
Como a inteligência operacional está redefinindo o planejamento de máquinas para 2026 no setor de papel e celulose

*Por Vinicius Callegari Co-Fundador da GaussFleet
O planejamento de máquinas móveis no setor de papel e celulose passa por uma mudança estrutural em 2026. Pressionadas por metas de eficiência, sustentabilidade e previsibilidade industrial, as empresas estão abandonando modelos baseados em estimativas e margens de segurança excessivas e adotando uma abordagem orientada por inteligência operacional.
Historicamente, o dimensionamento de frota foi construído a partir de médias históricas e contratos fixos, o que resultou em altos níveis de ociosidade e custos elevados. Com a digitalização das operações, dados reais de uso das máquinas — como horas efetivas, ciclos produtivos, turnos e disponibilidade — passaram a revelar onde a frota está subutilizada e onde há gargalos operacionais.
A inteligência operacional conecta esses dados ao contexto da cadeia de papel e celulose, integrando informações da floresta, do transporte e dos pátios de madeira ao ritmo da produção industrial. Essa visão integrada permite planejar máquinas com base na demanda real da fábrica, reduzindo riscos de falta de abastecimento ou excesso de ativos improdutivos.
Outro avanço relevante para 2026 é o uso de simulações operacionais. Em vez de trabalhar com folgas excessivas, as empresas conseguem testar cenários de mudança de turnos, novas frentes de colheita, variações logísticas e impactos climáticos, antecipando a real necessidade de máquinas antes da tomada de decisão.
A redução da ociosidade passa a ser um dos principais ganhos do novo modelo. Com maior visibilidade, a frota pode ser redistribuída de forma mais eficiente, gerando impacto direto nos custos, no consumo de combustível e nas emissões — fatores críticos para o cumprimento das metas ESG do setor.
Com o apoio de inteligência artificial, o planejamento torna-se ainda mais preciso. Algoritmos identificam padrões de operação, antecipam picos de demanda e apoiam decisões sobre compra, venda ou locação de equipamentos.
Em 2026, o planejamento de máquinas no setor de papel e celulose deixa de ser um exercício estático e passa a ser um processo contínuo, dinâmico e orientado por dados. Mais do que uma evolução tecnológica, trata-se de uma mudança de mentalidade: planejar melhor para operar com mais eficiência, sustentabilidade e previsibilidade.
*Vinicius Callegari é Co-Fundador da GaussFleet, maior plataforma de gestão de máquinas móveis para siderúrgicas e construtoras.






