Futurecom registra mais de 30 mil visitantes em sua 30ª edição
O maior evento de conectividade, tecnologia e inovação já tem data para a edição de 2026:
6 a 8 de outubro

Após três dias intensos, o Futurecom encerra sua 30ª edição com a participação de 300 marcas expositoras que apresentaram aos profissionais do mercado as mais eficientes soluções em tecnologia aplicadas à saúde, indústria, varejo, agronegócio, cidades inteligentes e tantos outros setores da economia. O maior evento de conectividade, tecnologia e inovação já tem data para 2026. Será realizado entre os dias 06 e 08 de outubro, no São Paulo Expo.
A edição deste ano recebeu mais de 30 mil visitantes. O evento contou ainda com mais de 200 horas de conteúdo e 500 palestrantes em um espaço de cerca de 25 mil m².
Paulo Sergio Rufino Henrique, cientista-membro do CTIF Global Capsule Foundation na França e chairman da conferência internacional 6G Briefing; Jean-Pierre Bienaimé, ex-secretário geral da Associação de Infraestrutura 5G (5G-IA) na Comissão Europeia; Anderson Jacopetti, CTO da Alaris; e Paulo Fernando Silvestre, consultor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, discutiram o tema do painel “Conectividade em 2055: a comunicação e conexão em 30 anos”, com mediação de Wilson Cardoso, conselheiro em tecnologia e membro do Senai.
Os palestrantes trouxeram uma reflexão sobre os avanços e erros das últimas três décadas na tecnologia de comunicação. Paulo Rufino destacou como muitas inovações que hoje parecem banais — como Wi-Fi, evolução da telefonia móvel (2G a 5G), fibra óptica e voz sobre IP — transformaram radicalmente a forma como vivemos e trabalhamos. Ele lembrou que, sem essas evoluções, o trabalho remoto durante a pandemia, por exemplo, não teria sido possível.
Ao mesmo tempo, fez um alerta sobre erros passados, como práticas de especulação de mercado e a dificuldade de adoção de sistemas abertos, que limitaram a evolução tecnológica de forma colaborativa. Segundo Rufino, refletir sobre essas falhas é essencial para que não se repitam nos próximos 30 anos.
“Alguns acertos a gente nem percebe no dia a dia, mas 30 anos atrás não tínhamos Wi-Fi. Hoje ele está dentro das nossas casas, empresas e na nossa conectividade. Isso vale para a evolução da telefonia móvel, do 2G ao 5G, e da fibra óptica, que chegou em boa parte do país. São mudanças simples, mas fundamentais, que transformaram nossa vida em apenas três décadas”, explica o pesquisador.
Paulo Rufino também falou sobre oportunidades quânticas no painel “Futurecom Quantum Technologies: Celebrating 100 Years of Quantum Mechanics”, junto com Joao Silvestre Silva Souza, Senai CIMATEC, e Marcio Tabach, da TGT.
Na sequência, o painel “Cabos Submarinos e o Contexto Brasileiro” trouxe à tona o papel central do Brasil nesse mercado, responsável por 95% do tráfego digital global. Apesar da relevância estratégica, os investimentos na América Latina ainda são menores em relação a outras regiões. A aprovação do PL 270/2025 foi apontada como marco para o setor, em meio a tensões geopolíticas que afetam rotas e parcerias internacionais. Peter Wood (TeleGeography) lembrou que o Brasil é protagonista por conectar rotas únicas a outras regiões e que as questões geopolíticas — quem conecta quem, por quais rotas e sob quais interesses — são determinantes para o futuro do setor. Rogério Mariano, coordenador do CBPC e diretor da Azion, ressaltou que 2025 foi um ano decisivo, com novos protocolos de resiliência e segurança sendo discutidos no país.
O tema da energia também foi central no painel “CanalEnergia: Eficiência Energética x Expansão Digital”, que discutiu o impacto do crescimento da economia de dados — estimada em US$ 3 trilhões até 2030 — sobre a geração elétrica. Elbia Gannoum (ABEEólica) destacou que estamos vivendo a revolução 5.0, altamente dependente de energia, e que o boom dos data centers deve ser encarado como uma oportunidade para expandir a geração renovável e acelerar a descarbonização da economia.
Por fim, o debate “30 anos da norma 4/95” abordou a decisão da Anatel de revogar a norma que definiu os Serviços de Valor Adicionado (SVAs). Representantes de entidades como CGI, Abranet e Telcomp criticaram a medida, afirmando que ela pode acabar com os SVAs como conhecemos e transferir sua regulação para a Anatel. Mozart Rocha Jr., da própria agência, afirmou que a decisão busca simplificar a tributação da internet, mas deixou aberta a possibilidade de ajustes em pontos específicos no futuro.
A visão do Futurecom por alguns expositores:
Algar
“Participar do Futurecom é reafirmar nosso compromisso com a inovação que transforma. Mais do que acompanhar tendências, estamos aqui para provocar diálogos, compartilhar aprendizados e construir soluções que façam sentido para quem está no centro de tudo: as pessoas. Porque tecnologia, para nós, é conectar gente e propósitos.” – Luiz Alexandre Garcia, Presidente da Algar.
Allcom
“Em sua 30ª edição, o Futurecom permanece como o evento de tecnologia mais relevante no Brasil e na América Latina, apresentando inovações, soluções e debates decisivos para o setor. Durante a participação da Allcom, apresentamos parcerias estratégicas e lançamentos, ampliando nosso ecossistema one stop shop, e nos conectamos a milhares de agentes decisores, aumentando o nosso alcance.” – Marcio Fabozi, CEO da Allcom Telecom.
Claro Empresas
“Ficamos muito contentes por participar da Futurecom. Mostramos, na prática, como as empresas podem usar a IA e a conectividade 5G para impulsionar os negócios, gerando valor e vantagem competitiva. Em um cenário onde a eficiência é decisiva, a Claro empresas não apenas acompanha tendências, como também atua no desenvolvimento de soluções que antecipam as necessidades do mercado e posicionam as empresas na vanguarda da transformação digital. Mais uma vez no evento, situamos a tecnologia como catalisadora do futuro.” – Marcello Miguel, diretor-executivo de Marketing e Negócios da Claro Empresas.
Deutsche Telekom
“Esta é a nossa terceira participação consecutiva no Futurecom, que é o principal evento de telecomunicações do Brasil. Esta é uma oportunidade para reforçar a marca, apresentar lançamentos e fortalecer o relacionamento com parceiros e clientes. Conseguimos posicionar a Deutsche Telekom como um dos principais provedores de conectividade e tecnologia do mercado brasileiro.” – Claudia Forgas, Head de Marketing da Deutsche Telekom Global Business Solutions e T-Systems do Brasil.
Huge
“Comemoramos as relações possibilitadas por esta edição do Futurecom. Tivemos a chance de encontrar com nossos clientes, abrir novas portas de negócio e acompanhar as tendências emergentes. Neste quarto ano consecutivo de participação, reafirmamos nosso compromisso com a inovação e o desenvolvimento do setor de tecnologia e compartilhamos a inovação que produzimos com o público.” – Erick Nascimento, CEO da Huge Networks.
Nokia
“A participação da Nokia na 30ª edição do Futurecom superou nossas expectativas e reforça a relevância do evento como um grande hub de inovação na América Latina. Tivemos a oportunidade de mostrar como nossas soluções em conectividade, inteligência artificial e cibersegurança estão moldando o futuro das redes e acelerando a transformação digital em diferentes setores da economia. Além de compartilhar conhecimento em painéis e sessões técnicas, nosso lounge se consolidou como um espaço estratégico de conexão com clientes, parceiros e novos públicos, fortalecendo relacionamentos e ampliando oportunidades de negócios. O balanço é extremamente positivo e confirma o compromisso da Nokia em apoiar o ecossistema digital brasileiro com tecnologia de ponta e visão de futuro.” – Felipe Garcia, Head de Marketing da divisão de Infraestruturas de Redes (NI) da Nokia.
Sobre o Futurecom
O Futurecom é uma plataforma B2B dinâmica que opera o ano todo oferecendo ao mercado soluções de conectividade e tecnologia para diversos setores da economia. Como líder na integração do setor de TIC, o Futurecom se posiciona como um hub essencial para negócios e inovação, facilitando a conexão entre empresas, startups e profissionais de tecnologia e telecomunicações, por meio de uma série de ações e iniciativas. Com uma visão abrangente dos desafios e oportunidades nos setores da indústria, logística, mineração, agronegócio, saúde e energia, o Futurecom proporciona acesso contínuo a tecnologias de ponta, tendências de mercado e insights estratégicos.




![ABB amplia linha de motores de alta eficiência Empresa inicia comercialização dos chamados ‘IE6 extrapolados’ em grandes carcaças São Paulo, 19/2/2026 -- A fabricante de equipamentos elétricos ABB ampliou a linha de motores industriais chamados pela empresa de IE6 extrapolados por terem 20% menos perdas do que equipamentos IE5, a mais alta das cinco categorias oficiais de eficiência energética da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC, na sigla em inglês). Criados para aplicações especiais, os novos motores estão disponíveis em carcaças dos números 280 e 315, em potências variando de 110 a 450 kW e velocidades de até 3600 rpm. Também são do tipo síncronos de relutância (SynRM), que não utilizam magnetos permanentes extraídos de terras raras, aliando em sua proposta eficiência energética, funcionalidade e responsabilidade ambiental. A ABB, no entanto, destaca que os principais diferenciais do produto ainda são a economia de energia e os atributos ambientais. Com base em análises feitas na Europa, a fabricante afirma que a troca de um motor IE4 prevalente na região por um IE6 equivalente retorna o investimento em oito meses. Em 20 anos de vida útil, a economia gerada por um único motor chega a €51.200, evitando, ainda, a emissão de 92.200 kg de CO2. "Nossos clientes agora podem acessar eficiência [energética] de nível mundial em uma faixa de potência mais ampla, muitas vezes alcançando retorno em apenas alguns meses enquanto se aproximam de suas metas de sustentabilidade", reforçou em comunicado Stefan Floeck, presidente da divisão IEC LV Motors da ABB. “Os motores SynRM IE6 de hiper-eficiência foram projetados para este momento", seguiu. Os novos motores da ABB complementam a linha IE6 da empresa que teve seus primeiros exemplares lançados em 2024, cobrindo inicialmente a faixa de potência entre 22 e 315 kW. O lançamento foi um marco por apresentar os primeiros motores mais econômicos do que os melhores IE5 da época, mostrando que a indústria já tinha tecnologia para produzir equipamentos em uma nova escala de eficiência energética. Até hoje, a escala criada pela IEC prevê cinco categorias de eficiência energética, que vão da IE1 à IE5. Entre um nível e outro, há redução de 20% de perda na conversão de energia elétrica em mecânica. O padrão IE4 é o mínimo exigido na União Europeia, e o IE3 fundamentou a classificação IR3, obrigatória no Brasil como padrão mínimo de eficiência. A ABB também destaca que a nova linha é fabricada com 98% de materiais de origem reciclada, integrando o portfólio ABB EcoSolutions™, de produtos com Declaração Ambiental verificada nos termos da normativa ISO 14025 Tipo III e total transparência sobre dados de circularidade, emissões e impacto ambiental. Os IE6 extrapolados podem substituir motores antigos sem adaptações em aplicações de ventilação, bombeamento, compressão e outras. Os equipamentos devem ser associados a inversores de frequência, que reduzem ainda mais o consumo de energia.](https://eaemaq.com.br/wp-content/uploads/2026/02/ABB-IE6-SynRM-Family-300x169.jpg)

