica.

“Quando bem aplicado, o lubrificante contribui para reduzir o desgaste dos componentes e aumentar a previsibilidade da operação, o que impacta diretamente o custo total da frota. “Verificar certificações, lacres e a confiabilidade do fornecedor é essencial. Lubrificantes com histórico técnico comprovado e desenvolvimento contínuo tendem a oferecer mais segurança para a operação”, explica.

Como preparar o caminhão para o próximo ciclo

Para preservar o desempenho após a longa safra e preparar o veículo para  novo ciclo, algumas práticas são essenciais:

  • Seguir as recomendações do fabricante;
  • Ajustar os intervalos de troca para condições severas;
  • Monitorar regularmente o nível e a aparência do óleo;
  • Utilizar fluidos específicos para cada sistema;
  • Priorizar a manutenção preventiva.

“Mais do que um item de manutenção, o lubrificante é um componente estratégico para o funcionamento do caminhão. Em operações intensas como as da safra, a escolha correta do óleo e o respeito aos intervalos de troca são determinantes para evitar prejuízos, aumentar a eficiência e garantir a continuidade da operação”, finaliza Santos.

Sobre a bp/Castrol

Empresa do grupo bp, há mais de 125 anos a marca Castrol é sinônimo de qualidade e vanguarda em lubrificantes para todas as aplicações. Fundada na Inglaterra, a empresa acompanhou o nascimento da indústria automobilística, adiantando-se às suas necessidades, produzindo lubrificantes de qualidade premium para todos os tipos de motores de veículos. Presente no Brasil desde 1957, a Castrol tem seu escritório administrativo em São Paulo e presença em todo o Brasil por meio de seus distribuidores. SAC Castrol: 0800 7040720. A bp está presente no Brasil há mais de 50 anos e atua nos segmentos de exploração de petróleo e gás natural, no fornecimento de gás, produção de biocombustíveis e bioenergia, por meio da bp bioenergy, fornecimento de combustível para aviação e marítimo, lubrificantes por meio da Castrol, comercialização de energia e combustíveis, energia solar (Lightsource bp), além de atuar via joint-ventures em geração termoelétrica (GNA), tancagem e logística de combustíveis (Opla),  e distribuição de combustíveis marítimo (Efen).

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