Ferrovia de MT é responsável por 62,1% do saldo de empregos em infraestrutura no estado no 1º tri de 2024

Ferrovia de MT é responsável por 62,1% do saldo de empregos em infraestrutura no estado no 1º tri de 2024

Ao todo, o saldo do setor em Mato Grosso foi de 1.666 empregados; desse montante, a ferrovia da Rumo foi responsável por 1.035

A construção da ferrovia estadual de Mato Grosso já representa cerca de 62,1% no saldo de geração de empregos no estado no segmento de construção de obras de infraestrutura do primeiro trimestre de 2024. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram gerados 1.666 empregos em todo estado neste segmento no período. Deste montante, cerca de 1.035 são dedicados às obras da ferrovia da Rumo, maior operadora ferroviária do país.

Ferrovia de MT é responsável por 62,1% do saldo de empregos em infraestrutura no estado no 1º tri de 2024

Só no mês de abril, a concessionária ferroviária foi responsável por 41,4% do saldo de empregos do segmento no estado. Segundo dados oficiais, em todo Mato Grosso o saldo de pessoas empregadas foi de 1478. Desses, as obras da ferrovia estadual tem participação por empregar 612 trabalhadores.

A ferrovia, que se chama Senador Vicente Emílio Vuolo, é uma autorização estadual que foi dada à Rumo em 2021. Ao todo, a construção da ferrovia terá mais de 700 quilômetros de novos trilhos para ligar Rondonópolis até Lucas do Rio Verde, na maior região produtora de soja e milho do país. Nesta primeira fase, a estimativa de investimento é entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões, estão previstos mais de 200 quilômetros, chegando até a região da BR-070 onde será construído o primeiro terminal da nova ferrovia.

 Ferrovia de MT é responsável por 62,1% do saldo de empregos em infraestrutura no estado no 1º tri de 2024

Segundo o vice-presidente de regulação da Rumo, Guilherme Penin, para os próximos meses as obras devem atingir um pico de mais de 5 mil empregos diretos. “Nos três primeiros meses do ano tivemos um período de chuva na região. A partir de maio a tendência é acelerar as obras com o período de estiagem que vai até outubro. É uma obra que está impulsionando a economia do Estado”, destaca.

Para Silvio Rangel, presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), o avanço das obras da ferrovia em Mato Grosso pode trazer diversas consequências para a indústria do estado. Uma delas é a redução dos custos de transporte, o que tornará os produtos locais mais competitivos no mercado nacional e internacional. Além disso, a infraestrutura ferroviária pode atrair investimentos para a região, impulsionando ainda mais a geração de empregos.

O aumento do emprego não apenas melhora as condições de vida da população local, mas também estimula o consumo interno, impulsionando diversos setores da economia, como o varejo, a construção civil e os serviços. Esse aumento do consumo, por sua vez, pode levar a um aumento na arrecadação de impostos, beneficiando tanto o governo estadual quanto os municípios, que podem investir em infraestrutura, saúde, educação e outros serviços públicos essenciais. Essa dinâmica positiva de emprego, consumo e arrecadação pode contribuir significativamente para o crescimento econômico sustentável do estado a longo prazo“, disse Rangel.

A Fiemt estima ainda que, ao longo da construção da ferrovia sejam gerados mais de 200 mil empregos no Estado. Desse total, 114 mil devem ser diretos, 44 mil indiretos e 44 mil induzidos.

Sustentabilidade

Além do efeito em cadeia provocado na economia, o modal ferroviário é mais sustentável do que o rodoviário. A quesito de comparação, um único trem da Rumo com 120 vagões pode transportar a mesma quantidade de carga de até 480 caminhões.

O ano de 2023 foi o melhor exemplo dessa vantajosidade. No ano passado, a Rumo movimentou 77,3 bilhões de TKU. Se toda carga transportada pela companhia fosse feita por caminhão, seriam 6,6 milhões de toneladas de CO2 a mais na atmosfera. Além disso, a Rumo tem metas claras de redução de emissão de CO2. De 2019 a 2023, a ferrovia do grupo Cosan reduziu 17,4% suas emissões. De 2015 até o ano passado, a redução foi de 39%.

Imagem: divulgação

 

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