Brasil tem potencial para liderar produção sustentável de minerais críticos, diz Ana Sanches
Presidente do Conselho Diretor do IBRAM, a CEO da Anglo American participou da abertura do Fórum Brasil-EUA sobre Minerais Críticos.
Fonte: IBRAM
A presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e CEO da Anglo American Brasil, Ana Sanches, destacou o potencial do Brasil para se consolidar como fornecedor estratégico de minerais críticos e referência em mineração sustentável durante a abertura do Fórum Brasil-EUA sobre Minerais Críticos, realizado nesta quarta-feira (18), em São Paulo.
Segundo ela, o país reúne vantagens competitivas importantes, como a riqueza de recursos minerais, o potencial geológico e a experiência em produção responsável. “O Brasil contribui com seus recursos minerais, seu potencial geológico e sua produção responsável. O desafio hoje é transformar esse potencial em projetos competitivos e sustentáveis”, afirmou.
De acordo com Ana Sanches, três fatores são fundamentais para esse avanço: segurança regulatória, infraestrutura adequada e acesso a financiamento de longo prazo. “No IBRAM, trabalhamos para que a mineração brasileira se torne um benchmark global em sustentabilidade e na produção de minerais essenciais para a transição energética”, destacou.

A executiva também ressaltou que o setor precisa avançar em qualidade e agregação de valor e não apenas em volume. “O objetivo é consolidar os minerais brasileiros como produtos de alto valor agregado, associados a elevados padrões ESG, boa governança e respeito às comunidades. O futuro competitivo do Brasil está na eficiência energética, na inovação e no crescimento sustentável”, disse.
Transformação do setor mineral
Ana Sanches destacou que a transformação da mineração já está em andamento, com investimentos na redução de emissões, na eletrificação de equipamentos, na ampliação do uso de energia renovável e no desenvolvimento de tecnologias para reduzir impactos ambientais. Segundo ela, o Brasil pode ir além da extração e se posicionar de forma estratégica em etapas mais avançadas da cadeia produtiva. “O Brasil tem capacidade de agregar valor, investir em inovação e fortalecer o desenvolvimento industrial. Isso exige estruturas financeiras sofisticadas e mecanismos adequados de mitigação de riscos”, explicou.
Ana Sanches reforçou também que a transição energética depende do fornecimento responsável de minerais críticos e que o Brasil pode assumir protagonismo nesse cenário. “O mundo está redesenhando suas cadeias de produção. O Brasil tem condições de se tornar um fornecedor estratégico global”, afirmou.






