Biosolvit, startup do BMG UpTech, vai produzir em larga escala resina feita…

Biosolvit, startup do BMG UpTech, vai produzir em larga escala resina feita a partir de garrafas PET para controle ambiental na mineração

Produto foi desenvolvido pela Vale e pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e deve chegar às plantas da mineradora em Minas Gerais em 2025

Biosolvit, startup do BMG UpTech,

A Biosolvit – startup brasileira que integra a carteira do BMG UpTech e apresenta soluções em biotecnologia aplicadas ao desenvolvimento de novos materiais – recebeu o aval da mineradora Vale para produzir em larga escala um supressor sustentável, à base de plástico PET. O material vai atuar como um “controlador ambiental”, diminuindo a emissão de poeira nas operações de mineração da empresa. O novo produto vai substituir os supressores utilizados atualmente, que podem ser feitos de celulose ou glicerina.

O supressor é fruto de pesquisas científicas, uma união entre a academia e a indústria. Os estudos e os testes começaram a ser desenvolvidos em 2013 pela Vale, em conjunto com pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Agora, por meio de uma sublicença da patente, concedida pela Vale para a Biosolvit, a startup conseguirá produzir o produto em sua fábrica localizada em Cariacica (ES).

A grande ‘virada de chave’ desse supressor é que ele será confeccionado a partir de plástico PET reciclado, oriundo de cooperativas de agentes ambientais que processam materiais recicláveis. “A produção do supressor vai aproveitar também outros materiais que seriam descartados, como o plástico PET de bandejas e garrafas de todas as cores, a exemplo das pretas e de bebidas energéticas, que são pouco recicladas e acabam enterradas em aterros sanitários”, diz o CEO da Biosolvit, Guilhermo de Queiróz.

Resina sobre pilhas de minério – Para produzir o supressor, a Biosolvit usa o plástico PET reciclado e faz uma micronização para transformá-lo em partículas bem menores. “A partir daí, a segunda etapa é transformá-lo em resina. Depois, essa resina, quando aplicada em pilhas de minério de ferro e carvão, forma uma película protetora que não apenas evita a emissão de poeira, mas também diminui drasticamente o descarte de resíduos”, explica Queiroz.

Além de assegurar a eficiência no controle ambiental, o equipamento tem potencial para retirar do meio ambiente, todos os meses, mais de 1 milhão de garrafas PET para a produção no Espírito Santo, e deve alcançar uma produção de 400 mil litros/mês de supressor em 2024. “O volume pode chegar a 2 milhões de garrafas em 2026, com a expansão prevista para outras operações, que vão demandar 780 mil litros de supressor no total”, diz Guilhermo de Queiróz. O supressor começará a ser aplicado nas plantas da Vale no Espírito Santo e, em 2025, a produção deve ser ampliada para as operações da empresa em Minas Gerais

Catadores Reunes – Além de ser uma solução sustentável, o produto será fonte de renda para associações de catadores de material reciclável da Grande Vitória. A Vale, em parceria com a Rede de Economia Solidária dos Catadores Unidos do Espírito Santo (Reunes), criou o projeto Reciclo, que realiza ações para melhorar a estrutura física, a gestão e a comercialização do material, além de incentivar a coleta seletiva em condomínio e empresas.

Ao todo, 580 pessoas já foram beneficiadas com o projeto, que está sendo realizado em 12 associações em seis municípios do Espírito Santo. O investimento em equipamentos, obras e capacitações chegou a R$ 1,7 milhão. A ação já resultou em aumento de renda dos catadores em cerca de 45%, chegando à média de R$ 1.338,00 por pessoa. 

“Estamos orgulhosos com a parceira entra a Biosolvit e a Vale, principalmente porque a solução apresentada é de alto valor agregado considerando seu propósito socioambiental. Além de dar destinação correta para as garrafas PET que poderiam parar em rios, córregos e aterros, a resina criada pela Biosolvit resolve uma questão relevante para a mineração. Este, certamente, é um produto escalável e aplicável a vários outros projetos similares no Brasil, quiçá, no mundo”, diz o CEO do BMG UpTech, Rodolfo Santos.

Sobre a Biosolvit

Startup que integra a carteira do BMG UpTech, corporate venture capital do Grupo BMG, um dos maiores grupos empresariais privados do país, com foco em inovação. A Biosolvit utiliza biomassa descartada ou dejetos industriais para criar soluções que aliam sustentabilidade e viabilidade econômica. Suas pesquisas a levaram a desenvolver o absorvedor de petróleo e derivados eficientes do mundo para remediação de acidentes com derramamento em solo ou no mar. Vencedora do Atlantic Awards, do Bio Latin Awards, finalista no Grands Prix de l’Innovation de Paris e vencedora da Etapa Brasil da Startup World Cup, todos em 2018, a Biosolvit tem expandido seus negócios na América Latina, América do Norte e Europa.

Sobre o BMG UPTech
Corporate venture do Grupo BMG – um dos maiores e mais importantes grupos empresariais do país – com foco na inovação. Basicamente, o BMG UpTech identifica as startups cujos negócios sejam viáveis, investe no seu desenvolvimento e as coloca em contato com o mercado, ou seja, com possíveis compradores das soluções. A empresa já realizou mais de 800 investimentos em startups no Brasil e Estados Unidos, juntamente à Bossanova Investimentos, companhia de micro venture capital da qual é sócio.

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