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Foco da Schneider em inteligência artificial abre perspectivas para a indústria no Brasil

Grupo francês mantém uma função específica para o assunto – a de Chief AI Officer. A projeção é de que tais inovações desembarquem por aqui também, avalia o industrial da Engerey, parceira da marca

A Schneider Eletric, multinacional francesa que informou à imprensa neste ano ter faturado globalmente 34,2 bilhões de euros em 2023 e lucro líquido, no período, de 3,2 bilhões de euros, confirmou recentemente à Revista Forbes (edição internacional) que a inteligência artificial está no foco de seus investimentos. Além de lançar mão desse recurso para aumentar sua produtividade e eficiência, a companhia pretende incorporar de vez essa inovação em suas soluções voltadas à indústria. O movimento do outro lado do Atlântico é observado com expectativa aqui no Brasil.

Em síntese, a Schneider anuncia que está aplicando a inteligência artificial para impulsionar tecnologias energeticamente eficientes – em convergência com os esforços globais em prol de um uso mais racional dos recursos naturais. Assim, painéis e equipamentos elétricos desenvolvidos pela fabricante serão baseados em IA.

Há um executivo designado especificamente para cuidar dessa área: Philippe Rambach, que ocupa o cargo de Chief AI Officer (CAIO, na sigla em inglês). A função foi criada em 2021, ligada ao Chief Digital Officer (CDO), mas com cada vez mais protagonismo. Para Rambach, “transição energética, sustentabilidade e redução de carbono não acontecerão sem IA”, conforme afirmou à Forbes.

Foco da Schneider em inteligência artificial abre perspectivas para a indústria no Brasil

Fábio Amaral, CEO da Engerey

Na avaliação do industrial brasileiro Fábio Amaral, o foco da Schneider em inteligência artificial abre perspectivas para a inovação tecnológica da indústria no Brasil. Amaral é CEO da Engerey, empresa de Curitiba (PR) parceira oficial da Schneider, fabricante no país dos painéis elétricos da companhia francesa.

Os equipamentos da Schneider, destaca o industrial, já são reconhecidos pelo elevado grau tecnológico. Com o desenvolvimento e aperfeiçoamento da inteligência artificial, e com este recurso definitivamente incorporado pela fabricante, a indústria brasileira passará a contar com opções fundamentais ao seu percurso rumo à indústria 4.0 (ou seja, de automação plena).

“Sensoramento remoto, que permite o acompanhamento online do funcionamento dos componentes de um painel, já é um recurso disponível. Essa tecnologia possibilita identificar risco de falhas, ocorrência de problemas, itens eventualmente desgastados ou deteriorados, o que ajuda na manutenção preventiva e evita paradas inesperadas da linha de produção”, ilustra Amaral.

A inteligência artificial vai agregar em análise de dados e em apontamentos de providências e medidas a serem tomadas pelo gestor industrial. Logo, vai contribuir decisivamente para a produtividade e a eficiência energética, aposta o CEO da Engerey. “Isso significa ganhos para a indústria e para a sociedade”, pontua.

Até porque, pelo seu alcance mundial, todo movimento da Schneider tem ampla repercussão, avalia Amaral. “A empresa está presente nas Américas, África, Ásia e Europa, incluindo regiões dentro desses continentes, como Europa Central e Europa Oriental e Oriente Médio. Especificamente na América do Sul, a operação brasileira é a de maior impacto”, cita.

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