BSBIOS prepara a infraestrutura em nova área para iniciar a construção da biorrefinaria Omega Green no Paraguai

O projeto foi declarado de “Interesse Institucional do País” conforme informado pelo Ministro da Indústria e Comércio, Luis Alberto Castiglioni, a Erasmo Carlos Battistella, CEO do ECB Group, durante a reunião com o Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez
A BSBIOS Paraguai, empresa do ECB Group, começou neste mês de novembro de 2021 as obras de infraestrutura para estabelecimento de vias internas e de acesso, assim como todo o cercamento da área que abrigará o projeto Ômega Green, mega complexo com investimento estimado em US﹩ 1 bilhão, que envolve a primeira planta de biocombustíveis avançados (HVO e SPK) de segunda geração do Hemisfério Sul.
Uma base também está em construção para a instalação da oficina e dos depósitos da empresa responsável pela preparação do terreno para o início da construção. A operação da biorrefinaria está prevista para 2025.
A atualização do projeto foi informada diretamente ao presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez , em encontro realizado nesta segunda-feira (15/11). Na oportunidade, o ministro de Indústria e Comércio, Luis Alberto Castiglioni, entregou a Erasmo Carlos Battistella, CEO do ECB Group, a Resolução nº 723 que declara “de Interesse Institucional o Projeto de Investimento Omega Green” .
“A declaração de apoio institucional do Estado Paraguaio ao projeto reafirma nossa parceria com o país e define o Omega Green como de interesse nacional, fortalecendo sua imagem frente às agências de investimentos internacionais”, celebra Battistella. Segundo ele, “essa distinção reflete a importância de uma iniciativa que gera empregos e PIB verdes”.
O documento do Governo do Paraguai estabelece que o projeto “representará um alto impacto na economia nacional e local, por se tratar de um empreendimento que tem como objetivo o desenvolvimento socioeconômico da região, a geração de empregos diretos e indiretos da construção até o pleno funcionamento do projeto, por possibilitar o encadeamento produtivo entre setores agrícolas industriais e de serviços e promover o aproveitamento dos recursos energéticos e naturais do nosso país para gerar produtos de exportação com alto valor agregado e de tecnologia avançada”.
Também estiveram presentes no encontro o Ministro assessor de Assuntos Estratégicos de Presidência, Federico González, o Presidente da Itaipu Paraguai, Manuel Maria Caceres, a Conselheira da Itaipu, Sra. Liz Cramer, e o Superintendente de Relações Institucionais do ECB Group, Ricardo Feistauer.
Novo terreno é sete vezes maior que o anterior
As obras iniciais do projeto Omega Green começaram em um novo terreno de 484 hectares adquirido pela empresa em Villeta, a 45 quilômetros de Assunção, capital do Paraguai. A área fica a 5 quilômetros da anterior, que tinha 70 hectares, com a vantagem de fazer uma fronteira de 220 metros, por um lado, com a rodovia (Rutta Villeta-Alberdi), e por outro, com uma faixa maior de margem do rio Paraguai. Outra vantagem é estar localizado a cerca de 100 metros de uma subestação de energia (Subestación Buey Rodeo).
“O terreno nos traz a oportunidade de abrigar ampliações futuras, com espaço mais amplo para o desenvolvimento do porto, além de permitir receber parceiros estratégicos que possam investir em atividades afins”, explica Battistella. Segundo ele, a proximidade com a rodovia asfaltada e com a subestação de energia também reduz custos operacionais para o projeto. O terreno contará com 100 hectares de Área de Permanente de Preservação (APP), mantendo a identidade do bioma atual.
Com a posse definitiva do terreno, a mudança da área foi aprovada no regime de Zona Franca definido pelo Governo do Paraguai em 15 de setembro de 2020 para o projeto Ômega Green, o que garante a manutenção das condições legais do projeto por um prazo de 30 anos, renováveis por mais 30, reforçando a segurança econômica para o investimento.
Lançado em fevereiro de 2019, o projeto Ômega Green é o maior investimento privado da história do Paraguai e contempla a construção da primeira planta de biocombustíveis avançados do Hemisfério Sul. Nele, serão produzidos diesel renovável ou HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado, e querosene de aviação renovável ou SPK, combustíveis que emitem menos gases de efeito estufa e que serão destinados à exportação para os Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia.






