Brasil e Canadá estreitam laços nas relações comerciais para o setor de mineração e discutem oportunidades de negócios entre os países
Especialistas e representantes do mercado se reuniram em Brasília, durante evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá; regulamentação, inovação tecnológica e ESG foram temas das discussões
A mineração é um setor estratégico para a economia global, fornecendo insumos essenciais para diversas indústrias, da construção civil à alta tecnologia. No Brasil, a abundância de recursos minerais coloca o País em uma posição privilegiada no mercado internacional, especialmente na produção de minerais críticos, como lítio, níquel, cobalto e terras raras. Esses insumos são fundamentais para a transição energética, fabricação de baterias, semicondutores e outras aplicações de alto valor agregado.
A visão do Ministério de Minas e Energia sobre a relação entre Brasil e Canadá no setor mineral é que, de fato, este se torna estratégico por ser repleto de oportunidades de negócios. “O Canadá é referência global em mineração, não apenas pela expertise na exploração e nos investimentos, mas também pelo modelo de integração com comunidades locais e pelo desenvolvimento sustentável do setor.
O Brasil, com sua vasta riqueza mineral, busca aprimorar sua regulamentação e expandir sua participação na cadeia de valor, agregando tecnologia e inovação à exploração de recursos estratégicos”, afirmou Anderson Barreto Arruda, Diretor do Departamento de Planejamento e Política Mineral no Ministério de Minas e Energia, durante evento que repercutiu o Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC), promovido, em Brasília, pela Câmara do Comércio Brasil-Canadá (CCBC), na última quinta-feira, dia 20.
O PDAC se destaca como a principal conferência global do setor. Realizado anualmente em Toronto, o evento reúne especialistas, investidores e autoridades para discutir tendências, regulamentação e inovação na mineração. Em 2025, os debates reforçaram a necessidade de aprimorar políticas públicas, garantir segurança jurídica e ampliar o acesso a mercados de capitais, pontos estratégicos para a competitividade do Brasil.
No País, a demanda por minerais estratégicos cresce em ritmo acelerado, impulsionando discussões sobre regulamentação, sustentabilidade e oportunidades de investimento. No Chapter Brasília, com sede no escritório da Mattos Filho Advogados, reuniu na última semana especialistas e representantes do setor para analisar os principais temas abordados na conferência e projetar desafios já para 2026.
O evento contou com a participação de autoridades governamentais brasileiras e canadenses, mineradoras, investidores e escritórios de advocacia especializados. No encontro, foram discutidos temas como inovação tecnológica, ESG e segurança jurídica no setor mineral.
No painel “PDAC 2024 – Projeções & Tendências”, especialistas como Augusto Pires (ADIMB) e Guillaume Légaré (Toronto Stock Exchange & TSV Venture Exchange) analisaram os impactos da conferência para o Brasil.
“Tivemos 2 mil visitantes no pavilhão do Brasil no PDAC, pessoas que buscam informações. Recebo demandas de todo tipo: parcerias em projetos, tecnologia e desenvolvimento empresarial. Contamos com a participação de 28 empresas e 4 instituições na delegação brasileira. Esses números demonstram que estamos crescendo. Estamos no PDAC para mostrar o Brasil ao mundo”, afirmou Augusto Pires, coordenador de Projetos da Agência para o Desenvolvimento e Inovação do Setor Mineral Brasileiro.
Já o painel “PDAC 2025 – Perspectivas dos setores Corporativo e Regulatório” trouxe a participação de Cinthia Rodrigues (Ibram), Adriano Drummond Trindade (Mattos Filho Advogados) e Carlos Borel (CBPM) sobre os desafios e estratégias para fortalecer a mineração brasileira. A mediação foi conduzida por Tiago de Mattos, coordenador do Chapter da CCBC em Minas Gerais.
No painel, Cinthia Rodrigues, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento no Instituto Brasileiro de Mineração, disse: “O investidor continua atrás de informações qualificadas. Nessa edição do PDAC, pudemos constatar que o Brasil oferece informações de qualidade tanto do ponto de vista do governo quanto do setor privado. A qualidade da informação que o Brasil pode apresentar aos investidores vem crescendo, e isso é positivo para todos os ecossistemas. Uma série de stakeholders busca essa interação e integração.”
Encerrando o evento, os participantes tiveram a oportunidade de ampliar seu networking e discutir possíveis parcerias estratégicas. O Pós-PDAC reforçou a importância da cooperação entre Brasil e Canadá no setor mineral e destacou o protagonismo da CCBC na promoção de debates relevantes para a indústria.
Sobre a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC):
A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) é uma organização independente, mantida pelo setor privado e sem fins lucrativos, fundada em 1973. Há 52 anos, a CCBC aproxima pessoas, empresas, instituições públicas e privadas de vários setores nos dois países. Com escritórios no Brasil e no Canadá, a instituição atua na construção de conexões para alavancar negócios, investimentos, estimular a inovação, o intercâmbio tecnológico e cultural bilateral.
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