Consumo de máquinas e equipamentos cresce 1,2% em março, aponta ABIMAQ na Agrishow

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apresentou, durante coletiva na Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, novos dados sobre o desempenho do setor. O destaque ficou para a alta de 1,2% no consumo de máquinas e equipamentos em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a entidade, o total importado atingiu US$ 3,1 bilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 1999.
Em março, as importações avançaram 21,4%, impulsionadas principalmente pela expansão de componentes e de máquinas voltadas à extração de petróleo. No acumulado do primeiro trimestre, o crescimento de 4,2% está relacionado à maior demanda por máquinas rodoviárias e por equipamentos para movimentação e armazenamento de materiais, cujas importações cresceram 20% e 28%, respectivamente.
O nível de utilização da capacidade instalada do setor de máquinas e equipamentos também apresentou avanço. Houve crescimento de 1,4% em relação a fevereiro, alcançando 79,9% em março de 2026, patamar 2,3% superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando estava em 77,6%. O resultado indica que as fábricas de máquinas e equipamentos estão operando perto de 80% do seu potencial produtivo.
Nos últimos 12 meses, foram criados 122,594 mil empregos, com variação positiva de 6,5% em relação ao período anterior. De acordo com Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da ABIMAQ, as empresas têm optado por preservar sua mão de obra. Mesmo com a queda nas vendas, o cenário ainda não justifica demissões, mantendo a expectativa de melhora no curto prazo.
“O setor fala muito sobre a necessidade de ampliar em 30% as exportações de alimentos. No entanto, isso passa diretamente pela expansão da área plantada e, consequentemente, pela venda de máquinas. Por isso, a avaliação é de que o momento atual seja passageiro. Uma mão de obra já treinada e qualificada dificilmente será dispensada”, conclui.






