Economia circular falha ao focar só em reciclagem e expõe limites de ações isoladas

Economia circular falha ao focar só em reciclagem e expõe limites de ações isoladas

Fragmentação de iniciativas e ausência de dados e métodos dificultam escala e transparência em projetos de circularidade no país
Pressão por rastreabilidade e comprovação de impacto desafia empresas e prefeituras na agenda ambiental

Economia circular falha ao focar só em reciclagem e expõe limites de ações isoladas

A reciclagem avançou, metas ESG se espalharam e iniciativas se multiplicaram, mas a economia circular segue com dificuldade para ganhar escala no Brasil. Um dos motivos é que o tema, na prática, foi tratado como uma sequência de ações isoladas, e não como um sistema contínuo, mensurável e replicável, capaz de responder a exigências crescentes de transparência e comprovação de impacto.

É a partir dessa avaliação que a startup SO+MA formaliza uma nova fase e reposiciona sua atuação no mercado. Conhecida por um programa de engajamento ligado à reciclagem, a empresa passa a ser uma plataforma de tecnologia e metodologia para acelerar a “cultura da circularidade”, combinando engajamento com gestão estruturada de dados, rastreabilidade e critérios de compliance.

“Engajar é o começo. Escalar impacto exige método, dados e tecnologia. A demanda hoje, tanto de empresas quanto de órgãos públicos, é por transparência e visibilidade do que está acontecendo na prática. É preciso rastreabilidade, saber de onde vem e para onde vai cada ação, e capacidade de responder a requisitos de compliance”, afirma Claudia Pires, CEO da SO+MA.

O reposicionamento ocorre num momento em que o mercado se fragmenta em soluções muito específicas. Há operadores focados em máquinas e equipamentos, outros em eventos e campanhas, e modelos concentrados em hubs voltados a alto volume e compra e venda de materiais. Para Claudia Pires, muitas dessas soluções funcionam dentro de um formato fechado e não endereçam o problema em todas as escalas.

“O problema do lixo existe em diferentes contextos, em bairros, fábricas e cidades, que tem interesses diferentes ao longo da cadeia. A circularidade precisa funcionar do consumidor final até cooperativas, poder público e iniciativa privada. Se você não cria um sistema que é adaptável para os diferentes cenários, conecta esses elos, entende suas “dores” e mede o que acontece, tende a ser algo pontual”, explica a executiva.

Na nova etapa, a SO+MA também passa a organizar sua oferta no modelo que o mercado chama de “software com serviço”. A executiva argumenta que, para gerar impacto, não basta disponibilizar uma plataforma como um SaaS tradicional, no qual o cliente contrata o software e opera sozinho desde o início, é necessária uma metodologia comprovada para implantar e acompanhar nos primeiros meses.

A empresa, fundada em 2015, sustenta o reposicionamento com resultados acumulados ao longo da operação. Segundo dados da SO+MA, foram 7.116 toneladas de materiais reciclados desviadas de aterros, mais de 63 mil pessoas engajadas, atuação em oito cidades e cinco programas ativos. A startup também registra R$ 2,8 milhões em economia aos participantes, com resgate de 328 mil itens, além de R$ 1,26 milhão em recursos financeiros destinados a cooperativas, adicionalmente ao material doado.

Para Claudia, o ponto fundamental é que a economia circular não se consolida apenas com conscientização ou comunicação, mas com uma estrutura que crie e sustente comportamento, gere transparência e possa ser replicada. “A SO+MA nasceu falando de hábito e reciclagem, e evoluiu para falar de sistema. Hoje, a gente soma tecnologia para mover a cultura da circularidade”, afirma.

Em 2026, a empresa vai intensificar a atuação em diferentes regiões do país e dialogar com setores que demandam previsibilidade e métricas claras, como indústria, varejo, marcas e gestão pública. “Não é sobre ‘assumir o Brasil todo’. É sobre ter uma metodologia que consegue escalar ao longo do tempo, influenciando hábitos com dados e transparência”, conclui a CEO da SO+MA.

Sobre a SO+MA
A SO+MA é uma startup brasileira de tecnologia e engajamento voltada a acelerar a cultura da economia circular. Atuando há 11 anos, desenvolveu soluções que combinam mobilização de pessoas, método e dados para apoiar cidades e empresas na construção de iniciativas com rastreabilidade, transparência e impacto mensurável.
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