Gotejamento: a tecnologia que redefine eficiência, estabilidade produtiva e uso inteligente da água no agro brasileiro
A irrigação por gotejamento ocupa hoje um papel central na modernização da agricultura, combinando eficiência hídrica, estabilidade produtiva e capacidade de adaptação a diferentes realidades do campo. A tecnologia nasceu de uma observação simples, o vazamento de água que alimentava uma única árvore em Israel, e evoluiu para um sistema altamente sofisticado, capaz de transformar áreas de baixa viabilidade em polos de produção competitivos.
No Brasil, esse impacto fica evidente nos números: embora menos de 10% da área cultivada seja irrigada, essa fração responde por cerca de 40% de toda a produção agrícola nacional. Para Carlos Sanches, agrônomo e Diretor de Desenvolvimento e Inovação da Netafim, o dado reforça uma premissa essencial: “Para a planta expressar o potencial que ela tem de produção, a água é essencial. A irrigação não é só sobre aumentar produtividade, é sobre previsibilidade, segurança e equilíbrio para toda a cadeia”.
A evolução da tecnologia e o que ela representa no campo
Ao longo das últimas décadas, o gotejamento deixou de ser uma solução restrita a culturas perenes e se tornou uma ferramenta estratégica para diferentes segmentos. Os avanços técnicos permitiram sistemas mais robustos, resistentes e precisos, especialmente com o desenvolvimento dos gotejadores autocompensados, fundamentais para áreas com declividade.
Segundo Sanches, a sofisticação atual do sistema muitas vezes é subestimada: “Os tubos gotejadores não são um tubo cego com um furinho. O coração da irrigação por gotejamento são os gotejadores, desenvolvidos com engenharia pura para transformar água em gota de forma uniforme, controlada e eficiente”.
O gotejamento subterrâneo, por sua vez, tornou-se uma das grandes apostas do setor por entregar água diretamente na zona radicular sem interferências externas. “Essa tecnologia trouxe ao produtor a possibilidade real de irrigar grandes culturas sem competição com maquinário, com economia e com resultados consistentes”, afirma.
Eficiência e integração de sistemas
A discussão sobre métodos de irrigação também aponta para um movimento crescente de harmonização entre tecnologias. O uso combinado de pivôs e gotejamento permite que o produtor maximize a área irrigada e adapte a solução às características do terreno.
Sanches resume esse conceito como uma estratégia de inteligência operacional: “O pivô irriga de forma circular, mas as áreas adjacentes podem ser atendidas com irrigação por gotejamento Quando harmonizamos os sistemas, proporcionamos 100% de área irrigada ao agricultor com alto nível de eficiência”.
Uma tecnologia que muda realidades
Mais do que técnica, a irrigação por gotejamento tem impacto direto no desenvolvimento regional. Em muitas propriedades, ela representou a virada de chave para a estabilidade financeira, a diversificação produtiva e a entrada em novos mercados.
Para Sanches, há um componente emocional nesse processo: “É muito bonito ver o quanto essa tecnologia muda a vida dos agricultores. A água traz vida para a propriedade, e quando o produtor percebe que consegue planejar, produzir e colher com segurança, tudo muda”.
Para se aprofundar no tema

A discussão completa, com histórias, detalhes técnicos e uma análise ampla do cenário da irrigação brasileira, está no segundo episódio do Netacast, podcast produzido pela Netafim para promover a irrigação no Brasil.
Sobre a Netafim
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.






