Estudo publicado na STAB mostra aumento de 66% na produtividade da cana com fertilizante de calcário micronizado

Estudo publicado na STAB aponta aumento de 66% na produtividade da cana com fertilizante de calcário micronizado

Pesquisa conduzida pelo IAC em parceria com a Massari Fértil e Morro Verde comprova melhoria da fertilidade do solo em profundidade, maior desenvolvimento radicular e efeitos residuais superiores a um ano após aplicação

Estudo publicado na STAB mostra aumento de 66% na produtividade da cana com fertilizante de calcário micronizado

A construção de um solo fértil é um dos principais desafios da agricultura brasileira. Grande parte dos solos tropicais apresenta elevada acidez e baixa fertilidade natural, fatores que limitam o desenvolvimento das raízes e reduzem o potencial produtivo das culturas. Tecnologias capazes de corrigir essas limitações em profundidade ganham cada vez mais relevância para o aumento da produtividade e ganham cada vez mais relevância para o aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo.

Foi esse o desafio que motivou uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Agronômico (IAC) em parceria com a Massari Fértil e Morro Verde, cujos resultados foram publicados na revista STAB – Açúcar, Álcool e Subprodutos (Vol. 44), uma das principais publicações técnico-científicas do setor sucroenergético brasileiro.

Produtividade 66% maior

Os resultados foram expressivos: a produtividade da área tratada passou de 85,1 toneladas por hectare, no tratamento controle, com adubação NPK convencional, para 127,8 toneladas por hectare no tratamento com fertilizante micronizado, um ganho de aproximadamente 43 toneladas por hectare, ou 66% de aumento.

Além do desempenho produtivo, a pesquisa constatou melhorias significativas na fertilidade do solo, com aumentos nos teores de cálcio, magnésio, fósforo, pH e saturação por bases (V%). Esses efeitos foram observados até 25-30cm de profundidade, chegando a 35cm em alguns parâmetros e tratamentos, mesmo 404 dias após a aplicação do fertilizante.

“Investir na construção de um solo fértil é investir na base de toda a lavoura. Nossos resultados mostram que, ao micronizar o calcário, conseguimos corrigir a acidez em camadas mais profundas do solo, e isso muda o jogo para o desenvolvimento das raízes e o aproveitamento dos nutrientes”, afirma Claudio de Jesus Monteiro, pesquisador da Massari e um dos autores do estudo.

Solos ácidos reduzem o potencial produtivo

Segundo os pesquisadores, a elevada acidez ainda é uma das principais limitações da agricultura brasileira. Solos com pH inferior a 5,5 favorecem o aumento da concentração de alumínio tóxico, elemento que dificulta o alongamento das raízes, reduz a absorção de água e nutrientes e limita o desenvolvimento das plantas.

Embora a correção da acidez seja uma prática consolidada, estudos internacionais já demonstravam que partículas mais finas de calcário apresentam maior eficiência por reagirem mais rapidamente no solo, resultados observados em pesquisas conduzidas na Austrália e nos Estados Unidos, com trigo e trevo, respectivamente.

“É a granulometria que faz a diferença nesse processo. Partículas menores reagem mais rápido e conseguem descer no perfil do solo, o que potencializa a correção química em profundidade. Com isso, a raiz encontra espaço para crescer mais, e a cultura fica mais preparada para enfrentar períodos de estiagem”, explica Monteiro.

Um ano de acompanhamento do solo

O experimento foi conduzido em um canavial de terceiro corte da cultivar IACSP95-5094, em solo classificado como LVE, com um tratamento composto por DGMS + enxofre + Fosfakal 20:20 + boro + zinco, aplicado na dose de 4 toneladas por hectare.

Foram realizadas quatro campanhas de amostragem ao longo da safra, com análises detalhadas do solo aos 180 e aos 404 dias, em amostras coletadas de 0 a 80 cm de profundidade, em intervalos de dez centímetros.

Já aos 180 dias, houve aumento significativo na disponibilidade de fósforo entre 15 e 45 cm de profundidade, indicando maior movimentação do nutriente no perfil do solo. A saturação por bases (V%) atingiu quase 80% na camada superficial e permaneceu acima de 75% até 25 cm, mantendo-se superior a 60% até 35 cm de profundidade.

O cálcio também teve comportamento relevante: sua participação na capacidade de troca catiônica (CTC) passou de cerca de 40% para mais de 60% na camada superficial, mantendo-se acima do patamar considerado ideal para solos férteis até aproximadamente 35 cm.

Mesmo 404 dias após a aplicação, o tratamento seguia apresentando níveis superiores de cálcio, magnésio, pH e saturação por bases em relação ao controle, evidenciando o efeito residual da tecnologia.

Sistema radicular mais desenvolvido

As análises também revelaram diferenças expressivas no desenvolvimento das raízes: nas áreas tratadas, o sistema radicular cresceu de forma muito mais intensa em profundidade, resultado diretamente relacionado às melhores condições químicas do solo.

“Ao corrigir a fertilidade abaixo da camada superficial, ampliamos o espaço que a raiz tem para se desenvolver. É esse volume maior de solo explorado, com mais água e nutrientes disponíveis, que explica boa parte do ganho de produtividade que registramos no experimento”, destaca Monteiro.

Além da ação corretiva, o fertilizante utilizado no estudo foi desenvolvido para liberar nutrientes de forma gradual ao longo do ciclo da cultura, reunindo fontes de cálcio, magnésio, fósforo, enxofre e micronutrientes em uma única formulação.

Para os pesquisadores, os resultados reforçam o potencial de tecnologias que combinam correção da acidez, fornecimento equilibrado de nutrientes e melhoria da fertilidade em profundidade como estratégia para elevar a produtividade da cana-de-açúcar e a longevidade dos canaviais, especialmente diante dos desafios climáticos e da necessidade de produzir mais sem expandir a área plantada.

A Massari Fértil e a Morro Verde formam uma das maiores plataformas brasileiras integradas de mineração, beneficiamento e formulação de fertilizantes minerais mistos naturais para o agronegócio.

Com ativos minerais estratégicos, unidades industriais e operações logísticas em Minas Gerais e São Paulo, além de parcerias produtivas em diferentes regiões do país, a companhia opera uma cadeia verticalizada que abrange desde a extração mineral até a formulação de soluções para nutrição e correção de solos.

Comprometida com a sustentabilidade, a inovação e o fortalecimento da produção nacional de insumos agrícolas, a Massari Fértil e a Morro Verde contribuem para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, ampliando a competitividade do agronegócio, a segurança alimentar e a soberania produtiva do país.

 

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