Da lavoura às redes sociais: técnicos de campo ampliam sua atuação no agro
Programa-piloto da ICL selecionou 11 profissionais entre quase 50 inscritos e aposta na credibilidade técnica e na influência regional para aproximar a comunicação da realidade do campo

No agronegócio, influência não se mede apenas pelo número de seguidores. A relevância está também na capacidade de alcançar um público qualificado, construir credibilidade e gerar impacto real nas decisões do campo. É a partir dessa lógica que a ICL, líder em fertilizantes especiais, criou o Campo de Influência, programa de influenciadores internos que transforma a expertise de seus profissionais de campo em conteúdo relevante para o setor.
A primeira turma reúne 11 coordenadores de desenvolvimento de mercado (CDMs) e representantes técnicos de vendas (RTVs), selecionados entre quase 50 profissionais que se inscreveram voluntariamente para participar do projeto. A escolha considerou, entre outros aspectos, a representatividade de diferentes regiões e culturas, o conhecimento técnico, a proximidade com o produtor e a influência que alguns desses profissionais já exercem em suas microrregiões.
A iniciativa nasceu de um movimento que já acontecia de forma espontânea dentro da companhia. Profissionais do time de campo produziam vídeos, compartilhavam informações técnicas em suas próprias redes e, em alguns casos, já haviam construído audiências relevantes dentro dos nichos e regiões em que atuam. O programa busca organizar e ampliar essa atuação, aproximando a produção de conteúdo das prioridades de comunicação da marca sem eliminar a linguagem e a personalidade de cada participante.
“Nosso objetivo nunca foi olhar apenas para o número de seguidores, mas reconhecer uma influência que já existia. São profissionais que estão todos os dias no campo, conhecem profundamente as culturas, conversam com produtores e construíram credibilidade nas regiões onde atuam. O Campo de Influência nasce para ampliar essa autoridade também no ambiente digital, dando mais alcance a vozes que já são relevantes para o agro, sem perder a autenticidade e a forma própria de cada um se comunicar”, afirma Luciana Bordallo Rios, gerente sênior de Comunicação e Eventos da ICL.
Do campo para as redes
No Campo de Influência, o conceito de influência está menos associado ao tamanho absoluto da audiência e mais à capacidade de gerar informação relevante para públicos específicos. Em um setor segmentado por culturas e regiões produtoras, a companhia aposta no potencial de profissionais que podem não reunir milhares de seguidores, mas são reconhecidos tecnicamente por produtores, consultores e clientes de determinada região.
“No agro, muitas vezes estamos falando de uma influência muito qualificada e localizada. Um profissional pode ter uma audiência menor nas redes, mas ser uma referência para produtores de uma cultura ou de uma microrregião. Para nós, essa credibilidade tem muito valor porque nasce da experiência prática e de relações construídas no dia a dia do campo”, diz Luciana.
O programa também pretende humanizar a comunicação da companhia e ampliar a presença de pessoas que conhecem, na prática, as demandas do produtor. Segundo a ICL, a proximidade desses profissionais com a rotina das propriedades permite transformar conhecimento agronômico em conteúdos mais acessíveis e conectados às necessidades de diferentes regiões produtoras.
Capacitação sem discurso engessado
Conduzida pelo time de Marketing da ICL e pela Plata Digital, agência especializada em comunicação e marketing de influência no agronegócio, a capacitação da turma vem ocorrendo desde o final de julho. Os participantes receberam equipamentos e orientação para desenvolvimento de roteiros, captação e edição de conteúdo.
A proposta, porém, não é padronizar a maneira como esses profissionais se apresentam nas redes, mas apoiá-los para que desenvolvam sua presença digital cada vez com mais segurança, qualidade e autenticidade. Ao longo de todo o programa, a ICL estará próxima dos participantes, oferecendo capacitação, orientação e suporte técnico contínuo. Uma régua mensal orienta os assuntos prioritários da companhia e serve como ponto de partida para a criação dos conteúdos. A partir dessas diretrizes, cada participante desenvolve o próprio roteiro e mantém seu estilo de comunicação, sempre com o acompanhamento e validação da equipe de Marketing antes da publicação.
“Um dos cuidados desde o início foi não deixar a comunicação ‘quadradinha’. Se tirarmos a espontaneidade dessas pessoas, perdemos justamente aquilo que torna o conteúdo interessante. A marca orienta os temas e oferece suporte, mas queremos que cada profissional fale com a sua linguagem e a partir daquilo que efetivamente vive no campo”, explica Luciana.
Os conteúdos da régua de comunicação oficial serão publicados em colaboração com os canais da ICL. Ao mesmo tempo, os participantes continuam livres para produzir outros conteúdos em seus perfis pessoais e podem contar com o suporte do programa também nessas publicações.
Métricas vão além do número de seguidores
As primeiras publicações produzidas dentro da nova régua de comunicação iniciaram em setembro. O acompanhamento será feito mensalmente e incluirá número de conteúdos publicados, impressões e visualizações de Reels e Stories, crescimento de seguidores, taxa de engajamento — considerando curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos —, participação ativa dos influenciadores, e adesão a desafios extras e pautas relacionadas a temas do momento.
O Campo de Influência começa como um projeto-piloto brasileiro. A ICL pretende usar os resultados e os feedbacks da primeira turma para ajustar o modelo antes de definir novas etapas. A possibilidade de novas turmas e de expansão da iniciativa dependerá do desempenho dessa primeira experiência.
“Estamos começando com um piloto justamente porque queremos aprender. Vamos acompanhar os resultados, ouvir os participantes e entender quais formatos funcionam melhor. Existe um potencial grande de escala, inclusive para outros países, mas queremos construir o programa a partir do que essa primeira experiência nos mostrar”, afirma Luciana.
Para saber um pouco mais sobre o projeto clique aqui.
Sobre a ICL
O Grupo ICL é líder global em soluções para os setores agrícola, alimentício e industrial, utilizando seus recursos minerais exclusivos e vasta experiência para enfrentar os principais desafios de sustentabilidade relacionados à segurança alimentar e ao acesso a minerais essenciais. A ICL concentra-se em impulsionar o crescimento a longo prazo por meio de seus negócios especializados em agricultura e alimentos, gerenciando estrategicamente seus recursos minerais de bromo, potássio e fosfato. A força de trabalho global da ICL inclui aproximadamente 12 mil profissionais dedicados a expandir seus motores de crescimento e operar com eficiência – tanto estrutural quanto economicamente – mantendo e otimizando suas operações principais. As operações da empresa estão organizadas em quatro segmentos: Produtos Industriais, Potássio, Soluções de Fosfato e Soluções para Cultivo. As ações da ICL são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e na Bolsa de Valores de Tel Aviv (NYSE e TASE: ICL), e sua receita em 2025 totalizou mais de US$ 7 bilhões.
A ICL atua no Brasil de diferentes formas, desde a década de 1960, oferecendo um portfólio de negócios agrícolas com as marcas ICL, Aminoagro e Dimicron que engloba fertilizantes convencionais, fertilizantes de eficiência aprimorada e de liberação gradual, micronutrientes para solo e foliares, macronutrientes secundários, ação fisiológica, soluções biológicas, tratamento e suplementação de sementes, condicionadores de solo, adjuvantes e também produtos para a indústria. Oferece ainda um portfólio de Food and Phosphate, que engloba a produção de ácido fosfórico purificado, fosfatos para uso industrial e alimentício e misturas de ingredientes e aditivos alimentícios. Com oito unidades de produção, 14 centros de distribuição e três centros de inovação, onde conduz pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias, a ICL soma 1,4 mil colaboradores no País.






